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Renda variável

B3 vai ter concorrência? Eduardo Paes sanciona Lei que cria a nova Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Veja como ela vai operar

ATG, que irá administra a Bolsa do Rio, afirma que os negócios deverão começar no segundo semestre de 2025

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3 de julho de 2024
16:41 - atualizado às 16:27
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Primeiros negócios da nova bolsa deverão ser com ações à vista, aluguel, e cotas de fundos Imagem: Divulgação

A bolsa de valores da ATG, empresa do fundo de investimentos árabe Mubadala, já está em processo de aprovação pelo Banco Central e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e deve começar a funcionar no segundo semestre de 2025.

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A ATG deverá operar com transações no mercado à vista de ações, aluguel de ações, venda e negociações de cotas de fundos, informou o presidente da ATG, Claudio Pracownik, que não descarta abrir o capital da nova bolsa no futuro.

"Em seguida, na fase dois, a gente vai para o mercado futuro de opções, derivativos, nós vamos estar em câmbio, nós vamos ter toda a cesta de produtos que a B3 também possui. E é importante dizer, trabalhando junto com a B3", afirmou ele, durante a cerimônia de sanção de uma lei municipal que reduziu impostos para viabilizar a instalação de uma nova bolsa de valores no Rio de Janeiro.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), anunciou nesta segunda-feira, em suas redes sociais, que sancionou o projeto de lei que incentiva a criação da Bolsa do Rio. O projeto oficializa o Rio de Janeiro como a sede da ATG (American Trading Group).

Em 2002, a antiga BVRJ (Bolsa de Valores do Rio de Janeiro) deixou de operar e incorporada pela Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo). Anos depois, houve a fusão da Bovespa com a BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), originando a BM&F Bovespa. Há cerca de seis anos, mais uma fusão, com a Cetip, deu origem à B3.

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Fim do obstáculo

O grande obstáculo, que era a criação de uma clearing (câmara de compensação), o investimento mais alto para a instalação de um novo mercado, foi resolvido com a criação de uma empresa própria para liquidação e compensação, depois que a B3 se negou a compartilhar o serviço.

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A B3, porém, será depositária das ações negociadas pela ATG, após uma arbitragem determinada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

"Se o Cade não tivesse determinado uma arbitragem, que depois terminou em uma mediação, que concluiu com a assinatura de um contrato entre a ATG e a B3, como depositária, isso não seria possível", disse o executivo.

Ele informou que a clearing da ATG será aberta a todos. "Esse contrato garante para a gente poder negociar os mesmos papéis. É lógico, com a adesão das empresas de capital aberto para que os seus papéis também sejam negociados na nossa bolsa. Nós estamos falando de dupla negociação dos mesmos papéis, dar maior liquidez", explicou.

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Pracownik informou que pretende trazer mais investidores para o mercado de ações brasileiro, avaliando que atualmente o volume negociado é muito pequeno, e já está indo para o terceiro road show internacional a fim de divulgar a nova bolsa para bancos na Europa e nos Estados Unidos.

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Concorrência entre bolsas

"A gente tem que pensar organicamente num mercado maior. Não é para dividir o mercado do jeito que está, pequeno. O mercado está ridículo, como nunca foi historicamente", afirmou.

Segundo ele, é preciso pensar em um mercado maior no Brasil, e por isso vai trabalhar junto com a B3, com quem criou um grupo de trabalho. Para Pracownik, é inadmissível um País como o Brasil ter apenas uma bolsa. "Os Estados Unidos têm 16", comparou.

"Ter duas bolsas de valores é bom para o País e, ouso dizer, é bom para a B3, porque amplia o mercado para todos. Você está falando, por exemplo, de poder comprar ações da Petrobras (PETR3) na B3 e vender na Bolsa do Rio, se essa for a melhor cotação para o investidor", disse o executivo, que aposta na maior liquidez que a concorrência trará para as ações negociadas no mercado brasileiro.

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Ainda sem sede ou nome, Pracownik previu que até o final deste ano a nova bolsa estará tecnologicamente pronta para entrar em operação. Depois haverá um teste de seis meses, durante o primeiro semestre de 2025, para começar a funcionar no segundo semestre. O início, porém, ainda vai depender da velocidade dos órgãos reguladores, disse.

*(Com informações do Estadão Conteúdo)

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