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O RISCO BRASILEIRO

S&P eleva perspectiva de crédito do Brasil para positiva e vê “sinais de estabilidade fiscal e monetária” no país

Já o rating soberano, nota atribuída pela agência de classificação de risco ao país, segue em BB-/B, dentro do grau de especulação

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Imagem: Adobe Stock/Montagem: Giovanna Figueredo

A agência de classificação de risco S&P Global elevou nesta quarta-feira (14) a perspectiva de crédito do Brasil, de estável para positiva. O rating soberano — nota atribuída pela agência de classificação de risco ao país — segue em BB-/B, dentro do grau de especulação.

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Para a S&P, há sinais de maior certeza sobre políticas fiscais e monetárias estáveis que devem beneficiar "as atuais perspectivas de baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

"Apesar dos déficits fiscais ainda grandes, o crescimento contínuo do PIB e a estrutura emergente para a política fiscal podem resultar em um aumento menor que o esperado do ônus da dívida do governo", justifica a agência em comunicado divulgado hoje.

Vale destacar que a nota de crédito reflete a capacidade que a União tem de honrar suas dívida. Ou seja, uma classificação boa ou ruim pode influenciar a visão que os investidores internacionais têm da economia local.

A faixa de avalição "BB", na qual o Brasil se enquadra, indica um país ou empresa menos vulnerável no curto prazo, mas que ainda enfrenta grandes incertezas e condições adversas corporativas, financeiras e econômicas.

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"Em nossa opinião, a falta de capacidade para lidar rapidamente com as deficiências econômicas impede o Brasil de crescer em um ritmo mais rápido e consistente com outros países de mercados emergentes e em um nível de desenvolvimento semelhante."

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Reforma tributária pode levar S&P a elevar novamente o rating brasileiro?

A S&P também baseia a avaliação na expectativa que medidas contínuas para enfrentrar a rigidez econômica e fiscal, como o novo arcabouço fiscal em discussão no Congresso, podem reforçar a visão "da resiliência institucional do Brasil e reduzir os riscos à sua flexibilidade monetária e posição externa líquida."

Mas a agência avisa que pode voltar a colocar a perspectiva do país em patamar estável nos próximos dois ano caso a estrutura política mostre-se inaquada. A má implementação das regras fiscais é outro risco citado para a limitação do crescimento econômico.

Por outro lado, também há fatores que levariam a uma nova revisão positva da nota crédito brasileira, como a aprovação da reforma tributária atualmente em debate.

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"Poderíamos elevar nossos ratings nos próximos dois anos se as instituições governamentais brasileiras forem capazes de implementar políticas econômicas pragmáticas que estanquem vulnerabilidades nas finanças públicas e preparem o cenário para um melhor crescimento do PIB", diz a S&P Global.

Para o Goldman Sachs, uma nova elevação exigiria reformas decisivas e políticas macro, micro e regulatórias que apoiem ​​o investimento, promovam o crescimento da produtividade e estabilizem a dinâmica da dívida.

"Em nossa avaliação, fora da política monetária, o atual mix de políticas e as perspectivas para reformas ainda estão significativamente aquém desse padrão", afirma Alberto Ramos, diretor de pesquisa econômica para a América Latina do banco.

Ministro da Economia celebra melhora na perspectiva de crédito brasileira

A melhora na perspectiva de crédito também foi comentada pelo ministro da Economia. Fernando Haddad celebrou a revisão e outros indicadores da economia brasileira em postagem nas redes sociais, veja abaixo:

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Mais tarde, em conversa com jornalistas, Haddad destacou que a mudança "ainda é modesta, mas importante por mudar viés".

"Não tem cabimento o Brasil não ter grau de investimento, mas vamos retomá-lo. Depois da reforma tributária, subiremos mais um degrau", argumentou ele.

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