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FIM DO RALI?

Petróleo volta ao preço pré-guerra, Brent fecha semana com tombo de quase 10% e arrasta a Petrobras (PETR4)

A retomada dos embarques pelo Golfo Pérsico e o avanço das negociações entre Israel e Hezbollah reduziram a preocupação com o abastecimento global

Imagem de um mapa da região do Estreito de Ormuz com barris de petróleo representando como a guerra do Oriente Médio está afetando os preços do petróleo
Guerra no Oriente Médio mexe com preços do petróleo - Imagem: iStock/matejmo

A queda do petróleo ganhou força nesta sexta-feira (26), levando o Brent de volta aos níveis registrados antes da escalada do conflito no Oriente Médio. Com a redução das preocupações sobre o fornecimento global, os contratos da commodity encerraram o dia com perdas de quase 4% e acumularam desvalorização próxima de 10% na semana. A onda de perdas atingiu em cheio da Petrobras (PETR4).

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O movimento reflete a normalização do fluxo de embarcações pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de exportação de petróleo do mundo, e o aumento da oferta de petróleo iraniano no mercado internacional.

Além disso, avanços diplomáticos na região também ajudaram a reduzir o prêmio de risco embutido nos preços.

O contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para agosto, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em queda de 3,74%, a US$ 69,23 por barril.

Já o Brent para setembro, referência global negociada na Intercontinental Exchange (ICE), caiu 3,84%, encerrando o dia a US$ 72,60 por barril. No acumulado da semana, o WTI recuou 9,55%, enquanto o Brent perdeu 9,89%.

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O movimento do petróleo no mercado internacional pressionou as ações da Petrobras no Brasil.

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As ações preferenciais da estatal (PETR4) fecharam o pregão com queda de 1,01%, cotadas a R$ 38,06, enquanto o papel ordinário (PETR3) recuou 1,17%, a R$ 42,25. Na semana, PETR4 caiu 1,91% e PETR3 recuou 2,51%.

Paralelamente, o Ibovespa subiu 0,76% nesta sexta-feira, aos 173.295,14 pontos. Na semana, o principal índice da bolsa brasileira soma uma valorização de 2,95%.

Petróleo volta aos níveis pré-guerra

Ao longo do dia, o mercado repercutiu informações contraditórias sobre a situação no Estreito de Ormuz.

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A TV estatal iraniana informou que Irã e Estados Unidos estabeleceram um canal de comunicação para evitar incidentes militares na região. A notícia surgiu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusar Teerã de utilizar ao menos quatro drones contra embarcações que transitavam pelo estreito.

Pouco depois, porém, a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês) desmentiu a existência desse canal de diálogo.

Apesar da divergência, os investidores mantiveram o foco na melhora das condições de navegação e na retomada gradual dos embarques de petróleo.

"O tráfego pelo Estreito de Ormuz melhorou, mas não tem sido uma navegação tranquila", afirmou Kieran Tompkins, analista da Capital Economics.

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A consultoria projeta que metade da produção interrompida na região seja retomada dentro de um mês e que os volumes retornem aos níveis anteriores ao conflito durante o quarto trimestre.

Em meio à normalização do fluxo, a Arábia Saudita voltou a realizar carregamentos de petróleo pelo terminal offshore de Ju'aymah, em Ras Tanura, no Golfo Pérsico, segundo dados de rastreamento marítimo.

Avanço diplomático também reduz tensão no mercado

Outro fator que contribuiu para a queda dos preços foi o avanço das negociações envolvendo Israel e o Hezbollah.

Estados Unidos, Israel e Líbano chegaram a uma estrutura de acordo para encerrar o conflito entre israelenses e o grupo libanês após a quinta rodada de negociações mediadas por Washington.

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O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou o entendimento, mas ressaltou que "este é apenas o começo" e que "há muito trabalho pela frente".

O embaixador de Israel nos Estados Unidos, Yechiel Leiter, afirmou que o marco trilateral será baseado no cumprimento dos compromissos assumidos pelas partes.

Segundo uma fonte ouvida pelo The Times of Israel, o entendimento prevê que as Forças de Defesa de Israel (IDF) iniciem uma retirada parcial do sul do Líbano. As tropas deixariam duas áreas da zona de segurança estabelecida por Israel ao longo da fronteira, que passariam a ser ocupadas pelas Forças Armadas libanesas.

De acordo com a mesma fonte, essas regiões já foram desocupadas da infraestrutura do Hezbollah pelas IDF.

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Ainda conforme o jornal, o acordo foi alcançado no quarto dia da quinta rodada de negociações, após as partes superarem divergências que haviam impedido um entendimento dentro do prazo inicialmente previsto.

As conversas ocorreram em meio ao descontentamento de Israel e do Líbano com o memorando firmado pelos Estados Unidos com o Irã na semana passada, que incluiu um cessar-fogo em território libanês.

Segundo o veículo, ambos os governos avaliaram que esse entendimento ampliou a influência de Teerã sobre os assuntos de Beirute e reduziu o peso das negociações diretas conduzidas por Washington, o que levou os dois lados a endurecerem suas posições durante as tratativas.

Até o momento, os detalhes do acordo ainda não foram divulgados oficialmente.

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*Com informações do Estadão Conteúdo

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