Oi (OIBR3) vai propor grupamento de ações para elevar preço dos papéis após nova notificação da B3
O procedimento condensa o capital de empresas em um número menor de ações. Dessa forma, aumenta-se o valor patrimonial dos papéis

A Oi (OIBR3) tentou fugir, mas não teve jeito: após ser novamente notificada pela B3 por registrar cotações abaixo de R$ 1 na bolsa, a companhia anunciou nesta segunda-feira (29) que irá propor aos acionistas a realização de um grupamento de ações.
A operadora da bolsa brasileira estabelece regras para inibir a negociação de ações abaixo de R$ 1 - as chamadas penny stocks, cuja característica, além do preço baixo, é uma volatilidade ainda maior do que o restante dos ativos do mercado acionário - e enviou um novo ofício a Oi.
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A B3 verificou que, entre 1º de julho e 11 de agosto, as ações ordinárias de emissão da companhia permaneceram
cotadas abaixo do patamar e solicitou que a empresa divulgue até o início de setembro quais procedimentos serão adotados para reverter o quadro.
Vale destacar que as ações OIBR3 continuam valendo menos de R$ 1. Os papéis ordinários da companhia encerraram o dia cotados em R$ 0,57 após recuarem 1,72% hoje, já as ações preferênciais (OIBR4) ficaram estáveis, em R$ 1,07.
Vale lembrar que o não cumprimento das regras da B3 quanto ao nível mínimo de preços pode trazer consequências diversas às companhias. A história pode terminar apenas em multa, mas também há possibilidade de suspensão das negociações em bolsa.
O que é o grupamento de ações?
Quando foi notificada pela primeira vez, em fevereiro deste ano, a Oi já havia revelado que uma de suas alternativas era propor o grupamento de ações.
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O procedimento, também conhecido como inplit, condensa o capital de empresas em um número menor de ações. Dessa forma, aumenta-se o valor patrimonial dos papéis.
Mas, na época, essa opção estava no final da lista da empresa. A Oi afirmou, em comunicado, que encontrava-se “em fase final de implementação de algumas etapas fundamentais do seu plano estratégico de transformação”. O plano incluia a venda de sua operação móvel para as rivais Claro, Tim e Vivo, aprovada pelo Cade no início de março.
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Agora, com uma das etapas mais importantes concluídas e com as ações ainda abaixo de R$ 1,00, a companhia submeterá a proposta de grupamento ao conselho de administração. Se aprovada, a operação será discutida pelos acionistas em assembleia geral extraordinária a ser convocada ainda neste ano.
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