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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

FECHAMENTO DO DIA

A reação do S&P 500, do Nasdaq e do Dow Jones ao morde e assopra de Powell

O banco central norte-americano elevou nesta quarta-feira (26) os juros em 0,25 ponto percentual, colocando-os na faixa entre 5,25% e 5,50% ao ano — o maior patamar em 22 anos

Carolina Gama
26 de julho de 2023
17:05 - atualizado às 14:54
Estátua de garota em frente ao touro de Wall Street
Estátua de garota em frente ao touro de Wall Street - Imagem: Shutterstock

Se o investidor esperava um sinal claro do Federal Reserve (Fed) sobre os próximos passos em relação aos juros nos EUA, se decepcionou. Em uma espécie de morde e assopra, o banco central norte-americano não cravou os rumos da política monetária, deixando o S&P 500, o Nasdaq e o Dow Jones em um vaivém. 

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Sem saber para onde ir com as declarações do presidente do Fed, Jerome Powell, os três principais índices da Bolsa de Valores de Nova York acabaram encerrando o dia sem uma direção comum. 

É bem verdade que a decisão desta quarta-feira (26) de elevar a taxa de juros em 0,25 ponto percentual (pp) — colocando-a na faixa entre 5,25% e 5,50% ao ano, o maior nível em 22 anos — era amplamente esperada e pouco mexeu com o humor dos gringos. 

Mas Wall Street reagiu, operando no azul, quando Powell disse que poderia manter a taxa de juros inalterada no patamar atual no próximo encontro do Fed, marcado para setembro. O Nasdaq, que estava sentindo o peso dos resultados das big techs, deu um salto de mais de 1%, enquanto o Dow Jones subiu quase 200 pontos. 

Só que Powell voltou a morder e afirmou também que, como o Fed irá usar uma abordagem de avaliar dados e tomar decisões reunião por reunião, poderá elevar os juros se entender que é o mais adequado a se fazer. Wall Street devolveu os ganhos. 

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Confira a variação e a pontuação dos principais índices da bolsa dos EUA no fechamento:

Leia Também

  • Dow Jones: +0,24%, 35.522,23 pontos
  • S&P 500: -0,01%, 4.566,95 pontos
  • Nasdaq: -0,12%, 14.127,28 pontos
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A inflação, sempre ela

Não é exagero dizer que nos últimos meses o comportamento de Wall Street tem se guiado em boa medida pela inflação. Depois de atingir dois dígitos nos EUA e desencadear um ciclo de aperto monetário agressivo por parte do Fed — o que fez Nova York amargar duras perdas — os preços agora dão sinais de esfriamento. 

E é por esse comportamento da inflação que os investidores aguardavam um sinal forte de Powell sobre o futuro dos juros nos EUA. O chefão do Fed, no entanto, limitou-se a dizer que o banco central norte-americano precisa de garantias de que a atual desaceleração dos preços é uma tendência que veio para ficar. 

“Precisamos ver se a inflação desacelerou de forma duradoura. Acreditamos que precisaremos manter a política monetária em um nível restritivo por algum tempo e precisamos estar preparados para aumentar os juros ainda mais se acharmos apropriado", disse Powell. 

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O S&P 500, e a Europa?

As bolsas europeias, que fecharam antes do S&P 500 e seus colegas norte-americanos, encerraram o dia, em sua maioria, em baixa em meio a uma série de resultados corporativos e à espera da decisão do Fed. 

O índice de referência Stoxx 600 fechou em queda de 0,6%, com a maioria dos setores em território negativo. Confira o fechamento as principais bolsa da região:

  • Londres: -0,19%, 7.676,89 pontos
  • Frankfurt: -0,49%, 12.131,46 pontos
  • Paris: -1,35%, 7.315,07 pontos

O setor bancário recuou 0,3%, apesar de Deutsche Bank e UniCredit terem superado as expectativas de lucro dos analistas, enquanto a empresa aeroespacial e de defesa britânica Rolls-Royce subiu mais de 20% depois de aumentar sua previsão de lucro para o ano.

Amanhã, os índices europeus devem reagir à decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE). Na sexta-feira (28) é a vez do Banco do Japão.

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VEJA TAMBÉM — Vale, Itaú, Petrobras e outras: o que esperar da temporada de resultados das gigantes da bolsa

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