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Otimismo já precificado nas ações e novas concorrentes são algumas das ‘ameaças’ para as empresas de drogas de emagrecimento
A inteligência artificial pode ser considerada o “trade” do momento. No entanto, um outro setor se afirma como um fortíssimo segundo lugar: o de drogas de emagrecimento. Assim como a IA, o setor farmacêutico fez fortunas nos últimos meses, especialmente para quem colocou dinheiro em ações da Novo Nordisk e da Eli Lilly.
Apesar da bonança dos últimos tempos, as fabricantes do Ozempic, Wegovy e Zepbound enfrentam agora uma prova de fogo, sendo os próximos passos decisivos para os negócios.
Com o otimismo precificado nessas ações e a alta expressiva que elas já apresentaram, o crescimento futuro tende a ser mais desafiador.
O terceiro trimestre de 2024 da Eli Lilly mostrou uma desaceleração nas vendas nos dois principais medicamentos: Mounjaro e Zepbound. Ambos venderam menos do que o esperado pelo mercado, o que fez as ações caírem aproximadamente 10% após a divulgação do balanço.
Já os resultados da principal concorrente, Novo Nordisk, serão divulgados nesta quarta-feira (6).O temor em Wall Street é que a fabricante do Ozempic também reporte números abaixo do esperado.
Depois de gerar mais cerca de US$ 1 trilhão (R$ 5,8 trilhões), resta o questionamento: será que as “injeções de emagrecimento” serão capazes de manter seu peso no mercado?
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Novos desenvolvimentos, tanto clínicos quanto comerciais, podem levar os fabricantes de remédios de emagrecimento a dois caminhos: uma alta ainda mais estelar na bolsa ou então uma pausa em tamanho otimismo.
Por ora, os investidores aguardam dados sobre uma nova droga experimental da Novo Nordisk: a CagriSema.
Enquanto isso, a concorrente Eli Lilly, que é bem menos reconhecida no mercado, anunciou planos de intensificar os esforços publicitários e comerciais, visando garantir o acesso ao medicamento por mais pessoas. No momento, muitos médicos ainda estão hesitantes em prescrever os remédios da empresa.
Outra “ameaça” para as principais players do setor são as novas entrantes que querem capturar uma parte deste mercado altamente lucrativo.
Nesse contexto, a empresa de biotecnologia Amgen é uma das mais fortes concorrentes. Se tudo der certo, uma nova droga de emagrecimento da companhia pode começar a ser comercializada nos próximos dois anos, com uma vantagem competitiva expressiva: ao invés de injeções semanais a aplicação será mensal.
No entanto, a empresa ainda precisa contornar os efeitos colaterais, como vômito, que ainda apresentam um entrave para o medicamento.
Outras novatas são a Structure Therapeutics, a Viking e a Zealand Pharma. Além disso, o mercado também já espera movimentos de empresas da “big pharma” (magnatas do setor farmacêutico), como AstraZeneca, Roche e Pfizer.
Vale lembrar que as patentes do Ozempic e do Wegovy vencerão em 2026, o que impulsionará a criação de genéricos.
A alternativa para que o mercado mantenha-se tão lucrativo, portanto, é mais uma vez inovar na fabricação de drogas ainda mais eficientes e potentes para obesidade, diabetes e emagrecimento.
* Com informações do Wall Street Journal.
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