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A bolsa brasileira permanece fechada, assim como vários outros mercados ao redor do mundo, mas Wall Street opera normalmente e está de olho na decisão de juros
Hoje é feriado do Dia do Trabalho no Brasil, mas não será um dia de descanso para o investidor. Embora a B3 permaneça fechada – assim como a maioria das principais bolsas da Europa e da Ásia –, nos Estados Unidos a agenda está cheia, e as bolsas de Nova York operam normalmente.
O principal evento do dia é, sem dúvida, a decisão de juros do Federal Reserve, o banco central americano, marcada para ser divulgada às 15 horas. Na expectativa, os futuros dos índices de ações americanos operam em baixa nesta manhã, indicando cautela.
Há pouco, o futuro do S&P 500 recuava 0,37%, o do Dow Jones caía 0,18% e o do Nasdaq tinha baixa de 0,65%.
O Fed deve manter os juros inalterados na faixa de 5,25% a 5,50%, mas os investidores estão de olho mesmo é no discurso do presidente do banco central, Jerome Powell, que deve indicar os próximos passos da instituição.
Com as últimas indicações de inflação persistente nos Estados Unidos, o mercado já adiou repetidas vezes a expectativa para o tão aguardado início dos cortes de juros, que hoje está esperado, majoritariamente, apenas para dezembro.
Na expectativa de um Fed mais duro em relação à política monetária, o dólar também opera em alta ante outras moedas fortes nesta quarta, com um avanço de 0,09% do índice DXY.
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Para além da decisão do Fed, para esta manhã ainda é esperada uma série de dados econômicos nos EUA, a começar pelo relatório de empregos ADP, que segundo as expectativas do mercado deve indicar a criação de 175 mil vagas no setor privado do país.
Também veremos a divulgação dos Índices de Gerentes de Compras (PMIs) industriais apurados pela S&P Global e pela ISM, com estimativas de 49,9 e 50, respectivamente; do relatório de empregos Jolts, que deve indicar a abertura de 8,665 milhões de vagas, e dos estoques de gasolina, pelo Departamento de Energia americano.
Mas nem só de indicadores econômicos vivem as bolsas internacionais neste 1º de maio. A temporada de balanços do primeiro trimestre continua, já com as reações aos resultados da fabricante de chips AMD e da Amazon, divulgados no fim da tarde de ontem.
A AMD opera em queda de 7,00% no pré-mercado, após divulgar um lucro ajustado apenas em linha com o esperado, enquanto a Amazon sobe 1,77%, após superar estimativas de lucro e receita.
Também são aguardados para esta quarta-feira os balanços da Mastercard, Qualcomm, Pfizer, Kraft Heinz e BlackRock.
Embora a maioria das principais bolsas estejam fechadas em razão de feriados, no Reino Unido, onde também se celebra o Dia do Trabalho, os mercados abriram.
O FTSE 100, principal índice da Bolsa de Londres, avançava 0,08% há pouco, após o PMI Industrial do Reino Unido cair menos do que o inicialmente esperado em abril. O indicador, divulgado nesta manhã, caiu de 50,3 em março para 49,1 em abril, o que indica contração do setor, mas ficou acima das projeções de 48,7.
Já na região da Ásia e Pacífico, as bolsas de Tóquio e Sydney fecharam em baixa, acompanhando a queda dos principais índices americanos ontem e em clima de cautela com a decisão do Fed e os feriados em diversos mercados globais nesta quarta.
O índice Nikkei, em Tóquio, fechou em queda de 0,34%, enquanto o S&P ASX 200, em Sydney, recuou 1,23%.
Com informações do Estadão Conteúdo.
Em discurso à nação na ultima quarta-feira (1), Trump prometeu “levar o Irã de volta a Idade da Pedra”. Com isso, os futuros do Brent dispararam, mas bolsas ao redor do mundo conseguiram conter as quedas. Ibovespa encerrou o dia com leve alta de 0,05%, a 188.052,02 pontos
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