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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

BALANÇO

Stone (STOC31) vê lucro líquido cair quase 30%, mas receita supera R$ 2 bi e é a maior para o trimestre

O desempenho foi influenciado pelos negócios de adquirência e pela Linx, de software, comprada em 2020

Carolina Gama
2 de junho de 2022
18:00 - atualizado às 22:14
Montagem de maquininha da Stone (STNE e STOC31) em cima de uma mesa vista de cima
Imagem: Montagem Andrei Morais/Divulgação/Shutterstock

O ano de 2021 não foi fácil para a Stone (STOC31), mas, ao que parece, o pior pode ter ficado para trás, permitindo que a empresa de adquirência trilhe novos caminhos.

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Embora tenha visto o lucro líquido cair 29,4% no primeiro trimestre de 2022, para R$ 143,2 milhões, a receita da Stone disparou.

Entre janeiro e março, a receita subiu 63,1% na comparação com o mesmo período de 2021, alcançando R$ 2,1 bilhões. 

Esse desempenho foi influenciado pelos negócios de adquirência e pela Linx, de software, comprada em 2020. 

Com alta de 138,6% em um ano, a Stone teve sua maior receita trimestral da história no primeiro trimestre deste ano.

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E o mercado gostou do que viu. As ações da Stone chegaram a subir 20% no after market em Nova York, onde são negociadas sob o código STNE.

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Uma olhada mais de perto nos números da Stone (STOC31)

A Stone (STOC31) capturou R$ 83,2 bilhões em transações (TPV, na sigla em inglês), o que representa uma alta de 63,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. 

Os números mostram que um dos focos da empresa deu certo — o segmento de micro, pequenas e médias empresas puxou o desempenho, com alta de 93,3%. 

Como resultado, o EBT (lucro antes de impostos) ajustado da Stone foi de R$ 163,1 milhões entre janeiro e março ante R$ 17,2 milhões do quarto trimestre — período marcado por problemas com produto de crédito e custo de capital maior com a alta da taxa de juros.

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Mudança societária

Para trilhar novos caminhos, a Stone (STOC31) tem efetuado melhorias na governança interna. A novidade mais recente é a redução do poder de voto dos fundadores da companhia.

De acordo com a Stone, o co-fundador Eduardo Pontes, que decidiu deixar o conselho de administração da empresa em março, vai converter suas ações Classe B, que dão direito a 10 votos cada, em ações Classe A, que valem apenas um voto cada.

A mudança fará com que Pontes e Andre Street, os dois fundadores da Stone, detenham, tanto individual quanto coletivamente, menos de 50% do poder de voto da companhia.

Stone (STOC31) reduz posição no Inter (BIDI11)

No mesmo dia em que divulgou os resultados do primeiro trimestre, a Stone (STOC31) informou que pediu a redução de posição no Inter (BIDI11) — o banco mineiro está de mudança para a Nasdaq.

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Como parte da troca de posição poderia ser feita em dinheiro, a empresa aproveitou para reduzir sua participação de 5% para 3,9%. Com isso, recebeu o equivalente a R$ 176 milhões.

No ano passado, ambos afirmaram que a parceria poderia trazer sinergias em produtos, como o marketplace do Inter e o financiamento de que a Stone necessita para colocar na rua alguns de seus produtos, como a antecipação de recebíveis.

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