A Disney não curtiu: Avatar 2 decepciona com bilheteria abaixo das expectativas e franquia pode estar em risco; entenda
Apesar de ter rendido US$ 134 milhões no fim de semana de estreia nos EUA e US$ 435 milhões na arrecadação global, o filme precisava de números maiores para satisfazer a dona do Mickey
Após 13 anos de espera e uma produção que contou com um orçamento de US$ 350 milhões, a sequência da saga dirigida por James Cameron, “Avatar: O Caminho da Água”, agora corre o risco de se tornar um verdadeiro problema para a Disney.
Conhecido pela qualidade da computação gráfica e pelas tecnologias inovadoras para a época do lançamento, esperava-se que o novo longa-metragem produzido pelo diretor de Titanic se tornasse o campeão de bilheteria de 2022.
Segundo as projeções da consultoria e análise de dados Comscore, o filme de Cameron deveria arrecadar cerca de US$ 525 milhões somente na estreia, sendo US$ 175 milhões nos EUA.
Com isso, o novo Avatar seria o terceiro maior lançamento nas bilheterias norte-americanas neste ano. Para empatar com o campeão em bilheteria de 2022, “Top Gun: Maverick”, o longa precisaria faturar aproximadamente US$ 1,49 bilhão.
Porém, apesar de ter rendido US$ 134 milhões em seu primeiro fim de semana nos Estados Unidos e somado US$ 435 milhões na estreia global, segundo dados da Variety, o filme precisava de uma arrecadação muito maior para render lucro à dona do Mickey.
Após a estreia decepcionante nos cinemas, as ações da Disney derreteram no pregão de segunda-feira, encerrando a sessão com queda de 4,8%, no nível mais baixo para os papéis desde março de 2020.
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No pregão desta terça-feira, porém, os papéis da dona do Mickey ensaiam recuperação. Por volta das 13h10, as ações DIS subiam 0,93% na bolsa de valores de Nova York (NYSE), negociadas a US$ 86,58.
Avatar: O filme de milhões (literalmente)
Já é tradição que os filmes produzidos pelo diretor James Cameron contem com custos astronômicos de produção.
Depois de Titanic e de Avatar, o longa-metragem Caminho da Água garantiu lugar como um dos filmes mais caros da indústria do cinema.
Com três horas e 12 minutos de duração, o filme custou à Disney algo entre US$ 350 milhões e US$ 400 milhões — bem acima do orçamento inicial, de US$ 250 milhões.
O gasto foi quase o dobro do primeiro filme da saga, “Avatar” de 2009, que custou US$ 237 milhões na época e que também foi marcado pelo orçamento flexível.
Sucesso de bilheteria
Na estreia do primeiro filme da saga, em 2009, Avatar arrecadou US$ 77 milhões em bilheteria nos Estados Unidos e manteve o ritmo nas semanas seguintes para alcançar US$ 2,92 bilhões em todo o mundo.
O sucesso foi tamanho que o filme acabou se tornando a maior bilheteria mundial de todos os tempos.
O segundo filme da saga Avatar mal chegou aos cinemas e os próximos já estão previstos, com as sequências da franquia devendo ser lançadas a cada dois anos, com Avatar 5 estreando até 2028, com um orçamento combinado de US$ 1 bilhão para a saga.
Entretanto, de acordo com a Variety, muita coisa está em jogo para o diretor James Cameron. Segundo Cameron, o longa é tão caro que representa “o pior caso de negócios da história do cinema”.
Para empatar com o primeiro filme da saga épica de ficção científica, o filme precisa se tornar uma das três ou quatro maiores bilheterias de todos os tempos apenas para agradar a Disney e mostrar que o custo astronômico da produção valeu a pena.
Isto é, seguindo esta métrica, o novo Avatar precisa destravar mais US$ 2 bilhões para garantir as próximas sequências da saga.
Em uma entrevista à Total Film, o diretor de Titanic afirmou que a franquia terminará com Avatar 3 caso “O Caminho da Água” tenha um desempenho fraco nas bilheterias.
“O mercado pode estar nos dizendo que terminamos em três meses, ou podemos estar semi-acabados, o que significa: 'OK, vamos completar a história no filme três, e não continuar indefinidamente' se simplesmente não for lucrativo”, disse Cameron.
*Com informações de Variety, Time e Yahoo Finance
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