Uma Via de mão dupla: entenda por que o Citi melhorou a avaliação da varejista, mas cortou o preço-alvo de VIIA3 para R$ 2,80
Potencial de valorização dos papéis é de 23%, segundo o banco, que manteve a recomendação neutra para a empresa

Não há nada que uma boa conversa não possa resolver. E foi com uma reunião entre representantes da Via (VIIA3) e do Citigroup que a varejista conseguiu abrandar as preocupações do banco sobre sua saúde financeira.
Os pesados encargos trabalhistas e o nível de alavancagem da Via eram fatores que estavam tirando o sono do Citi.
Mas apesar de ter saído mais aliviado do encontro, o banco preferiu manter uma recomendação neutra para as ações VIIA3 e cortar o preço-alvo dos papéis de R$ 4,20 para R$ 2,80 — um potencial de valorização de 23% com relação ao fechamento desta sexta-feira (24).
As ações da Via terminaram o pregão de hoje com queda de 3,80%, cotadas a R$ 2,28 na B3.
[captacao]
Papinho para banco dormir?
O próprio Citi diz que saiu convencido de que a Via (VIIA3) está no caminho certo, mas justificou a opção por reduzir o preço-alvo das ações da varejista com um fantasma que assombra todas as empresas do setor: o cenário macroeconômico complicado.
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Segundo o banco, o ambiente de inflação e taxa de juros elevada contribui para atrasar os gastos dos consumidores em eletrônicos e eletrodomésticos — além de encarecer as despesas financeiras da empresa —, contribuindo para reduzir os resultados da Via e o potencial de fluxo de caixa livre.
Uma Via (VIIA3) de mão dupla
Segundo o Citi, a Via (VIIA3) continua focada no horizonte de longo prazo, mas com alocação prudente de capital.
Ainda assim, o banco destaca que o efeito negativo imediato é o provável crescimento on-line mais baixo.
A reunião também ajudou a aliviar as preocupações do Citi com liquidez e, segundo o banco, deu mais conforto de que a empresa está em melhor controle de seus passivos trabalhistas.
“A administração da empresa assegurou que não devemos esperar mais problemas nesse segmento e que as provisões são inferiores às orientações”, diz o banco.
Valuation da Via (VIIA3)
A ação da Via (VIIA3) caiu 55% no acumulado do ano, consideravelmente afetada por fatores macro: aversão ao risco e aumento da taxa de juros.
Agora, o Citi vê as ações da varejista sendo negociadas a 0,5x EV/Vendas (valor da firma sobre vendas) projetadas para 2023 e 2024, 5,8x EV/Ebitda (valor da firma sobre o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) projetado para 2023 e 5,6x EV/Ebitda projetado para 2024.
Com o potencial limitado de geração de caixa em meio a altas despesas financeiras, o banco não vislumbra gatilhos de curto prazo para a Via
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