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Especulações de que a construtora MRV (MRVE3) lançaria uma oferta pública de ações ganharam força no início da semana
A MRV Engenharia (MRVE3) não quer perder as oportunidades proporcionadas pelo relançamento do “Minha Casa Minha Vida” (MCMV) pelo governo federal. Nem o impulso.
A incorporadora confirmou nesta quinta-feira a intenção de levantar até R$ 1 bilhão em uma oferta primária de ações.
O objetivo declarado pela MRV no lançamento da oferta é usar os recursos para melhorar sua estrutura de capital, “exclusivamente na atividade de incorporação no Brasil”.
O fato é que o relançamento do MCMV e a melhora do cenário macroeconômico foram decisivos para que MRVE3 acumulasse alta de mais de 70% na B3 desde o início do ano.
As especulações sobre a oferta ganharam força no início da semana. Em seguida, a MRV divulgou sua prévia trimestral — um procedimento comum em companhias de capital aberto do setor de construção, mas que ajudou a dar clareza sobre a saúde financeira da empresa.
Inicialmente, a MRV oferecerá 58,64 milhões de novas ações. Considerando o preço de fechamento de MRVE3 ontem (R$ 12,79), isso representa um reforço de caixa de R$ 750 milhões.
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Caso os coordenadores da oferta encontrem demanda, mais 19,547 milhões de novas ações serão oferecidas.
Consequentemente, a operação pode render até R$ 1 bilhão em dinheiro novo para a MRV — se ela conseguir emplacar o lote adicional.
Depois de um leilão estendido, as ações da MRV abriram em leve queda na B3 hoje.
Por se tratar de uma oferta totalmente primária, haverá diluição da participação acionária dos atuais acionistas que não tiverem interesse ou não atenderem aos critérios de participação na oferta.
Um deles é ser investidor profissional, aqueles com posições financeiras confirmadas de mais de R$ 10 milhões.
A expectativa é de que o resultado da oferta seja conhecido na próxima quinta-feira, 13 de julho.
A operação será conduzida pelos bancos Bradesco BBI, Itaú BBA e Santander, com o BTG Pactual na condição de coordenador-líder da oferta.
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