Estrela de 2022, Banco do Brasil (BBAS3) deve passar quase ileso pela Americanas, mas “efeito Lula” preocupa; saiba o que esperar do balanço do 4T22
Dos grandes bancos brasileiros, o Banco do Brasil é o que tem menor exposição à Americanas, que entrou em recuperação judicial em janeiro

Enquanto alguns de seus concorrentes privados tiveram de apertar os resultados para se proteger de um calote da Americanas, o Banco do Brasil (BBAS3) deve registrar lucro robusto no quarto trimestre de 2022 e no ano como um todo.
Isto porque, dos grandes bancos brasileiros, o BB é o que tem menor exposição à varejista - R$ 1,3 bilhão, de acordo com a lista de credores divulgada pela Americanas. O maior credor é o Bradesco, com R$ 4,8 bilhões, que decidiu provisionar 100% das perdas e viu seu lucro despencar 76%.
Assim, analistas estimam que, no total de 2022, o Banco do Brasil deve somar lucro de R$ 30,471 bilhões, uma alta de 45% em relação a 2021. Apenas no quarto trimestre, o consenso da Bloomberg aponta para lucro de R$ 8,035 bilhões, crescimento de 36% na comparação com o 4T21. Os resultados serão conhecidos esta noite, após o fechamento da bolsa, e você pode acompanhar tudo pelo Seu Dinheiro.
Vale notar que ao longo de 2022, o BB foi registrando resultados melhores do que o esperado e, por isso, revisou suas projeções de crescimento (guidance). Caso as estimativas da Bloomberg para o ano se confirmem, o Banco do Brasil terá alcançado o piso do guidance para o lucro - a faixa estimada era entre R$ 30,5 bilhões e R$ 32,5 bilhões.
Porém, mais importante do que olhar pelo retrovisor será a projeção do banco para 2023 e qual será o tom da nova administração. Afinal, desde o dia 16 de janeiro o Banco do Brasil está sob nova direção.
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O Banco do Brasil sob Lula
Quem assumiu o posto ocupado, até então, por Fausto Ribeiro foi Tarciana Medeiros, a primeira mulher a comandar a instituição bicentenária. Indicada pela equipe do presidente Lula, Tarciana está no BB há 22 anos e tem a missão de manter o banco na competição com seus pares privados.
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E deve fazê-lo em meio a críticas de Lula sobre o papel dos bancos públicos na economia brasileira. Antes das eleições, o petista defendia redução da margem de lucro.
"Não queremos que bancos públicos tenham nenhum prejuízo, mas não queremos que tenham os mesmos lucros dos bancos privados”, afirmou Lula em agosto de 2022, dois meses antes do pleito.
Após as eleições, as ações do BB desabaram na bolsa, assim como as de outras estatais. Algum tempo depois, porém, os papéis voltaram a subir, estimulados por uma perspectiva de que o banco conta com mecanismos sólidos para evitar um aparelhamento do governo.
Assim, o mercado está ansioso por saber qual é a nova orientação do bancos, quais as projeções de crescimento e o que virá da nova presidente. Confira as recomendações para os papéis do BB das casas às quais tivemos acesso:
BANCO | RATING | PREÇO-ALVO |
CREDIT SUISSE | COMPRA | R$ 50 |
BTG PACTUAL | COMPRA | - |
JP MORGAN | NEUTRO | R$ 50 |
GOLDMAN SACHS | COMPRA | - |
SANTANDER | COMPRA | R$ 60 |
SAFRA | COMPRA | R$ 61 |
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