Diluição à vista? Pão de Açúcar (PCAR3) desaba na B3 após contratar bancos para buscar R$ 1 bilhão em oferta de ações
Pão de Açúcar pretende usar dinheiro levantado em possível oferta primária para reduzir seu endividamento
O Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) pretende levantar R$ 1 bilhão no mercado com o objetivo de reduzir seu endividamento.
Para tanto, a rede de supermercados anunciou na noite de domingo (10) a contratação dos bancos Itaú BBA e BTG Pactual para que analisem a viabilidade e estabeleçam os termos de uma potencial oferta pública de ações.
O banco BR Partners foi contratado para prestar assessoria financeira à operação.
Por se tratar de uma oferta totalmente primária de ações, todo o dinheiro levantado irá para o caixa da empresa — caso o follow-on realmente prospere.
O anúncio veio à tona pouco depois de o Grupo Calleja ter lançado o edital para fechar o capital do Éxito, da Colômbia.
Em outubro, o grupo francês Casino vendeu o Éxito para o Grupo Calleja, o que envolveu a venda da fatia de 13,31% do Pão de Açúcar na rede colombiana.
Leia Também
Na bolsa, a primeira reação do mercado à oferta é bem negativa. Por volta das 10h50, as ações do Pão de Açúcar (PCAR3) operavam em forte queda de 9,70%, a R$ 3,91.
O que o Pão de Açúcar pretende fazer com o dinheiro
A redução da dívida vem sendo um dos principais focos da atual administração do Grupo Pão de Açúcar.
Caso a oferta primária pretendida siga seu curso, a intenção da administração da rede de supermercados é reduzir ainda mais o endividamento.
O Pão de Açúcar fechou o terceiro trimestre de 2023 com uma alavancagem de 2,5x seu ebitda.
No entanto, a proporção não leva em conta os valores a serem recebidos pela companhia pela venda de suas participações no Éxito e na Cnova.
Oferta do Pão de Açúcar levará a diluição para quem não participar
Se conseguir levantar R$ 1 bilhão na oferta primária, é provável que a alavancagem do Grupo Pão de Açúcar diminua consideravelmente no decorrer dos próximos trimestres.
Ao mesmo tempo, uma oferta primária provocará uma grande diluição para os acionistas que não participarem da operação. Mais precisamente 46%, de acordo com cálculos do JP Morgan.
Isso porque o montante pretendido pelo Pão de Açúcar é bem próximo do valor da empresa na bolsa.
Levando em consideração o preço de fechamento de PCAR3 na sexta-feira (8), o Pão de Açúcar vale R$ 1,17 bilhão na B3.
CAMPOS NETO FECHA A CONTA DE 2023 COM CORTE NA SELIC: O QUE ESPERAR DO DÓLAR E BOLSA AGORA?
Assembleia será convocada para janeiro
No mesmo comunicado, o Pão de Açúcar informou que pretende chamar uma assembleia de acionistas para 11 de janeiro.
Além do aumento de capital, a diretoria colocará em votação uma chapa para suceder o atual conselho de administração.
A nova chapa foi alinhada com o Casino, que controla o Pão de Açúcar, está condicionada à efetivação da oferta primária e será empossada 30 dias após a eventual liquidação da operação.
A chapa proposta prevê que o atual conselheiro independente Renan Bergmann assuma como presidente do conselho de administração.
Com invasão dos EUA na Venezuela, como fica o preço do petróleo e o que pode acontecer com a Petrobras (PETR3) e junior oils
Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda
Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?
Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões
Nem banco, nem elétrica: ação favorita para janeiro de 2026 vem do canteiro de obras e está sendo negociada com desconto
Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro
Ação da Azul (AZUL54) em queda livre: por que os papéis estão sendo dizimados na bolsa, com perdas de 50% só hoje (2)?
Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas
Dasa (DASA3): vender ativos por metade do preço pago foi um bom negócio? Analistas respondem
Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante
Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) caem forte com tarifas da China sobre a carne bovina brasileira
País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas
FIIs de galpões logísticos foram os campeões de 2025; confira o ranking dos melhores e piores fundos imobiliários do ano
Entre os destaques positivos do IFIX, os FIIs do segmento de galpões logísticos vêm sendo beneficiados pela alta demanda das empresas de varejo
Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020
Não foi só o petróleo mais barato que pesou no humor do mercado: a expectativa em torno do novo plano estratégico, divulgado em novembro, e dividendos menos generosos pesaram nos papéis
As maiores quedas do Ibovespa em 2025: o que deu errado com Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3)?
Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira
Ouro recua quase 5% e prata tomba quase 9% nesta segunda (29); entenda o que aconteceu com os metais preciosos
Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano
Na reta final de 2025, Ibovespa garante ganho de 1,5% na semana e dólar acompanha
A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro
Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP
Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real
Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal
Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais
3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley
O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar
Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro
Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira
Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?
No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%
LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro
Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana
R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista
Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias
Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana
O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo
Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques
Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas