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A emissão de títulos de dívida da Petrobras pode movimentar US$ 1,5 bilhão (R$ 7,2 bilhões), de acordo com informações da imprensa
Em meio à queda do dólar e com a melhora na perspectiva da nota de crédito do Brasil, a Petrobras (PETR4) decidiu testar as águas do mercado externo de dívida.
A estatal lançou nesta segunda-feira uma captação de recursos com a emissão de títulos (bonds). A companhia não informou o valor nem as condições dos papéis, mas a operação pode movimentar US$ 1,5 bilhão (R$ 7,2 bilhões), de acordo com informações da imprensa.
A Petrobras pretende usar os recursos da captação externa para fins corporativos gerais, "podendo incluir o pagamento de dívidas existentes".
Não que a empresa precise de dinheiro. Aliás, o maior "problema" recente da estatal é o que fazer com o grande volume de recursos que entram no caixa.
Nos últimos anos, a Petrobras optou por distribuir dividendos aos acionistas e melhorar o perfil de endividamento. Inclusive, as últimas operações na companhia no exterior foram de recompra de bonds, e não de emissões novas. Mas a nova gestão da estatal já anunciou que pretende mudar essa política.
Seja como for, a emissão externa da Petrobras é importante, já que pode abrir caminho para outras companhias brasileiras captarem recursos lá fora.
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Os bancos BTG Pactual, Citigroup, Goldman Sachs, Itaú BBA, MUFG, Santander, Scotia Capital e UBS coordenam a oferta de bonds da Petrobras.
"A escolha de tais instituições levou em consideração vários fatores, incluindo critérios de compromissos com a sustentabilidade em linha com o atual Plano Estratégico 2023-2027 e sua revisão recente", acrescentou a companhia, em comunicado.
Tiago Lima, sócio e head de distribuição da BTG Pactual Asset Management, conta ao Seu Dinheiro que a mudança é um marco de modernização e destravará dividendos para os cotistas
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