MRV (MRVE3) planeja oferta de ações e pode levantar até R$ 1 bilhão para investir no “Minha Casa, Minha Vida”
Fontes ouvidas pelo Valor Econômico dizem que a construtora já contratou BTG Pactual, Itaú BBA e Bradesco BBI para estruturar o follow-on

Impulsionada pelas perspectivas de melhora do cenário macroeconômico e pelas novidades no programa "Minha Casa, Minha Vida", as ações da MRV (MRVE3) acumulam alta de 55% nos últimos seis meses. E, de olho no bom momento acionário, a companhia estuda uma emissão de papéis para levantar até R$ 1 bilhão no mercado, segundo informações do Valor Econômico.
Fontes ouvidas pelo jornal dizem que a construtora já contratou BTG Pactual, Itaú BBA e Bradesco BBI para estruturar o follow-on e deve lançar um comunicado oficial sobre o tema nos próximos dias.
Já o portal Brazil Journal afirma que a oferta pode movimentar de R$ 500 milhões a R$ 1 bilhão e será 100% primária — com emissão de novos títulos e todos os recursos direcionados ao caixa da companhia.
Procurada pelo Seu Dinheiro, a MRV não retornou o contato até a publicação desta matéria. O texto será atualizado caso a empresa envie um posicionamento.
Com a notícia, os papéis MRVE3 caminham na contramão do Ibovespa nesta segunda-feira (3) e operam em queda. Por volta das 15h30, os papéis recuavam 3,63%, cotados em R$ 11,15.
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MRV (MRVE3) também vai utilizar CRIs para financiamento
Vale destacar que a empresa já recorreu recentemente a outras fontes de financiamento para suas necessidades de caixa e de investimento.
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O conselho de administração da companhia aprovou, em meados de junho, a emissão de duas séries de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) lastreados por sua carteira pró-soluto — um "portfólio" de créditos a receber.
O pró-soluto é uma promessa de pagamento que ocorre quando um consumidor não consegue todo o crédito necessário para adquirir seu imóvel com recursos próprios ou um financiamento imobiliário, por exemplo. Nesse caso, a construtora oferece uma nota promissória no valor restante.
- LEIA TAMBÉM: MRV (MRVE3) “made in USA”: ações disparam na B3 após nova venda milionária em dólar — e pode vir mais por aí
Serão emitidos até 320.578 títulos pela True Securitizadora com valor unitário de R$ 1 mil. O objetivo da operação é levantar, no mínimo, R$ 100 milhões e, no máximo, R$ 320,57 milhões para a incorporadora.
Quem comprar CRIs da primeira série será remunerado por CDI + 3,50% ao ano. Já os CRIs da segunda série pagarão a taxa interna de retorno do título público Tesouro IPCA+ (NTN-B) com vencimento em 15 de maio de 2025 e uma sobretaxa de 3,50% ao ano.
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