Fim do impasse sobre remuneração do FGTS deve beneficiar as ações de construtoras de baixa renda — e o BTG Pactual diz qual é a sua favorita no segmento
Vale relembrar que o fundo é uma de suas principais fontes de recursos para o setor imobiliário

A última sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) pôs fim a um fantasma que assombrava as ações de construtoras da B3 há mais de um ano: os possíveis impactos de uma mudança na correção do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) sobre o financiamento do setor imobiliário.
Vale relembrar que o FGTS é uma de suas principais fontes de recursos para a construção civil. Especialmente para as companhias voltadas à construção de moradias para famílias de baixa renda, como MRV (MRVE3), Cury (CURY3), Tenda (TEND3) e Direcional (DIRR3).
A tese defendida pelo relator, o ministro Luís Roberto Barroso — de equiparar a remuneração do fundo à da poupança —, poderia levar o FGTS a ficar sem recursos para a habitação em 2043, segundo os cálculos do BTG Pactual.
“Embora o Minha Casa Minha Vida pudesse permanecer ‘como está’ por quase duas décadas nesse cenário, acreditamos que a mudança teria sido percebida como negativa para a perpetuidade do programa habitacional”, escrevem os analistas em relatório divulgado nesta quinta-feira (13).
- [Carteira recomendada] 10 ações brasileiras para investir agora e buscar lucros – baixe o relatório gratuito
Quando o julgamento sobre o caso foi interrompido, em novembro do ano passado, havia três votos favoráveis à mudança que levaria ao pior cenário projetado pelo BTG. Mas, para o alívio do setor, a tese foi derrotada ontem graças a um “voto médio”.
Assim, a decisão do STF estabeleceu que a correção mínima do FGTS será mantida da forma atual — remunerando a Taxa Referencial (TR) mais 3% ao ano — desde que seja equivalente, no mínimo, à da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Leia Também
Caso o cálculo não seja suficiente para alcançar o IPCA, o Conselho Curador do fundo decidirá como equiparar os rendimentos.
“Acreditamos que o ‘cheque em branco’ oferecido pelo STF será utilizado pelo Conselho Curador de forma a não comprometer o programa MCMV ou o orçamento da União nos anos em que a remuneração do fundo não atingir o IPCA”, afirma a Genial Investimentos.
O Goldman Sachs também avaliou a decisão do STF e relembra que, no passado, o FGTS já vinha dividindo parte dos lucros com os trabalhadores, o que pode ajudar a complementar o rendimento.
- LEIA TAMBÉM: O grande vilão do mercado de imóveis hoje — e como o mercado de capitais pode vir ao resgate do setor imobiliário
Como a decisão afeta as ações das construtoras?
O banco de investimentos acredita que a decisão deve ter um impacto de neutro a positivo para as ações de Direcional e MRV — que recuaram cerca de 4% hoje (13).
Já o BTG Pactual diz que a notícia é positiva por dois fatores: preserva a perpetuidade do FGTS — o que significa que o MCMV pode continuar operando e até “crescer um pouco” — e garante flexibilidade para que o fundo ajuste a remuneração e garanta aos trabalhadores um retorno mínimo de seus depósitos.
“Assim, acreditamos que o setor habitacional de baixa renda é um porto seguro para os investidores à medida em que o Minha Casa Minha Vida continua a crescer e as empresas registram vendas fortes e margens sólidas”
O banco de investimentos acrescenta ainda que os valuations estão atrativos, especialmente no caso da Tenda (TEND3). A ação é a favorita dos analistas dentro do segmento em uma tese que balanceia alto risco e alta recompensa.
BALANÇO DO MÊS
Só deu ouro em agosto: metal precioso e ‘ouro digital’ entregaram até 25% de retorno no mês, deixando a renda fixa comendo poeira
31 de agosto de 2026 - 18:45BTG PACTUAL MACRO DAY 2026
Mercado aposta que nada vai melhorar no Brasil. É justamente por isso que gestores estão comprando renda fixa
31 de agosto de 2026 - 17:45RETOMADA À VISTA?
Mercado de capitais pode voltar a esquentar — e Itaú BBA indica esta ação para ganhar com a virada
31 de agosto de 2026 - 16:42RADAR DE FIIS
TRX dá mais um passo atrás e desiste de aquisição de cinco imóveis da Cyrela (CYRE3), incluindo prédio alugado pelo Nubank
31 de agosto de 2026 - 10:04TOUROS E URSOS #285
Nem bolsa, nem dólar: este é o ativo “à prova de balas” para atravessar as eleições 2026, segundo gestor do ASA
30 de agosto de 2026 - 11:03GRINGO COMPRA, BRASILEIRO FOGE
Ibovespa voltou com tudo? Bolsa brasileira atrai R$ 3,2 bilhões na semana e desbanca S&P 500, México e Coreia do Sul
28 de agosto de 2026 - 19:20TOUROS E URSOS #285
Lula ainda não ganhou e eleição segue em 50/50, diz CIO do ASA; veja como investir sem apostar em um candidato
28 de agosto de 2026 - 14:23FII
TRXF11 desiste de compra de imóveis de quase R$ 1 bilhão, incluindo ‘prédio do gramado’ na Faria Lima; cotistas comemoram
27 de agosto de 2026 - 19:40NA CONTRAMÃO?
UBS BB ignora debandada estrangeira na bolsa e vê salto de 17% para B3 (B3SA3); entenda a tese por trás da recomendação
27 de agosto de 2026 - 18:00FUGA DA INDÚSTRIA
TAG Investimentos: o que levou a gestora de R$ 18 bilhões a desistir totalmente dos fundos multimercados?
27 de agosto de 2026 - 17:01PODCAST TOUROS E URSOS
Eleições 2026: com disputa acirrada entre Lula e Flávio, é hora de fugir da bolsa e comprar dólar?
27 de agosto de 2026 - 15:31APÓS CAPTAÇÃO BILIONÁRIA
BTLG11 desembolsa R$ 375 milhões por galpão logístico em São Paulo e vê espaço para elevar aluguel; confira os detalhes da operação
27 de agosto de 2026 - 10:18ENTREVISTA EXCLUSIVA
EXES11 quer crescer: de olho na liquidez, FII faz oferta de cotas inusitada e sem diluição de cotistas
27 de agosto de 2026 - 10:04GANHANDO PESO
VISC11 quer mais caixa e menos alavancagem: entenda por que o FII de shoppings buscou uma ‘gordurinha extra’
27 de agosto de 2026 - 6:03NA FRENTE DE PETR4 E VALE3
Ambev (ABEV3) desbanca gigantes como a ação mais negociada da B3 por um grupo de investidores; descubra qual
25 de agosto de 2026 - 19:41A BOLSA NA LUPA
Fundos estão baratos na bolsa? BTG vê janela de oportunidades após queda e indica em quais investir
25 de agosto de 2026 - 16:01R$ 306 BILHÕES EVAPORARAM
É o fim da sangria? Por que ainda não é hora para otimismo com a bolsa brasileira, segundo especialistas
25 de agosto de 2026 - 13:06RANKING
Moody’s elege as gestoras mais consistentes nos últimos três anos: veja quem entregou resultado sem exagerar no risco
24 de agosto de 2026 - 19:42ELEIÇÕES 2026
Lula x Flávio Bolsonaro: como a disputa presidencial e o nó fiscal vão ditar o rumo dos investimentos
24 de agosto de 2026 - 17:03RECOMENDAÇÃO NEUTRA