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Camille Lima

Camille Lima

Repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap.

OLHA A EXPLOSÃO

Quando a bolha da inteligência artificial vai estourar? Esta consultoria britânica tem uma previsão

Há quem diga que o entusiasmo dos investidores com a inteligência artificial tenha levado à formação de mais uma bolha no mercado de ações — e ela já está com prazo contado para estourar

Camille Lima
Camille Lima
29 de abril de 2024
19:43 - atualizado às 18:18
Bolha da Inteligência Artificial
Imagem: DALL-E/ChatGPT

Quem já soprou bolhas de sabão na infância sabe que não importa o quanto elas inflem, sempre acabam estourando. Na bolsa não costuma ser diferente, e um segmento bastante propenso à irracionalidade que provoca as bolhas financeiras é o de tecnologia, onde talvez estejamos acompanhando a formação de uma nova bolha: a da inteligência artificial (IA). 

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O termo inteligência artificial inundou a internet nos últimos meses, especialmente com o ganho de popularidade de plataformas como o ChatGPT — que, inclusive, gerou a imagem que ilustra esta matéria. 

O “boom da IA” tornou a fabricante de chips Nvidia, por exemplo, a terceira empresa mais valiosa do planeta, acima de outras gigantes da tecnologia, como Alphabet (Google) e Meta Platforms. 

Mas há quem afirme que o entusiasmo dos investidores com a inteligência artificial tenha levado à formação de mais uma bolha no mercado de ações. E como as pequenas bolhas de sabão, a da inteligência artificial está com tempo contado para estourar, segundo a consultoria britânica de pesquisa econômica Capital Economics.

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Quando a bolha da inteligência artificial vai estourar?

De acordo com a Capital Economics, a explosão da bolha da IA deve acontecer em menos de dois anos. 

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Para os analistas, a formação da bolha da inteligência artificial no mercado de ações pode levar um dos maiores índices acionários dos EUA à disparada.

Nas contas da consultoria, o S&P 500 poderá atingir 6.500 pontos em 2025, impulsionado pelo desempenho das ações de tecnologia

Mas a situação muda a partir de 2026, conforme a sustentabilidade dos ganhos nos índices acionários dos EUA começar a se deteriorar em meio à pressão de juros e inflação ainda elevados sobre os valuations das empresas.

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“Prevemos que os retornos das ações na próxima década serão piores do que na década anterior. E pensamos que o desempenho superior de longa data do mercado de ações dos EUA pode chegar ao fim”, afirmaram os analistas da Capital Economics.

A consultoria britânica prevê que as ações dos EUA terão retornos médios anuais de apenas 4,3% até 2033 — bem abaixo dos retornos médios anuais de 13,1% proporcionados pelo mercado acionário norte-americano ao longo da última década.

“O excepcionalismo americano pode acabar nos próximos anos”, escreveu a Capital Economics. "Suspeitamos que a bolha acabará por estourar para além do final do próximo ano, causando correções nos valuations. Afinal, esta dinâmica ocorreu tanto em torno da bolha das pontocom do final dos anos 1990 e início dos anos 2000 como no Grande Crash de 1929.”

A hora da renda fixa?

Na visão dos analistas, a explosão da bolha de inteligência artificial deve beneficiar os retornos de títulos de renda fixa (bonds) em relação ao rendimento das ações na próxima década. 

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“Esperamos retornos mais fortes à medida que os rendimentos dos títulos do governo se estabilizam em níveis mais elevados”, disse a Capital Economics sobre o mercado de renda fixa. 

A Capital Economics prevê um retorno de 4,5% para os Treasurys, os títulos de dívida do Tesouro dos EUA, até o fim de 2033.

Segundo os analistas, porém, é difícil cronometrar com precisão quando uma bolha deve atingir seu limite no mercado de ações — e quanto tempo poderá durar o desenrolar dessa bolha.

“Um risco negativo é que as consequências do estouro da bolha durem mais de um ano, como foi o caso após a bolha pontocom”, destacou a consultoria.

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*Com informação do Business Insider.

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