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Esh Capital defende que o empresário faça uma oferta por ações de minoritários; Gafisa diz que gestora quer viabilizar tomada hostil da empresa

O conselho de administração da Gafisa (GFSA3) atendeu ao pedido da Esh Capital e convocou uma assembleia de acionistas (AGE) para o dia 7 de fevereiro.
Entre outros temas, a gestora pede a suspensão dos direitos políticos de veículos de investimento supostamente ligados ao empresário Nelson Tanure na companhia e a destituição dos membros do conselho de administração.
Conhecida pelo ativismo, a gestora de Vladimir Timerman entende que Tanure deveria lançar uma oferta pública de aquisição (OPA) pelas ações da Gafisa na B3.
Aliás, esta não é a primeira vez que a Esh pede uma assembleia para tratar do tema. Em fevereiro do ano passado, os acionistas da Gafisa rejeitaram a proposta de suspender os direitos políticos de Nelson Tanure e outros investidores supostamente ligados a ele.
No entendimento da Esh, o empresário possui hoje de mais de 40% do capital da incorporadora. Essa participação estaria oculta em veículos sob gestão da Planner Corretora, Trustee DTVM e do Banco Master.
Na ocasião, as instituições negaram ligações entre si e com Tanure. Mas no fim do ano a gestora trouxe novos argumentos que supostamente provariam o vínculo entre os acionistas para embasar o pedido de assembleia. Você pode ler a íntegra da manifestação da gestora aqui.
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A chamada cláusula de "poison pill" (pílula de veneno) faz parte do estatuto da Gafisa e prevê a realização da uma oferta quando um acionista ultrapassa os 30% do capital. O mesmo estatuto prevê que o acionista pode ter a suspensão dos direitos na companhia caso não faça a OPA.
Embora tenha atendido o pedido da Esh, a administração da Gafisa argumenta que a gestora não trouxe "qualquer fato novo ou elemento substancial adicional".
Ou seja, os argumentos de que Tanure teria mais de 30% do capital da incorporadora seriam os mesmos que os acionistas rejeitaram na assembleia de fevereiro do ano passado.
Além disso, a Gafisa afirma que a Esh não apresentou provas para sustentar as alegações de violação da cláusula de "poison pill".
Por fim, a administração da incorporadora alega que o real objetivo da gestora seria "viabilizar uma tomada hostil da companhia e sua administração".
A Gafisa argumenta ainda que a intenção da Esh seria "ocasionar uma oscilação positiva da cotação das ações da companhia em prejuízo aos interesses da Companhia e, em consequência, do conjunto de seus acionistas". Leia aqui a íntegra da convocação da assembleia.
De fato, os papéis da Gafisa vêm de uma escalada recente na B3. As ações chegaram a acumular uma valorização de 45% em apenas três pregões, mas reduziram a alta para 25% nas duas primeiras sessões de 2024.
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