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Além dos fundos de índice da Itaú Asset, a BB Asset estreou um novo ETF, e a bolsa brasileira lançou uma versão calibrada do Ibovespa para quem deseja investir em ações

Os investidores da bolsa brasileira têm novas opções disponíveis na prateleira de investimentos do mercado. A Itaú Asset lançou, na última quinta-feira (28), dois novos ETFs (fundos de índice, em português) na B3.
A gestora ligada ao maior banco privado brasileiro, com mais de R$ 1 trilhão de ativos sob gestão, estreou um ETF com foco em ações e BDRs, batizado de B3BR11, e outro para quem prefere a renda fixa, o IDKA11, focado em títulos públicos.
Basicamente, os ETFs são fundos de investimento que replicam as variações, rentabilidade e carteira de algum índice específico da B3, e que têm cotas negociadas em bolsa.
“A diversidade de produtos, classes e tipos de ativos é uma vantagem indispensável para o investidor que busca maximizar seus ganhos e proteger sua carteira contra as volatilidades naturais dos ciclos de mercado. Por isso, é especialmente significativo lançarmos simultaneamente dois produtos distintos, que se complementam e oferecem novas oportunidades estratégicas”, disse Renato Eid, superintendente de estratégias indexadas e investimento responsável da Itaú Asset.
De acordo com a gestora, o objetivo do lançamento é “preencher lacunas identificadas no mercado nacional”. Com os dois novos ETFs, a Itaú Asset expande o portfólio de fundos de índices para 22 produtos.
O objetivo do B3BR11 é seguir o Ibovespa B3 BR+, o índice “turbinado” da bolsa brasileira com ações do Ibovespa e BDRs (recibos de ações) de ações brasileiras negociadas nos Estados Unidos.
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O fundo de índice estreou com um preço de R$ 50,00 por cota, com taxa total de administração de 0,10% ao ano.
O ETF ainda permitirá o aluguel de até 70% da carteira, o que proporciona um retorno adicional para a cota.
Já o IDKA11 chega com a proposta de replicar o índice IRF-M P3, que é calculado pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais) e é composto por títulos prefixados do Tesouro.
O ETF terá um controle adicional para que a duration (prazo que o investimento de renda fixa leva para dar retorno ao investidor) da carteira seja próximo a três anos.
Em outras palavras, trata-se de um ETF focado em títulos públicos precificados com prazo de cerca de três anos.
A aplicação mínima no lançamento foi de R$ 100,00 por cota, com taxa total de administração de 0,25% ao ano. Segundo a gestora, o reinvestimento dos juros pagos pelos títulos semestralmente (cupom) será automático.
Como todo ETF, o IDKA11 e o B3BR11 não têm IOF nem come-cotas, sendo mais vantajoso tributariamente do que outras aplicações de renda fixa tradicional — com exceção dos produtos isentos de imposto de renda.
De acordo com a Itaú Asset, a tributação é fixada em 15% de Imposto de Renda sobre o ganho de capital para qualquer prazo de aplicação.
Mas a Itaú Asset não é a única gestora com novidades no portfólio. Mais cedo nesta semana, a BB Asset também lançou no mercado o BB ETF Ibovespa B3 BR+ Fundo de Índice (BRAZ11),
Assim como o ETF da Itaú Asset, o novo produto do BB também replica a carteira do Ibovespa B3 BR+.
Com investimento inicial de R$ 100,00 na abertura das negociações, o fundo possui taxa de administração de 0,10% ao ano.
“Fomentar o mercado de ETFs no Brasil é um objetivo estratégico da BB Asset, pois acreditamos que este mercado será a busca natural dos investidores no futuro”, avaliou Mário Perrone, diretor comercial e de produtos da BB Asset, em nota.
O BRAZ11 é o 10º fundo de índice a compor a cesta de ETFs da gestora ligada ao Banco do Brasil (BBAS3).
Os novos ETFs não foram a única novidade no mercado de investimentos brasileiro nesta semana. A B3 também estreou um novo índice de ações, o Ibovespa B3 Equal Weight.
O objetivo do “Ibovespa calibrado” é igualar a participação das companhias na carteira do Ibovespa, diminuindo a concentração do portfólio.
Atualmente, o índice é extremamente sensível às oscilações das ações de maior peso na carteira — que são poucas e fortemente concentradas em commodities e bancos. Veja quais são os cinco papéis com maior participação no Ibovespa hoje:
"O investidor poderá analisar o desempenho do mercado de uma forma que a performance das grandes companhias não impacte tanto na visão do quadro geral”, disse Ricardo Cavalheiro, superintendente de índices da B3, em nota.
O requisito obrigatório para fazer parte do Ibovespa B3 Equal Weight é estar na carteira vigente do Ibovespa — que sofre rebalanceamentos a cada quatro meses.
Aliás, o Ibovespa terá a primeira prévia da nova carteira teórica, que entrará em vigor em 6 janeiro de 2025, divulgada na próxima segunda-feira (2).
De acordo com a B3, apesar da equiparação no início de cada quadrimestre, as participações relativas das ações no índice passarão por mudanças de acordo com a evolução dos preços de cada ação no período.
Além disso, o novo índice da B3 é focado em retorno total e reflete o retorno dos ativos considerando o reinvestimento dos dividendos.
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