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Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

FECHAMENTO DO DIA

Governo federal toma as rédeas da situação em Brasília e Ibovespa fecha o dia em alta; dólar vai a R$ 5,25

O Ibovespa chegou a operar no vermelho durante as primeiras horas do dia, mas logo inverteu o sentido, repercutindo a confiança do mercado nas ações adotadas pelo governo Lula

Jasmine Olga
Jasmine Olga
9 de janeiro de 2023
18:56 - atualizado às 15:09
Congresso Mercados Alta
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Ao menor sinal de deterioração do cenário político, o mercado financeiro costuma seguir um roteiro clássico: diante do risco, há desvalorização dos ativos na bolsa, abertura da curva de juros e alta do dólar. 

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Mas não foi isso que aconteceu nesta segunda-feira (09), na ressaca da destruição das sedes do Legislativo, Executivo e Judiciário por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro na tarde de ontem (09). 

Os juros futuros fecharam em queda e o Ibovespa operou  no azul durante a maior parte do dia, encerrando a sessão em alta de 0,15%, — ainda que as bolsas em Nova York tenham pesado na  reta final das negociações, e o dólar à vista tenha avançado 0,40%, a R$ 5,2575. 

Agentes do mercado financeiro já apontavam ontem mesmo que a recepção aos atos terroristas poderia ser mais branda do que a expectativa de muitos, já que os ativos negociados em bolsa e a curva de juros já vinham sendo pressionadas nas últimas semanas — frutos da desconfiança com o futuro da política fiscal do governo Lula. 

A reação do mercado hoje, no entanto, foi além. O Ibovespa chegou a operar no vermelho durante as primeiras horas do dia, mas logo inverteu o sentido. Embora alguns possam ver a reação positiva dos ativos como uma “minimização” dos atos de depredação, não parece ser essa a leitura dos analistas. 

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O “x” da questão parece ter sido a atuação rápida da União e do Supremo Tribunal Federal (STF) — decretando a intervenção na segurança pública do Distrito Federal e o afastamento dos responsáveis por garantir a paz na região, incluindo o próprio governador Ibaneis Rocha. 

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Um gestor ouvido pelo Seu Dinheiro aponta que o mercado estaria muito mais preocupado com o que ocorreu se houvesse riscos de uma ruptura institucional organizada, com escalada de conflitos, mas o que se tem até aqui é “mais um choro de perdedores e um ato de desespero”, sem uma organização que imponha qualquer tipo de medo.

Ao longo do dia, surgiu o temor de que a depredação em Brasília atrasasse a divulgação dos planos econômicos do novo governo, mas a gestão de Lula parece querer cumprir o cronograma inicialmente proposto para trazer um senso de normalidade. 

Para o resultado positivo, até a China ajudou. Isso porque o país iniciou o seu cronograma de reabertura da economia, derrubando limitações de fronteiras e tráfego de pessoas. 

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Nova York azedou

O Ibovespa caminharia para um resultado ainda melhor se não fosse pela piora no humor das bolsas americanas na reta final da sessão. 

Em Nova York, o otimismo com a reabertura chinesa dominou durante boa parte do dia, mas as bolsas acabaram fechando o dia longe das máximas e com resultados mistos, ainda que os investidores tenham renovado suas expectativas em uma possível redução no ritmo de aperto monetário do país. 

  • Dow Jones: -0,33%
  • S&P 500: -0,08%
  • Nasdaq: +0,63% 

Fator China

A alta da bolsa brasileira não foi apenas impulsionada pela percepção menor de risco após a atuação contundente do governo federal. 

Camila Abdelmalack, economista-chefe da Veedha Investimentos, aponta que se não fossem as limitações de aspecto político, o Ibovespa deveria ter forças para acompanhar a forte alta do mercado internacional. Isso porque a China iniciou o seu cronograma de reabertura da economia, derrubando limitações de fronteiras e tráfego de pessoas. 

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Com a perspectiva de um aquecimento da segunda maior economia do mundo, o mercado de commodities volta a se aquecer, favorecendo amplamente o Ibovespa — uma vez que a carteira teórica do índice é cerca de 30% composta por empresas produtoras. 

O barril de petróleo do tipo brent, utilizado como referência global na aplicação de política de preços de combustíveis fechou a sessão em alta de mais de 1%. 

Sobe e desce do Ibovespa

Confira as maiores altas do dia:

CÓDIGONOMEULTVAR
AMER3Americanas S.AR$ 11,086,44%
CVCB3CVC ONR$ 4,854,98%
GOLL4Gol PNR$ 7,934,07%
JBSS3JBS ONR$ 22,883,02%
CMIG4Cemig PNR$ 11,162,57%

A Hapvida ficou com o pior desempenho do dia, repercutindo o rebaixamento de suas ações promovido por três bancos de investimentos. Confira também as maiores quedas do dia:

CÓDIGONOMEULTVAR
HAPV3Hapvida ONR$ 4,20-11,02%
SOMA3Grupo SomaR$ 9,80-3,16%
FLRY3Fleury ONR$ 15,11-3,08%
SMTO3São MartinhoR$ 21,86-3,06%
ENEV3Eneva ONR$ 12,04-2,75%

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