Gestores da Itaú Asset revelam as principais apostas de investimentos para 2024 — e o dólar não está na lista
Ainda que o dólar permaneça no radar dos investidores, a moeda norte-americana não entrou para a lista de maiores apostas dos gestores da Itaú Asset para 2024

Se um dos lemas de Warren Buffett é “jamais apostar contra os Estados Unidos” e o dólar, o mantra do mercado financeiro agora se traduz em não torcer contra o Brasil — e os gestores da Itaú Asset Management revelam os motivos para o otimismo com o mercado local.
Em evento realizado nesta terça-feira (5), os gestores de multimercado Bruno Serra, do Itaú Janeiro, Mariana Dreux, do Itaú Hedge Plus e Bruno Bak, do Itaú Artax, e o especialista em renda fixa Pablo Salgado, do Itaú Optimus, abriram as posições dos fundos para o próximo ano.
Vale lembrar que, apesar de estarem sob o guarda-chuva da Itaú Asset, esses fundos possuem estratégias independentes e podem, inclusive, divergir entre si.
Ainda que o dólar permaneça no radar dos investidores, a moeda norte-americana não entrou para a lista de maiores apostas dos gestores da Itaú Asset para 2024 — que agora apostam, inclusive, em um enfraquecimento da divisa.
A aposta da Itaú Asset em moedas — e o dólar não está a lista
Enquanto o dólar ocupa um papel secundário na atenção dos gestores, outra moeda de destaca como uma das principais apostas de investimentos para o ano que vem: o real.
Para os gestores da Itaú Asset, a moeda é a que oferece o menor risco entre os pares atualmente. Isso porque os especialistas estão otimistas com o Brasil devido ao ambiente macroeconômico local, com uma melhora das preocupações fiscais por aqui.
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Ainda no cenário doméstico, os gestores ressaltam as melhorias estruturais no país em 2023, como o desempenho da safra agrícola neste ano, além do crescimento da produção de petróleo no Brasil daqui para a frente.
Além disso, com a transição energética e a polarização geopolítica ganhando força no exterior, o Brasil se destaca como a melhor alternativa entre os emergentes. Essa conjuntura internacional tem efeitos positivos para a moeda brasileira, segundo os gestores da Itaú Asset.
Para a gestora do Itaú Hedge Plus — um dos únicos fundos vitoriosos na crise da pandemia do coronavírus, mas que agora acumula rentabilidade de 29% do CDI em 2023 —, o peso mexicano é moeda que devem se performar bem em 2024.
Já o gestor do Itaú Optimus mantém, além do real, uma posição significativa em euro e iene.
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As visões para os juros no Brasil
Já em relação às taxas de juros no país, os gestores acreditam que ainda há espaço para novas quedas, mas divergem de opinião sobre o tamanho dos cortes.
Para o gestor do Janeiro, o Banco Central deve manter o ritmo de cortes em 0,50 ponto percentual por reunião do Copom (Comitê de Política Monetária).
Por esse motivo, Bruno Serra aposta em uma estratégia de flattening da curva de juros, e está “tomado” na parte curta e “aplicado” em taxas mais longas.
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Já para a gestora do Hedge Plus, o mercado precificou muito pouco a chance de Roberto Campos Neto decidir aumentar a magnitude das reduções, uma vez que o BC brasileiro pode “querer se desamarrar” de seguir no rimto de 0,50 p.p. devido aos dados recentes e mais benignos de inflação.
“A curva veio precificando muito melhor esse juro terminal mais baixo recentemente, mas precificou muito pouco a probabilidade de o Banco Central acelerar os cortes no início do ano que vem”, destaca Mariana Dreux.
Desse modo, Dreux se posiciona na ponta mais curta da curva brasileira e em juros reais de médio prazo — que é a principal aposta do fundo para 2024.
Ainda em juros, a visão dos dois gestores é contrária quando o assunto é taxa nos Estados Unidos.
Enquanto Mariana aposta na inclinação da taxa de juros na terra do Tio Sam, Bruno Serra acredita que a queda das taxas será ainda maior do que o mercado precifica atualmente.
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