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MERCADOS HOJE

Bolsa agora: Ibovespa dribla tensão em NY e fecha o dia em alta com ajuda da Petrobras (PETR4); dólar cai

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23 de fevereiro de 2023
6:42 - atualizado às 15:05

RESUMO DO DIA: O dia foi de forte instabilidade para o Ibovespa.

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A alta do petróleo, motivada por números melhores do que o esperado do PIB americano, acabou sustentando boa parte do sentimento de alta visto hoje. Os investidores seguem esperando que a demanda pela commodity não seja afetada.

Assim, desde o início do dia, as ações da Petrobras (PETR4) sustentaram a alta do índice, ainda que as dúvidas com relação à doença da Vaca Louca tenham trazido alguma tensão e incerteza.

Ao fim do dia, foi Nova york, puxado pelas empresas de tecnologia, que permitiu ao Ibovespa voltar ao campo positivo.

SOBE E DESCE DO IBOVESPA

Além do forte avanço da Petrobras (PETR4), de olho no avanço do petróleo em escala global, outro destaque foi o desempenho dos frigoríficos na bolsa. Isso porque apesar da suspensão das exportações para a China de forma preventiva, após a identificação da doença da Vaca Louca no país, as empresas passaram confiança sobre o impacto que a medida de fato terá.

Confira as maiores altas do dia:

CÓDIGONOMEULTVAR
JBSS3JBS ONR$ 18,915,58%
PETR3Petrobras ONR$ 30,073,87%
NTCO3Natura ONR$ 15,423,49%
BEEF3Minerva ONR$ 11,793,42%
LREN3Lojas Renner ONR$ 19,303,26%

Confira as maiores quedas da sessão:

CÓDIGONOMEULTVAR
QUAL3Qualicorp ONR$ 5,02-3,46%
CVCB3CVC ONR$ 3,47-2,53%
CRFB3Carrefour Brasil ONR$ 14,26-2,46%
VIIA3Via ONR$ 2,02-2,42%
COGN3Cogna ONR$ 2,17-2,25%
FECHAMENTO

O Ibovespa encerrou o dia em alta de 0,41%, aos 107.592 pontos.

FECHAMENTO EM NOVA YORK

As bolsas em Nova York tiveram um dia de forte instabilidade, com muitos fatores a serem digeridos, deixando os investidores confusos ao longo do pregão. 

As perdas dos índices mais uma vez foram motivadas por preocupações da ordem macroeconômica — com inflação e alta dos juros no radar. 

Além disso, a piora do clima no leste europeu, com desdobramentos desfavoráveis na Guerra da Ucrânia afastam a perspectiva de paz, pressionando os índices — e também as commodities. 

Mas, para alegria de Wall Street, o setor de tecnologia veio salvar o dia. A Nvidia apresentou um resultado trimestral e um guidance para o ano melhor do que o esperado. Com o renovado entusiasmo do mercado com produtos de inteligência artificial e a forte demanda por chips, o Nasdaq foi o grande protagonista do dia. 

Confira o fechamento dos principais índices:

  • Nasdaq: + 0,72%
  • S&P 500: +0,53%
  • Dow Jones: + 0,34%
FECHAMENTO

O dólar à vista encerrou o dia em queda de 0,64%, a R$ 5,1356.

COMO A AMERICANAS (AMER3) IMPACTA O FUTURO DO MERCADO LIVRE (MELI34)

A inesperada crise enfrentada pela Americanas (AMER3) e sua consequente entrada no processo de recuperação judicial já foi objeto de análise de muitos especialistas e curiosos, mas quando o assunto é o impacto da derrocada de uma das maiores varejistas do país para as suas principais concorrentes, os analistas preferem um tom mais conservador. 

Ainda assim, é unanimidade que o fluxo de clientes, volume de acesso e até mesmo de vendedores cadastrados nas plataformas de marketplace devem migrar para as empresas mais resilientes do setor — como Magazine Luiza (MGLU3), Via (VIIA3) e Mercado Livre (NY: MELI). 

Um mês após as primeiras notícias envolvendo os problemas financeiros da Americanas, as ações da varejista argentina acumulam ganhos de quase 20% e podem não parar por aí — ainda que não saia como a grande vencedora em todas as frentes. 

Em relatório, analistas da Genial Investimentos apontam que "dado que o Mercado Livre concorre diretamente com o marketplace da Americanas no Brasil, existem algumas dinâmicas que podem ocorrer como consequência das novas circunstâncias neste mercado". 

Leia mais.

VIRADA EM NY E NO IBOV

O Ibovespa até tentou se sustentar no azul, pegando carona na forte alta do petróleo, mas foi insuficiente. Com a piora do humor em Nova York, o índice brasileiro acabou passando para o campo negativo.

Na última hora, o Ibovespa veio reduzindo o ritmo de alta. O movimento coincide com rumores de que uma nova âncora fiscal não teria tempo suficiente para ser discutida e aprovada ainda em abril. A incerteza com o cenário e com as contas públicas contamina o principal índice da B3, ainda que a forte alta da Petrobras (PETR4) tente sustentar o índice.

ALÍVIO NA CURVA

Com o mercado internacional e local mais tranquilo e com menos riscos no horizonte, a curva de juros opera em queda expressiva nesta quinta-feira, principalmente na ponta mais longa dos negócios.

CÓDIGONOME ULT  FEC 
DI1F24DI Jan/2413,38%13,40%
DI1F25DI Jan/2512,63%12,67%
DI1F26DI Jan/2612,72%12,76%
DI1F27DI Jan/2712,89%12,94%
COMO ANDAM OS MERCADOS

Com a retomada dos negócios por tempo integral, o Ibovespa opera em tom positivo e acompanha a melhora do apetite ao risco no exterior.

A bolsa brasileira sobe 1,01%, aos 108.237 pontos. O dólar à vista opera a R$ 5,1277 e os juros futuros (DIs) recuam.

O resultado positivo também deve-se a alta acima de 1,50% do petróleo no mercado internacional, que impulsiona, entre outras petroleiras, a Petrobras — uma das companhias com maior peso no Ibovespa.

Os destaques do dia são as empresas do setor frigorífico, com a suspensão da exportação de carne bovina para a China pelo Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil após a confirmação de uma caso de "vaca louca" no Pará. A Minerva (BEEF3) é a única companhia do setor que opera em tom positivo, com investidores repercutindo um comunicado divulgado mais cedo, com o compromisso de manter a demanda com o país asiático por meio de plantas na Argentina e Uruguai.

As empresas do setor de varejo e consumo, como Natura (NTCO3) e Magazine Luiza (MGLU3) avançam com movimento de recuperação das ações, somado ao recuo dos DIs.

No exterior, as bolsas americanas sobem após dados econômicos. Mais cedo, saíram as segundas leituras do PIB e PCE do quarto trimestre de 2022.

O PIB dos EUA cresceu 2,7% em ritmo anualizado, pouco abaixo da expectativa de avanço de 2,9%. O PCE registrou alta de 3,7% e o núcleo do PCE, que exclui itens mais voláteis como energia e alimentos, subiu 4,3% no mesmo período.

Confira o desempenho de Nova York:

  • S&P 500: +0,59%;
  • Dow Jones: +0,42%;
  • Nasdaq: +0,58%.
ABERTURA DE NOVA YORK

As bolsas americanas abriram em alta nesta quinta-feira (23):

  • Dow Jones: +0,37%;
  • S&P 500: +0,75%;
  • Nasdaq: +1,11%.
PETROLEIRAS SOBEM

Com a alta de 1,71% no barril de petróleo, cotado a US$ 81,98, as petroleiras sobem e impulsionam o Ibovespa.

CÓDIGONOMEULTVAR
RRRP33R Petroleum ONR$ 40,253,18%
PETR3Petrobras ONR$ 29,602,25%
PRIO3PetroRio ONR$ 38,281,81%
PETR4Petrobras PNR$ 26,292,06%
HAPVIDA (HAPV3) CAI

As ações da Hapvida (HAPV3) recuam 1,22%, liderando a ponta negativa do Ibovespa. A piora do desempenho deve-se ao movimento de realização dos ativos da operadora de saúde.

No mês, a companhia acumula alta de 15,13%, segundo o TradeMap.

O Ibovespa sobe 1,22%, aos 108.462 pontos e acompanha Nova York. O desempenho positivo da bolsa é impulsionado por Petrobras (PETR4), que avança com o petróleo.

SOBE E DESCE DO IBOVESPA

O Ibovespa sobe 0,77%, aos 107.977 pontos, acompanhando alta do exterior.

Confira as maiores altas:

CÓDIGONOMEULTVAR
NTCO3Natura ONR$ 15,524,16%
MGLU3Magazine Luiza ONR$ 3,622,84%
VIIA3Via ONR$ 2,122,42%
LWSA3Locaweb ONR$ 5,292,32%
GOLL4Gol PNR$ 5,812,29%

E as maiores quedas do dia:

CÓDIGONOMEULTVAR
HAPV3Hapvida ONR$ 4,86-1,62%
ECOR3Ecorodovias ONR$ 4,07-0,97%
PRIO3PetroRio ONR$ 37,33-0,72%
BRFS3BRF ONR$ 6,37-0,47%
ENGI11Engie unitsR$ 39,24-0,46%
2ª PRÉVIA DO PIB DOS EUA

A segunda prévia do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu 2,7% em ritmo anualizado no quatro trimestre de 2022, pouco abaixo da expectativa de avanço de 2,9%.

Já o Índice de Preços para Despesas com Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês) registrou alta de 3,7%, à taxa anualizada, no quarto trimestre, em segunda leitura.

Por fim, o núcleo do PCE, que exclui itens mais voláteis como energia e alimentos, subiu 4,3% no mesmo período.

MINERVA (BEEF3) SOBE APÓS COMUNICADO

As ações da Minerva (BEEF3) sobem 1,84%, a R$ 11,61 no Ibovespa e destoa dos demais pares no setor de frigoríficos.

Os investidores repercutem o comunicado ao mercado divulgado há pouco pela companhia, com o compromisso de manter a demanda de exportação de carne bovina à China, por meio das plantas na Argentina e no Uruguai.

Vale lembrar que, por protocolo sanitário, o Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil suspendeu o envio do produto ao país asiático depois da confirmação de um caso de "carne louca" no Pará.

ABERTURA DO IBOVESPA

O Ibovespa abriu em leve alta de 0,33%, aos 107.500 pontos.

Com o alívio na tensão entre Banco Central e governo, a bolsa brasileira acompanha os índices futuros de Nova York antes da divulgação do PIB do quarto trimestre de 2022 nos EUA.

Soma-se isso, a repercussão da suspensão da exportação de carne bovina para a China, após a confirmação de um caso de "vaca louca" no Pará (PA). A medida do Ministério da Agricultura e Pecuária segue por tempo indeterminado e deve afetar os ativos do setor de frigoríficos no Ibovespa.

Além disso, a Argentina confirmou que o país registra 11 casos confirmados de gripe aviária e mais de 100 suspeitos. O ministro de Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina, Juan José Bahillo, ressaltou a importância de se fortalecer os esforços de proteção com as províncias para evitar que a doença se espalhe.

ADRS DE VALE E PETROBRAS

Apesar da correção dos ativos, que dá impulso positivo aos índices futuros de Nova York, os recibos de ações das companhias brasileiras Vale e Petrobras operam instáveis nesta quinta-feira (23). Confira:

  • Vale (VALE): -0,80%, a US$ 16,77;
  • Petrobras (PBR): +0,27%, a US$ 11,31.
MINERVA (BEEF3) MANTÉM EXPORTAÇÕES

A Minerva (BEEF3) informou há pouco que, apesar da suspensão da exportação da carne bovina para a China, continuará a fornecer o produto, por meio de quatro plantas de abate: três no Uruguai e uma na Argentina, "sem comprometer o nosso share de mercado e relacionamento com os clientes".

MATHEUS SPIESS: MERCADO EM 5 MINUTOS

TER UM SONHO TODO AZUL, AZUL DA COR DO MAR

Lá fora, os mercados da Ásia e do Pacífico tiveram um desempenho misto nesta quinta-feira, mas predominantemente negativo, com os investidores digerindo as atas divulgadas ontem pelo Federal Reserve dos EUA, que mostraram que os membros ainda estão comprometidos em combater a inflação com o aumento de juros — houve decisão de política monetária na Coréia do Sul e feriado no Japão.

Na Europa, a manhã também não está muito bem definida, mas os mercados tentam se recuperar depois do susto dos últimos dois dias. O mesmo pode ser verificado nos futuros americanos, enquanto os investidores aguardam a segunda leitura para o PIB do quarto trimestre nos EUA. O contexto de mais aperto monetário e de provável recessão nas economias centrais é negativo para os países emergentes, como o Brasil.

A ver…

00:38 — As perspectivas brasileiras nasceram para sofrer

Por aqui, voltamos do feriado com um tom bastante negativo sobre o mercado, que fazia catch-up com os ativos internacionais (a tragédia no litoral norte de São Paulo, o caso Americanos e o caso de vaca louca registrado no Brasil também atrapalham).

Ao mesmo tempo, não só seguimos com a temporada de resultados corporativos, como também tivemos mais comprovações de que as últimas discussões sobre mudança da autonomia do BC e da meta de inflação deterioraram as expectativas dos investidores.

O relatório Focus, que compila as projeções do mercado para a economia brasileira, mostrou aprofundamento das perspectivas negativas para a inflação no Brasil, o que é prejudicial para a noção de queda dos juros, um dos gatilhos mais poderosos para destravar valor para as ações, como aconteceu no ciclo entre 2016 e 2019. Isso é ruim para os ativos financeiros, para a curva de juros e para o câmbio, que poderia estar abaixo de R$ 5,00 não fosse a perda de tempo gerada por esses atritos.

01:28 — A bendita ata do Fed

Nos EUA, o S&P 500 caiu pela quarta sessão consecutiva, em um dia dominado pelas últimas notícias sobre o Federal Reserve. A autoridade monetária divulgou a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto, encerrada em 1º de fevereiro, quando o FOMC optou por elevar sua taxa básica de juros em 25 pontos-base, para uma meta entre 4,50% e 4,75%. De lá para cá, as perspectivas para a inflação e atividade econômica americana prejudicaram a continuidade da apreciação dos ativos.

Não era necessariamente uma notícia nova, mas mesmo assim deixou claro que as autoridades estão determinadas a reduzir a inflação e estarão em sintonia com os dados econômicos que chegam aos poucos.

Em outras palavras, a divulgação da ata dá aos investidores mais informações sobre como os membros do comitê podem estar pensando sobre os dados econômicos mais fortes, ao reconhecerem o risco de não fazer o suficiente para controlar a inflação (as coisas não mudam do dia para a noite).

Complementarmente, hoje teremos a segunda estimativa do produto interno bruto do quarto trimestre, com previsões de crescimento de 2,5% pela taxa anual ajustada sazonalmente. Eventuais surpresas podem ter efeito direto na próxima reunião do FOMC, a ser realizada nos dias 21 e 22 de março, o que teria desdobramentos claros não só para os ativos americanos, mas também para o mercado financeiro global, inclusive para o Brasil, bastante sensível ao nível de atividade mundial.

02:39 — E a Europa?

Nesta quinta-feira, na Europa, contamos com a digestão dos dados de inflação da Zona do Euro, que registraram queda na comparação mensal, em linha com o esperado. Mesmo com o dado sinalizando uma desaceleração dos preços, o BCE deverá manter o ritmo do aperto no bloco econômico, de modo a evitar um segundo topo da inflação.

Enquanto isso, no Reino Unido, os investidores se debruçam sobre a pesquisa de vendas no varejo (comércio de distribuição). Como sabemos e já discutimos algumas vezes, a economia britânica vem se tornando cada vez mais um ponto vulnerável e sensível entre as economias centrais, ficando consideravelmente para trás dos EUA.

03:11 — A era do Capex

Pode parecer distante, mas serve bem para ilustrar um ponto que venho desenhando há algum tempo. Do outro lado do Pacífico, as despesas de capital (Capex) da Austrália atingem o maior nível em 7 anos no quarto trimestre, lideradas por gastos no setor de alimentação e acomodação.

O Capex chegou a 35 bilhões de dólares australianos (ou US$ 23,9 bilhões), tendo subido 2,2% no quarto trimestre, superando as previsões de um aumento de 1,3%. Adicionalmente, o relatório estimou que as empresas planejam investir mais de US$ 100 bilhões até junho. O número chama atenção.

Isso mostra um pouco o movimento que deveremos ter ao longo dos próximos anos, quando o mundo passar por um boom de Capex por conta da regionalização do comércio ("reshoring"). A implicação natural é a de que viveremos em um mundo de maior inflação e, consequentemente, mais juros.

04:02 — A dívida dos emergentes

Com alguma frequência, chamamos atenção para o nível de endividamento global, algo crítico a ser acompanhado de perto pelas lideranças mundiais ao longo dos próximos anos. Pois bem, ontem tivemos a atualização dos dados oficiais de endividamento dos países pelo Instituto Internacional de Finanças (IIF), associado ao Banco Mundial, e o número merece um cuidado especial.

A dívida total dos países emergentes cresceu 2,1% em 2022, para novo recorde de US$ 98,2 trilhões, enquanto a dívida dos países desenvolvidos encolheu 2,8%, a US$ 200,8 trilhões. Com isso, a dívida global teve uma retração de 1,3%, a US$ 299 trilhões, na primeira baixa desde 2015. A queda do consolidado é positiva, de fato, mas ainda temos muito o que fazer, principalmente com os custos das dívidas em ascensão.

Os mercados emergentes, dotados de estruturas econômicas mais sensíveis, merecem dedicação adicional, com Rússia, Cingapura, Índia, México e Vietnã impulsionando o crescimento da dívida dos países. Pelo menos o Brasil foi na contramão, com queda de 4,5% da dívida, para US$ 211,8 bilhões — o montante considera a dívida do governo, das empresas não financeiras, do setor financeiro e famílias.

Num universo em que os juros ficaram elevados por mais tempo, de maneira diferente de como aconteceu nos últimos 10 anos, principalmente desde a crise de 2008, a atenção ao endividamento será cada vez maior. Não será mais tolerado baderna com dinheiro como foi no passado recente. Entramos em uma era na qual o dinheiro fácil estará escasso de maneira crescente.

ABERTURA DOS JUROS FUTUROS

Com o recuo do dólar à vista, a curva dos juros futuros (DIs) iniciaram as negociações com viés de queda. Confira:

CÓDIGONOME ULT  FEC 
DI1F24DI Jan/2413,37%13,40%
DI1F25DI Jan/2512,65%12,67%
DI1F26DI Jan/2612,75%12,76%
DI1F27DI Jan/2712,93%12,94%

O Ibovespa futuro reduziu alta, mas ainda opera em tom positivo. O índice sobe 0,46%, aos 108.985 pontos.

ABERTURA DO IBOVESPA FUTURO

O Ibovespa futuro iniciou a sessão em alta de 0,65%, aos 109.190 pontos.

O bom desempenho do índice faz parte de um movimento de correção, após pregão reduzido ontem (22). Soma-se a isso, a recuperação dos índices de Nova York, enquanto investidores aguardam a divulgação do PIB do quarto trimestre de 2022 nos EUA.

ABERTURA DO DÓLAR

O dólar à vista abriu em queda de 0,61%, a R$ 5,1376.

A moeda americana recua à espera de dados econômicos dos EUA. Às 10h30 sai o Produto Interno Bruto (PIB) no quarto trimestre de 2022.

MERCADO DE COMMODITIES

Em movimento de correção, o minério de ferro registra queda de 0,49%, com a tonelada negociada a US$ 131,79, em Dalian (China).

O petróleo tipo Brent sobe 0,97%, a US$ 81,38 o barril.

AGENDA DO DIA

Confira a seguir os principais destaques desta quinta-feira (23):

OndeAgenda econômicaPeríodoHorário
Zona do euroInflação ao consumidor (CPI)Janeiro7h
EUAPIB4T2210h30
EUANovos pedidos de seguro-desemprego na semana--10h30
EUAEstoques de petróleo bruto na semana--12h30
Fonte: Investing.com

  • Balanços no Brasil: ISA CTEEP e Minerva (depois do fechamento)
  • Balanços no exterior: Nestlé (antes da abertura); Airbus (sem horário)
INFLAÇÃO DESACELERA NA ZONA DO EURO

A taxa anual de inflação ao consumidor (CPI, pela sigla em inglês) da zona do euro desacelerou pelo terceiro mês consecutivo em janeiro, a 8,6%, ante 9,2% em dezembro.

A leitura vem à tona meses depois de o índice ter atingido a máxima histórica de 10,6% em outubro de 2022, segundo revisão divulgada hoje pela agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat.

O resultado definitivo ficou ligeiramente acima da estimativa inicial, de 8,5%, mas em linha com a previsão de analistas consultados pelo The Wall Street Journal.

Em relação a dezembro, o CPI do bloco recuou 0,2% em janeiro, também como previsto no levantamento do WSJ.

O núcleo do CPI, que desconsidera os preços de energia e de alimentos, teve acréscimo anual de 5,3% em janeiro, um pouco maior do que a alta inicialmente estimada em 5,2%, mas caiu 0,8% na comparação mensal.

DAY TRADE NA B3

Após o fechamento do último pregão, identifiquei uma oportunidade de swing trade baseada na análise quant - compra dos papéis de Raia Drogasil (RADL3).

RADL3: [Entrada] R$ 23.62; [Alvo parcial] R$ 24.08; [Alvo] R$ 24.74; [Stop] R$ 22.87

Recomendo a entrada na operação em R$ 23.62, um alvo parcial em R$ 24.08 e o alvo principal em R$ 24.71, objetivando ganhos de 4.7%.

O stop deve ser colocado em R$ 22.87, evitando perdas maiores caso o modelo não se confirme.

Leia mais.

FUTUROS DE NOVA YORK AMANHECEM EM ALTA

Os índices futuros das bolsas de Nova York operam em alta no início da manhã desta quinta-feira.

Os investidores reagem à indicação contida na ata do Federal Reserve (Fed) de que a autoridade monetária norte-americana deve continuar elevando os juros em ritmo mais moderado.

Investidores acompanham hoje uma série de dados econômicos dos EUA, incluindo a segunda leitura do PIB do quarto trimestre e do índice de gastos com consumo pessoal, o indicador preferido do Fed para a inflação. Também são esperados comentários de um dirigente do Fed.

Veja como estavam os índices futuros de Wall Street por volta das 7h:

  • Dow Jones: +0,25%
  • S&P-500: +0,41%
  • Nasdaq: +0,70%
BOLSAS EUROPEIAS ABREM MAJORITARIAMENTE EM ALTA

As principais bolsas de valores da Europa abriram majoritariamente em alta nesta quinta-feira.

A recuperação ocorre um dia depois de a ata do Federal Reserve (Fed) ter sugerido que o BC norte-americano deverá continuar elevando os juros em ritmo mais moderado.

Investidores também digerem balanços corporativos, como da Telefónica e da Anglo American, e aguardam dados europeus e dos EUA, incluindo revisões de inflação da zona do euro e do PIB norte-americano.

Por volta das 6h55, enquanto a bolsa de Londres recuava 0,41%, as de Paris e Frankfurt subiam 0,36% e 0,30%, respectivamente.

No mesmo horário, o índice pan-europeu Stoxx-600 avançava 0,14%.

BOLSAS ASIÁTICAS FECHAM EM DIREÇÕES DIVERGENTES

As principais bolsas de valores da Ásia fecharam em direções divergentes nesta quinta-feira.

A bolsa de Seul avançou 0,89% depois de o banco central sul-coreano ter interrompido um ciclo de alta de juros.

Já as bolsas de Xangai, Hong Kong e Taiwan fecharam em queda de 0,11%, 0,35% e 1,28%, respectivamente.

Ao mesmo tempo, a bolsa de Tóquio permaneceu fechada devido a um feriado no Japão.

MINISTÉRIO CONFIRMA CASO DE ‘VACA LOUCA’; EXPORTAÇÃO PARA A CHINA É SUSPENSA

O Ministério da Agricultura (Mapa) confirmou a noite de quarta-feira a ocorrência de um novo caso de mal da “vaca louca” no Brasil.

Por meio de nota, o Mapa informou que, diante da confirmação de um caso de encefalopatia espongiforme bovina (nome científico da doença) em um animal macho de nove anos em uma pequena propriedade no município paraense de Marabá, vem adotando todas as providências governamentais para o mercado de carnes brasileiras.

Seguindo o protocolo sanitário oficial, as exportações de carne bovina para a China serão temporariamente suspensas a partir de hoje.

A China é o principal destino das exportações de carne bovina brasileira, respondendo por 70% dos embarques brasileiros.

SABE O QUE ESPERAR DO BALANÇO DA CTEEP (TRPL4)

O setor de energia não é o mais sexy da bolsa, mas seus gordos dividendos fazem os olhos dos investidores pessoas físicas brilharem. E, nesse sentido, as empresas de transmissão, como a CTEEP (TRPL4), têm tudo para se destacar neste momento macroeconômico difícil.

Isso porque, de todos os segmentos de energia, o de transmissão é o mais estável e menos impactado por fatores como crescimento econômico, consumo e preços da energia, sujeitos às flutuações de oferta e demanda.

A CTEEP tem brilhado como grande pagadora de dividendos, mas será que poderemos esperar que o movimento continue daqui para frente?

Na noite desta quinta-feira (23), a companhia divulgará seus resultados do quarto trimestre e do ano de 2022, e embora o mercado aguarde bons números, a expectativa em relação aos dividendos não é das mais auspiciosas.

Leia mais.

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UM PORTO-SEGURO NA BOLSA?

Banco revela um dos setores mais promissores da bolsa em 2026; descubra as ações preferidas dos analistas

8 de janeiro de 2026 - 19:02

Em meio a incertezas políticas e sobre juros, BTG Pactual vê utilities como o melhor setor e lista empresas de saneamento e energia com potencial

NO CORAÇÃO DO BRASIL

Fundo imobiliário anuncia compra bilionária em um dos maiores empreendimentos do país

8 de janeiro de 2026 - 10:13

O imóvel ainda está em fase de construção e será composto por quatro torres comerciais de padrão classe “A”

EM BUSCA DE CAPITAL

PicPay, Agibank e Abra querem IPO nos EUA. Por que Wall Street está mais atraente para abrir capital do que o mercado brasileiro?

7 de janeiro de 2026 - 6:16

Uma fila parece ter começado a se formar em direção ao mercado norte-americano. PicPay, Agibank e Abra sinalizaram planos para ofertas de ações por lá, enquanto a B3 segue em jejum de IPOs há quatro anos

GIGANTE VERDE

SNEL11 se torna o maior FII de energia renovável da B3 após captar mais de R$ 620 milhões; entenda a operação

6 de janeiro de 2026 - 13:00

A emissão de cotas do FII segue uma tendência do mercado, que encontrou no pagamento em cotas uma solução para adquirir ativos de peso em meio às altas taxas de juros

FII DO MÊS

BTLG11 (de novo) no topo: FII de galpões logísticos volta a ser o favorito em janeiro com expectativa de corte de juros; veja o ranking completo

6 de janeiro de 2026 - 6:07

Embora já tenha registrado alta de 8,95% em 2025, o fundo contou com três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

FRIGORÍFICOS

Minerva (BEEF3): existe um atalho para escapar das tarifas chinesas, mas o buraco é mais embaixo. O que esperar?

5 de janeiro de 2026 - 17:35

Com forte exposição ao mercado chinês, o frigorífico pode apelar para operação no resto do continente para enviar carne bovina ao gigante asiático, mas essa não é a bala de prata

DE OLHO NA SEGURANÇA

Nem Petrobras (PETR4) nem PRIO: veja qual ação brasileira está em alta após invasão da Venezuela pelos EUA

5 de janeiro de 2026 - 17:29

Tradicional ativo de proteção, o ouro sobe em meio ao aumento das tensões globais, intensificadas pela invasão da Venezuela, e uma ação pode ganhar com esse movimento

VAI CAIR?

Com invasão dos EUA na Venezuela, como fica o preço do petróleo e o que pode acontecer com a Petrobras (PETR3) e junior oils

5 de janeiro de 2026 - 16:09

Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda

HORA DE BOTAR A MÃO NA MASSA?

Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?

5 de janeiro de 2026 - 11:15

Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões

AÇÃO DO MÊS

Nem banco, nem elétrica: ação favorita para janeiro de 2026 vem do canteiro de obras e está sendo negociada com desconto

5 de janeiro de 2026 - 6:03

Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

QUEDA FORTE NA BOLSA

Ação da Azul (AZUL54) em queda livre: por que os papéis estão sendo dizimados na bolsa, com perdas de 50% só hoje (2)?

2 de janeiro de 2026 - 17:31

Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas

R$ 1,2 BILHÃO

Dasa (DASA3): vender ativos por metade do preço pago foi um bom negócio? Analistas respondem

2 de janeiro de 2026 - 15:19

Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante

COMEÇOU MAL

Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) caem forte com tarifas da China sobre a carne bovina brasileira

2 de janeiro de 2026 - 14:47

País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas

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