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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

CASHBACK

XP elogia prévia da Méliuz (CASH3) e vê potencial de alta de mais de 170% para ações, mas aponta uma pedra no sapato da companhia

Vazamento de dados pessoais vinculados a chaves Pix sob a guarda e a responsabilidade da Acesso, fintech comprada pela Méliuz no ano passado, deve pesar sobre desempenho das ações da empresa, segundo a corretora

Carolina Gama
28 de janeiro de 2022
14:40 - atualizado às 22:12
Celular com logo da Méliuz na tela branca
Imagem: Shutterstock

A capacidade da Méliuz (CASH3) de capturar novos clientes emergiu como o ponto forte da empresa no final de 2021, ainda que algumas pedras permaneçam em seu caminho. 

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A plataforma de cashback divulgou na quinta-feira (27) a prévia operacional referente ao quarto trimestre, com destaque para as 22,4 milhões de contas totais, o que representa um crescimento de 8% no trimestre e de 60% em relação ao número do fim de 2020. 

Também chamou atenção o GMV — sigla em inglês para volume bruto de vendas realizadas pela plataforma  —, que totalizou R$ 1,7 bilhão, um crescimento de 52% em relação ao terceiro trimestre e um salto de 77% comparado ao mesmo período de 2020.

Esse desempenho acabou levando a XP Investimentos a reiterar sua recomendação de compra para CASH3, com preço alvo de R$ 8,00 por ação - um potencial de ganho de 171% com relação ao fechamento de R$ 2,95 de ontem. 

“De modo geral, temos uma visão positiva para o desempenho da prévia operacional 4T21, uma vez que a companhia mostrou sinais de capacidade de capturar novos clientes”, diz a XP em relatório. 

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Problemas da Acesso pesam na Méliuz

Nem tudo são flores do caminho da Méluiz, porém. O número de usuários ativos caiu de 9,5 milhões para 9,4 milhões na comparação trimestral. 

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O ritmo médio de aberturas de novas contas também perdeu força. Foram abertas 27 mil contas por dia útil no quarto trimestre, ante 30 mil no terceiro trimestre. 

Além disso, a CASH3 enfrenta questionamentos sobre segurança da informação depois que o Banco Central comunicou um vazamento de dados pessoais vinculados a chaves Pix que estavam sob a guarda e a responsabilidade da Acesso. A fintech foi adquirida pela Méliuz em maio do ano passado, em uma operação que aguarda o aval do BC.

“A companhia apresentou números mais tímidos de usuários ativos e acreditamos que o ceticismo relacionado à segurança da informação da Acesso pode continuar pesando no papel”, diz a XP. 

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A Méliuz por segmentos

No Méliuz Nota Fiscal, a companhia atingiu 5,4 milhões de ofertas ativadas, um aumento de 50% no trimestre, e 345 mil usuários, um crescimento de 17% no trimestre. 

No Cartão Méliuz, a companhia reduziu o ritmo devido ao término do contrato e à redução das campanhas pagas de marketing do cartão co-branded e totalizou 7,2 milhões de solicitações, aumento de 3% no trimestre. 

No quarto trimestre, 22,6 mil usuários da Méliuz transacionaram ativos em criptomoedas, contra 26,7 mil no terceiro trimestre e 3,8 mil um ano antes.

A reação dos mercados

As ações da Méliuz iniciaram o dia entre as maiores altas da B3, chegando a subir mais de 5%. No entanto, no início da tarde, os papéis reverteram a tendência positiva. Por volta de 14h30, as ações operavam em baixa de 3,73%, cotadas a R$ 2,84. 

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