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Apesar de caírem 7% hoje, ações da Revlon dispararam mais de 544% desde as mínimas e 286% desde o pedido de falência
Após décadas ocupando a lista das empresas de cosméticos mais importantes do mundo, agora os produtos caros da Revlon estão mais para maquiagem de palhaço do que para a elite. A americana virou a mais nova “ação meme” do mercado depois de declarar falência no começo desta semana.
Desde a última quinta-feira, quando anunciou que entrou voluntariamente em processo de falência, as ações REV dispararam quase 286% na bolsa de valores de Nova York (NYSE), com três robustas valorizações consecutivas.
Se formos analisar a performance das ações da ícone de cosméticos desde as mínimas em 14 de junho, de US$ 1,17 por REV, a valorização chega a 544%.
Na sessão desta quinta-feira (23), os papéis registram forte queda. Por volta das 13h32, as ações recuavam 7,37%, negociadas a US$ 7,54.
Antes da empresa alçar voo em Nova York, seu valor de mercado era menor que US$ 100 milhões. Agora, a capitalização supera os US$ 443,9 milhões. De acordo com a Vanda Research, isso torna a Revlon a "candidata perfeita para o grupo de varejo mais especulativo".
Para a corretora, o movimento é semelhante ao de entrada na Hertz em maio de 2020, quando a empresa entrou com pedido de falência e recuperou as perdas que vinha acumulando em apenas algumas semanas.
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Vale destacar que, quando uma empresa entra com pedido de falência, existe o risco de suas ações simplesmente virarem pó.
Desse modo, a companhia perde o registro de companhia aberta, a ação é “deslistada” da bolsa de valores e provavelmente deve passar a ser negociada no balcão sob um novo código.
A Revlon teve um prejuízo líquido de US$ 63,1 milhões no primeiro trimestre. Até o fim de março, as dívidas de longo prazo da norte-americana somavam US$ 3,3 bilhões.
No pedido de falência divulgado em 16 de junho, a companhia disse que espera receber US$ 575 milhões de sua base de credores.
Com o financiamento, a empresa de cosméticos afirma que poderá continuar a administrar seus negócios e reorganizar sua estrutura de capital em meio a restrições de liquidez.
“A demanda por nossos produtos continua forte, as pessoas adoram nossas marcas. Mas nossa estrutura de capital desafiadora limitou nossa capacidade de lidar com questões macroeconômicas para atender à essa demanda”, disse a CEO da Revlon, Debra Perelman, no pedido de falência.
*Com informações de Reuters e Dow Jones
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