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A companhia registrou lucro líquido de R$ 37 milhões no segundo trimestre, revertendo as perdas de R$ 492 milhões vistas no mesmo período do ano anterior
Depois de enfrentarem pregões difíceis na bolsa, as ações da Casas Bahia (BHIA3) viveram um dia de glória nesta quinta-feira (8). Por volta das 11h30, os papéis estavam entre as maiores altas da bolsa brasileira hoje com um salto de 19,91%, a R$ 5,12, e terminaram o dia com um ganho ainda maior: +24,36%, a R$ 5,31.
O desempenho ocorre em reação ao balanço publicado ontem, que mostra que o resultado financeiro da varejista enfim voltou a ficar no azul. A companhia registrou lucro líquido de R$ 37 milhões no segundo trimestre, revertendo as perdas de R$ 492 milhões vistas no mesmo período do ano anterior.
O resultado veio bastante acima das expectativas dos analistas, que previam um prejuízo líquido ajustado na casa dos R$ 293,5 milhões, de acordo com as perspectivas compiladas pelo consenso Bloomberg.
Apesar disso, a XP ainda avaliou o balanço como "fraco". De acordo com a corretora, a reestruturação continua "a prejudicar o crescimento das receitas e pressionar o lucro".
A receita líquida caiu 13,5% frente a igual intervalo de 2023, encerrando o segundo trimestre a R$ 6,47 bilhões. Ainda assim, superou levemente acima das estimativas, de R$ 6,46 bilhões.
Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado — usado pelo mercado para mensurar a geração de caixa de uma empresa – chegou a R$ 452 milhões, recuo de 3,5% no comparativo anual.
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O indicador continuou a sofrer pressão do processo de desalavancagem operacional da varejista. No fim do trimestre, a alavancagem, medida pela relação entre caixa líquido sobre Ebitda ajustado dos últimos 12 meses, foi negativa em 1,1 vez.
Apesar de criticar os números, a XP reconhecou que a rentabilidade da Casas Bahia está melhorando e foi o grande destaque do balanço, na visão dos analistas.
"Iniciativas de reestruturação, como a otimização de estoques e mix de produtos, ainda sustentam a melhora da margem bruta, embora a margem Ebitda ajustada tenha aumentado em menor escala devido à desalavancagem operacional", afirma a corretora.
Vale lembrar que desde o ano passado, a companhia atravessa um processo de reestruturação financeira iniciado em agosto de 2023.
A Casas Bahia tem em torno de R$ 4,1 bilhões em dívidas renegociadas com seus principais credores até agora. Com a reestruturação, o prazo de vencimento dos débitos foi alongado de 22 meses para até 78 meses.
O processo, no entanto, penaliza as ações da companhia na bolsa. Apesar da alta de hoje, os papéis ainda registram um tombo de cerca de 53% em 2024.
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