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Bradesco e Banco do Brasil ofereceram R$ 5,35 por ação da Cielo (CIEL3), mas os minoritários entendem que os bancos deveriam pagar bem mais para fechar o capital da companhia
Os acionistas minoritários da Cielo (CIEL3) que contestaram o preço que Bradesco e Banco do Brasil se propuseram a pagar para fechar o capital da empresa conquistaram uma vitória.
Isso porque a empresa de maquininhas de cartão anunciou que vai atender ao pedido de convocação de uma assembleia especial de acionistas, sem o voto dos controladores.
O objetivo é decidir sobre a realização de uma nova avaliação do valor justo das ações na oferta pública de aquisição (OPA) que os bancos lançaram.
Bradesco e Banco do Brasil ofereceram R$ 5,35 por ação da companhia na OPA, com base em um laudo do Bank of America Merrill Lynch (BofA). O valor representa um prêmio de 6,36% sobre as cotações na B3 no fechamento anterior ao anúncio da oferta.
Mas os acionistas entendem que os bancos deveriam pagar bem mais para fechar o capital da Cielo. No pedido de convocação de assembleia, eles apresentam dois números, sendo o maior deles 61% acima da oferta original de Bradesco e BB.
A Cielo marcou a assembleia especial de acionistas para o próximo dia 2 de abril, às 10h. Donas de mais de 10% do capital em circulação da Cielo, as gestoras Encore, Clave, Mantaro, Ibiuna, XP Gestão e AZ Quest indicaram a contratação do Banco Safra para fazer uma avaliação sobre o preço por ação na OPA.
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O conselho da Cielo aprovou a convocação da assembleia, mas indicou a inclusão do Rothschild como opção para fazer o trabalho de avaliação das ações. Isso porque o Safra também atua no negócio de maquininhas de cartão, ou seja, o banco é concorrente da companhia.
Apesar da vitória dos minoritários na convocação da assembleia, vale lembrar que ainda eles ainda precisam aprovar o novo laudo, que não necessariamente trará um preço maior para a OPA.
E, mesmo que traga um valor maior, Bradesco e Banco do Brasil podem simplesmente desistir de fazer a oferta para fechar o capital da Cielo.
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