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Empresa anunciou a compra da Motion Control, a unidade de sensores da italiana Gefran, por aproximadamente R$ 121,68 milhões
A diversificação é um conceito importante em muitas áreas da vida financeira, seja na hora de montar sua carteira de investimentos com diferentes tipos de ativos ou de escolher uma empresa que atue em múltiplos setores do mercado. E, de olho na importância de se tornar cada vez mais diversificada, a Weg (WEGE3) não perde tempo quando o assunto é abrir o portfólio.
Apenas duas semanas após expandir os negócios para a fabricação e venda de motores elétricos para lavadoras de roupa, com a parceria com o grupo argelino Cevital, a companhia decidiu dar uma passeggiata na Itália para ir às compras.
A empresa anunciou a aquisição da Motion Control, a unidade de negócio da italiana Gefran. O negócio foi fechado por 23 milhões de euros, correspondente a cerca de R$ 121,68 milhões, na cotação atual.
As ações reagiram em alta após o comunicado, chegando a operar entre as maiores valorizações do Ibovespa pela manhã. Mas o movimento perdeu força neste início de tarde e os papéis fecharam em queda de 0,57%, a R$ 27,88.
Fundada em 1960, a Gefran é uma empresa bem tradicional na Itália e atua na indústria de automação e inovação tecnológica. A companhia possui três principais áreas de negócios: a Motion Control, a Automation Components e a Sensors.
A unidade comprada pela Weg (WEGE3) é responsável pelo desenvolvimento e produção de sensores de controle de movimento e cuida de uma linha inteira de inversores de frequência, conversores de corrente contínua e aplicações especiais de servoconversores.
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A Motion Control possui fábricas na Itália, Alemanha, China e Índia, totalizando uma equipe de aproximadamente 180 colaboradores e uma base de clientes espalhada em mais de 70 países.
Com isso, o segmento da italiana encerrou 2021 com uma receita líquida de 44,8 milhões de euros.
Vale destacar que a conclusão do negócio ainda depende do cumprimento de certas condições, como a aprovação por autoridades regulatórias europeias.
Para os analistas do BTG Pactual, a aquisição é positiva para a Weg (WEGE3), uma vez que o valor do negócio foi pequeno — equivalente a apenas 0,1% do valor de mercado da companhia — em relação aos benefícios que pode trazer.
Apesar da companhia ter reportado queda no lucro no segundo trimestre, o banco segue otimista com o futuro dos negócios e reafirmou a recomendação de compra das ações WEGE3.
O BTG estabeleceu um preço-alvo de R$ 40 por ação em um ano, o que implica num potencial de valorização de cerca de 42,6% em relação ao fechamento do último pregão, de R$ 28,04.
O BTG acredita que a operação amplia estrategicamente a presença das fábricas da Weg na Europa, elevando a participação da brasileira no mercado europeu.
Outro pilar da tese do banco é que a compra apresenta sinergias futuras entre as empresas, uma vez que a operação de controle de movimento complementa o principal produto da Weg, os motores elétricos.
Para os analistas, a transação ainda gera diferenciais para a Weg, já que somente 20% da frota mundial de motores elétricos é controlada por acionamento, segundo um estudo da ABB.
“O mercado disponível para acionamentos e controles é tão grande quanto para motores, pois os acionamentos são importantes para aumentar a eficiência e o desempenho dos motores”, destacou o banco em relatório.
Outro ponto que reforça a tese do BTG é que a italiana Gefran investe cerca de 5% do faturamento em pesquisa e desenvolvimento, o que aumenta os investimentos da Weg em tecnologia, visto que a brasileira tem entre 2% e 3% da receita alocada nesse segmento.
Os analistas destacam que a ação preferida no setor elétrico do banco tem um caixa robusto, que pode se traduzir em dividendos extras para os acionistas
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