“A bolsa está barata e quem ficar de fora vai se arrepender”: As apostas das gestoras para ações em 2024
Em evento, os executivos da Clave Capital, Truxt, Occam e BTG Pactual Asset revelaram as maiores apostas para a bolsa brasileira para este ano

A bolsa brasileira sofreu uma “tempestade perfeita” nos últimos anos, com um ritmo acelerado de resgates na indústria de fundos de ações e um “aspirador de valor”, a escalada dos juros, levando a uma realocação de portfólio para a renda fixa. Para 2024, porém, a perspectiva dos gestores é positiva.
É um consenso entre André Caldas, sócio-fundador da Clave Capital, Bruno Garcia, sócio-fundador da Truxt, Carlos Eduardo Rocha, CEO da Occam, e Laércio Henrique, sócio da BTG Pactual Asset, que a B3 está barata e traz oportunidades aos investidores.
“Eu vejo o copo cheio olhando para frente. Temos um cenário externo benigno, com o Fed [banco central dos EUA] decidindo quando os juros vão. Isso traz um ambiente muito propício para risco”, afirma Laércio, da BTG Pactual Asset.
“Vejo uma janela de oportunidade muito positiva para a nossa indústria. A gente está no início de um grande ciclo de investimento e a bolsa está muito barata. Quem ficar de fora vai se arrepender.”
Entretanto, na visão de Bruno Garcia, existem riscos para a bolsa brasileira em 2024 vindos do exterior. “Se tiver uma crise externa muito grande, seja por uma desaceleração nos Estados Unidos ou da situação grave na China, a gente vai acabar sendo arrastado para baixo mesmo estando barato.”
Os executivos participaram da CEO Conference 2024, conferência de investimentos anual do BTG Pactual.
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As apostas em ações na bolsa brasileira para 2024
Para além do cenário positivo para o mercado de renda variável, os gestores acreditam que há oportunidades em setores específicos da bolsa brasileira.
Segundo os especialistas, alguns setores devem passar por uma rota de recuperação mais rápida, como varejo, construção e educação. Mas será necessário cautela para avaliar cada empresa e encontrar companhias domésticas de qualidade.
Uma das principais apostas de André Caldas, da Clave Capital, na bolsa é a Natura (NTCO3). Para Caldas, apesar da complexidade do negócio, a empresa possui uma geração de valor grande e não precificada, com forte valor de marca em meio a um momento de ruptura do mercado.
Já o sócio-fundador da Truxt, Bruno Garcia, tem a ação da Sabesp (SBSP3) como principal escolha para 2024. “A Sabesp terá uma modelagem que vai atrair investidores estratégicos, o que garante um risco de execução menor. Para o investidor estratégico, é a possibilidade de comprar uma Eletropaulo nos anos 2000.”
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Para Carlos Eduardo Rocha, da Occam, a principal escolha do portfólio é o BTG Pactual (BPAC11) para surfar o avanço tecnológico no segmento de finanças.
O CEO ainda revela uma visão otimista para os setores de energia elétrica e saneamento. Entre as apostas, estão a Sabesp (SBSP3) e a Equatorial (EQTL3).
Enquanto isso, Laércio Henrique, da BTG Pactual Asset, destaca a Eletrobras (ELET6) como uma aposta em um horizonte de investimento mais alongado e com boa assimetria.
“A Eletrobras tem um gatilho importante, que é a incorporação de Furnas, tem resiliência, está sendo bem tocada e com um processo de desinvestimento de ativos não estratégicos. Vejo uma boa assimetria de risco e retorno.”
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