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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

O SALTO DA UNIT

Units da Copel podem valer R$ 50 após privatização, diz o JP Morgan — saiba se é a hora de comprar CPLE11

O valor representa um potencial de valorização de 28% com relação ao preço-alvo do banco e de 43% na comparação com o valor atual da unit no mercado

Carolina Gama
22 de novembro de 2022
13:14 - atualizado às 15:13
Copel
Copel - Imagem: Divulgação

O governo do Paraná já bateu o martelo: a Copel (CPLE11) vai ser privatizada — ainda que Ratinho Junior (PSD) tenha conseguido a reeleição prometendo manter a empresa de energia sob a égide do estado. 

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A ideia é transformar a Copel em uma sociedade anônima com controle disperso e, com isso, otimizar o investimento do governo paranaense na companhia. 

Com a privatização, o estado do Paraná prevê a reclassificação de sua participação remanescente na empresa, liberando recursos para aumentar os investimentos no estado. 

Segundo o JP Morgan, a notícia é um grande ponto positivo para Copel, já que a privatização deve trazer ganhos operacionais, financeiros e de governança para a empresa. 

“O momento ainda é incerto, mas acreditamos que a possível reclassificação da Copel e nossa visão muito positiva sobre o resultado devem ofuscar o excesso da oferta secundária no curto prazo”, diz o JP Morgan em nota. 

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Como a privatização afeta as units da Copel (CPLE11)?

Na avaliação do JP Morgan, a unit da Copel (CPLE11) poderia valer R$ 50 com a privatização, o que representa um potencial de valorização de 28% em relação ao preço-alvo do banco e de 43% na comparação com o valor de mercado atual. A recomenda atual dos ativos é neutra.

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O salto viria da adoção de uma taxa de desconto menor no modelo de fluxo de caixa descontado, partindo da premissa de redução adicional de 20% nas principais linhas de SG&A (despesas administrativas, de vendas e gerais) e realavancagem do balanço. 

As ações PN CPLE6 caíram 1,28% nesta terça-feira (22), a R$ 8,32. Já as units CPLE11 recuaram 0,99%, a R$ 40,75. 

Em 12 meses, as units acumulam ganho de 48%. No mês, a alta da CPLE11 é de 12,7%. 

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Condições para a privatização

O atual modelo de governança em estudo prevê que o Estado do Paraná mantenha participação relevante de, no mínimo, 15% do capital total e 10% dos votos na Copel. Atualmente, o governo paranaense detém 70% do capital votante e 30% do capital total. 

Além disso, o BNDES  — com uma participação de 24% no capital total — também pode vender ações, potencialmente criando mais excesso de papéis. 

“Acreditamos que o lado positivo da privatização pode ser parcialmente contido pelo balanço até que a operação seja concluída”, diz o JP Morgan em nota. 

Segundo o banco, o estatuto deve ser reformado, observando os seguintes pontos:

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  • Limitar o poder de voto a 10% para os demais acionistas; 
  • Manter a sede da Copel no estado do Paraná; 
  • Criar uma classe especial de ações (golden share) para o estado do Paraná com poder de veto;
  • Permitir que a Copel Disco invista pelo menos 2x a depreciação até o final da concessão. 

A operação está sujeita à aprovação da assembleia estadual do Paraná — o que, segundo o JP Morgan, não preocupa — e ao sinal verde do Tribunal de Contas do Paraná (TCE). 

O modelo de sociedade anônima com poder de voto limitado a 10% é semelhante ao adotado para privatizar a Eletrobras (ELET3) no início deste ano.

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