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A Méliuz já detém praticamente 100% das ações da Alter, então a incorporação deve simplificar a estrutura de capital da empresa de cashback
O conselho de administração da Méliuz (CASH3) aprovou a incorporação da Alter, a corretora de criptomoedas adquirida pela companhia em julho do ano passado.
A Méliuz já detém praticamente 100% das ações da Alter, mas as empresas operam com estruturas societárias separadas. Os 0,33% remanescentes do capital social da corretora estão nas mãos de acionistas minoritários, que após a operação passarão a deter ações da empresa de cashback.
A incorporação deve, portanto, simplificar a estrutura de capital da Méliuz. A companhia vai emitir 8.183 novas ações em troca dos papéis da Alter, ao preço de R$ 86 mil. A operação ainda precisa ser aprovada em assembleia de acionistas.
A compra da Alter marcou a entrada da Méliuz no mundo das criptomoedas. A companhia pagou R$ 26 milhões pela corretora. Assim, a plataforma de cashback abriu a possibilidade de devolver parte do dinheiro das compras dos usuários em moedas digitais.
A área de serviços financeiros, inclusive, é uma das apostas da Méliuz para ampliar o negócio. A companhia já anunciou que terá uma conta digital gratuita, um novo cartão de crédito próprio e o investimento em bitcoin.
Com isso, os usuários poderão utilizar os serviços de compras e realizar operações financeiras no mesmo aplicativo. A plataforma encerrou o ano com 9,4 milhões de usuários ativos.
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O mercado, contudo, parece cético em relação aos planos da empresa. Isso porque as ações da Méliuz (CASH3) acumulam uma perda de quase 50% nos últimos 12 meses.
Com o aumento dos investimentos, as margens continuam comprimidas, então o retorno para acionistas não deve vir no curto prazo, acredita o banco. Entrada no segmento farmacêutico também deve ser gradual, com projeto piloto lançado ainda neste ano
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