Hapvida (HAPV3) tenta levantar até R$ 1 bilhão em oferta primária para sair de vez da UTI
Oferta de ações faz parte da estratégia anunciada no fim de março pela Hapvida para captar mais de R$ 2 bilhões em dinheiro novo

A direção da Hapvida (HAPV3) executou mais um passo de sua estratégia para tirar a operadora de saúde de vez da UTI financeira.
Na noite de domingo, a empresa anunciou uma oferta primária de ações que pode superar a marca de R$ 1 bilhão.
O follow-on vem à tona dias depois de a família Pinheiro, principal acionista da Hapvida, ter anunciado uma injeção de capital de pouco mais de R$ 2 bilhões na empresa.
Na semana passada, os controladores anunciaram a compra de dez imóveis da Hapvida com o compromisso de alugá-los para a própria operadora em seguida.
Esse negócio, conhecido no mercado como sale and leaseback, deve render R$ 1,25 bilhão para a companhia.
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Os detalhes da oferta primária
Para complementar a operação, a direção da Hapvida decidiu realizar uma oferta pública primária de ações.
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De acordo com a empresa, os coordenadores da oferta tentarão primeiro colocar 329.339.600 novas ações no mercado.
Usando como referência o fechamento de HAPV3 na sexta-feira, a empresa levantará pouco mais de R$ 860 milhões se o lote principal for integralmente comprado.
Se os coordenadores identificarem demanda, a oferta pode ser acrescida em até 20% em relação ao lote original.
Caso isso aconteça, o follow-on pode superar R$ 1 bilhão, elevando a R$ 2,25 bilhões o dinheiro novo no caixa da Hapvida.
A oferta primária terá o Bank of America Merrill Lynch como coordenador-líder. A operação também contará com a participação dos bancos Itaú BBA, UBS e BTG Pactual, com busca de investidores tanto no Brasil quanto no exterior.
Pelo cronograma da oferta, o período de subscrição se encerra em 11 de abril. O preço por ação e o valor final da operação devem ser anunciados no dia seguinte.
Hapvida na UTI?
A Hapvida vem enfrentando dificuldades desde sua fusão com a NotreDame Intermédica.
Aguardado com expectativa, o processo de fusão mostrou-se mais complexo e menos vantajoso do que se imaginava.
Ao mesmo tempo, o ciclo de alta de juros acelerou o endividamento da Hapvida.
Consequentemente, a ação da Hapvida sofreu forte desvalorização nos últimos meses.
Mesmo com a recuperação observada depois da injeção de capital, na semana passada, HAPV3 acumula queda de mais de 40% em 2023.
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