Hapvida (HAPV3) levanta mais de R$ 1 bilhão em oferta primária na tentativa de sair da UTI
Oferta de ações faz parte da estratégia anunciada no fim de março pela Hapvida para captar mais de R$ 2 bilhões em dinheiro novo

A direção da Hapvida (HAPV3) deu mais um passo na execução de sua estratégia para tirar a operadora de saúde de vez da UTI financeira.
A empresa levantou R$ 1,06 bilhão em uma oferta primária de ações promovida ao longo da última semana.
A Hapvida conseguiu demanda para colocar tanto o lote principal oferecido quanto um lote adicional de 20%.
A oferta primária saiu a R$ 2,68 por ação, exatamente o preço de fechamento de HAPV3 no pregão de ontem, mas 2,3% acima dos R$ 2,62 de quando a operação foi anunciada.
Por que a Hapvida fez uma oferta primária
O follow-on veio à tona dias depois de a família Pinheiro, principal acionista da Hapvida, ter anunciado uma injeção de capital de pouco mais de R$ 2 bilhões na empresa.
No fim de março, os controladores anunciaram a compra de dez imóveis da Hapvida com o compromisso de alugá-los para a própria operadora em seguida.
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Esse negócio, conhecido no mercado como sale and leaseback, deve render R$ 1,25 bilhão para a companhia.
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Os detalhes da oferta primária
Para complementar a operação, a direção da Hapvida decidiu realizar uma oferta pública primária de ações, o que envolve um aumento de capital.
Os coordenadores da operação ofereceram primeiro um lote de 329.339.600 novas ações. Estava previsto ainda que a oferta poderia ser acrescida em até 20% em relação ao lote original se houvesse demanda.
Como essa expectativa se concretizou, o follow-on pode superou a marca de R$ 1 bilhão, elevando a R$ 2,31 bilhões o dinheiro novo no caixa da Hapvida.
A oferta primária teve o Bank of America Merrill Lynch como coordenador-líder. A operação também contou com a participação dos bancos Itaú BBA, UBS e BTG Pactual, com busca de investidores tanto no Brasil quanto no exterior.
Hapvida na UTI?
A Hapvida vem enfrentando dificuldades desde sua fusão com a NotreDame Intermédica.
Aguardado com expectativa, o processo de fusão mostrou-se mais complexo e menos vantajoso do que se imaginava.
Ao mesmo tempo, o ciclo de alta de juros acelerou o endividamento da Hapvida.
Consequentemente, a ação da Hapvida sofreu forte desvalorização nos últimos meses.
Mesmo com a recuperação observada depois da injeção de capital, HAPV3 acumula queda de mais de 40% em 2023.
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