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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

AÇÃO DO MÊS

Itaú (ITUB4) supera Vale (VALE3) e se torna a ação mais indicada para investir em novembro; veja o ranking com recomendações de 13 corretoras

O otimismo dos analistas tem base em dois pilares principais: a expectativa de um balanço forte no 3T24 e a busca por um porto seguro na B3

Camille Lima
Camille Lima
4 de novembro de 2024
10:09 - atualizado às 8:36
Ações do mês | ação JBS JBSS3
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O gigante voltou ao topo. Depois de um mês fora do trono da bolsa brasileira, o Itaú Unibanco (ITUB4) conquistou de volta a coroa de ação mais recomendada pelos analistas para investir em novembro.

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Diante das expectativas de mais um balanço excepcional no terceiro trimestre, o maior banco privado do país liderou o ranking de papéis mais indicados para o mês, acumulando seis recomendações das 13 corretoras consultadas pelo Seu Dinheiro

Vale lembrar que o Itaú Unibanco (ITUB4) publicará ainda hoje os números referentes ao intervalo de julho a setembro, logo após o fechamento do mercado. O maior banco privado brasileiro deve lucrar R$ 10,424 bilhões no 3T24, de acordo com a média das estimativas que o Seu Dinheiro compilou.

Para além do resultado trimestral forte, parte do apetite dos analistas para o bancão vem da busca por um porto seguro em meio à volatilidade dos mercados de ações.

Em meio ao cenário macroeconômico adverso, com taxas de juros elevadas no Brasil, incertezas sobre a questão fiscal local e o futuro das eleições nos Estados Unidos — que tem potencial para influenciar ainda mais o desempenho dos mercados emergentes, como é o caso do Brasil —, o Itaú é visto como uma ação defensiva.

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Segundo o Daycoval, o Ibovespa deve continuar em tendência de queda em novembro devido à instabilidade macro — o que demanda uma postura mais defensiva na alocação em ações na B3, como é o caso do próprio Itaú (ITUB4).

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Com o resultado, o Itaú desbancou a Vale (VALE3), que foi a ação do mês de outubro. Desta vez, a mineradora aparece entre as favoritas de três analistas, atrás ainda da JBS (JBSS3), que conquistou a preferência de quatro carteiras.

Confira as principais apostas de cada corretora para novembro:

Entendendo a Ação do Mês: todos os meses, o Seu Dinheiro consulta as principais corretoras do país para descobrir quais são as apostas para o período. Dentro das carteiras recomendadas, normalmente com até 10 papéis, os analistas indicam os três prediletos. Com o ranking nas mãos, selecionamos os que contaram com pelo menos duas indicações.

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Por que comprar ações do Itaú (ITUB4) em novembro? Os analistas respondem

O otimismo do BTG Pactual com as ações do Itaú Unibanco (ITUB4) ficou ainda mais expressivo em novembro.

Um dos pontos por trás da tese positiva dos analistas é a postura vitoriosa da empresa comandada por Milton Maluhy Filho em se adaptar às mudanças do negócio bancário varejista brasileiro, especialmente no segmento de baixa renda.

Isso deve permitir que o banco mantenha uma rentabilidade sustentável e acima dos patamares de retorno sobre o capital (ROE, em inglês) dos rivais do setor financeiro.

A perspetiva do mercado é que o Itaú volte a ver os seus ganhos crescerem depois de registrar a marca de R$ 10 bilhões de lucro líquido em um único trimestre, segundo as projeções dos analistas.

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Nas contas do BTG, o Itaú ainda encontra-se a um valuation atraente, negociado a um múltiplo abaixo de 8 vezes a relação preço sobre lucro (P/L) para 2025, com espaço para dividendos extraordinários.

A Empiricus ecoa a visão quanto à reação do Itaú à competição acirrada com a chegada de novas fintechs no mercado. “O foco passou a estar na retenção do cliente por meio de experiências melhores (como a plataforma de investimentos Íon e o super app One). Com o tempo, isso deve ajudar o banco a aumentar sua receita por cliente”, disse a analista Larissa Quaresma.

Vale destacar que a margem financeira, especialmente a dos clientes, é a principal linha a ser observada no balanço do Itaú no 3T24, segundo os analistas. O avanço mais tímido desse indicador foi o principal motivo para a reação ruim ao balanço do Bradesco, na semana passada.

Quaresma ainda destaca a agenda de eficiência da atual direção do Itaú, que busca crescimento sem abrir mão do controle das despesas — o que deve sustentar a rentabilidade superior em relação aos outros grandes bancos durante o futuro próximo.

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Crédito e dividendos extraordinários 

O potencial de dividendos também brilha aos olhos do mercado. Nas projeções da Empiricus, após um período relevante com pagamentos de proventos abaixo da média histórica, o Itaú Unibanco deve distribuir entre 50% e 60% do seu lucro aos acionistas nos próximos 12 meses, o que “confere importante carrego” à aposta nas ações ITUB4.

De acordo com o Pagbank, o conservadorismo do banco na originação do crédito é sua principal fortaleza para continuar entregando bons números no longo prazo. 

Apesar do novo ciclo de aperto monetário no Brasil, a expectativa é que o Itaú Unibanco continue a manter uma boa execução no segmento de crédito. 

“Entendemos que o banco é o melhor posicionado entre os incumbentes para navegar em um ambiente de aumento de juros no Brasil, dado o seu nível de inadimplência controlado”, escreveram os analistas do Pagbank.

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