Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
AUMENTO DE PARTICIPAÇÃO À VISTA?

Pão de Açúcar (PCAR3) derruba pílula veneno em meio à recuperação: os Coelho Diniz vão dar o bote?

A varejista aprovou a remoção da cláusula de poison pill, que obrigava investidores com mais de 25% do capital a fazer uma OPA. A medida é essencial para a recuperação extrajudicial e não deve antecipar, necessariamente, um aumento relevante de participação dos Coelho Diniz

Grupo Pão de Açúcar GPA PCAR3
Fachada de loja do Pão de Açúcar - Imagem: Jacques Lepine / Estadão Conteúdo

Em mais um passo na tentativa do Pão de Açúcar (PCAR3) de sair do buraco, os acionistas aprovaram a exclusão da cláusula de poison pill do estatuto social da empresa. Sem isso, investidores agora podem elevar a fatia na varejista acima de 25% do capital sem precisar fazer uma Oferta Pública de Aquisição (OPA).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em outras palavras: antes da alteração, qualquer investidor que avançasse acima desse limite teria que fazer uma oferta para comprar os papéis dos demais acionistas da companhia. O mecanismo é utilizado para dificultar tomadas de controle consideradas hostis e preservar a estrutura acionária das empresas. Com a aprovação da proposta, essa barreira deixa de existir no GPA.

Esse é um passo da recuperação extrajudicial do grupo. Como parte do processo, a rede de supermercados está propondo transformar parte das dívidas em participação na companhia no futuro. Segundo a varejista, cerca de R$ 1,13 bilhão das dívidas entrariam nessa estrutura por meio de debêntures conversíveis, títulos de dívida que podem ser transformados em papéis do PCAR3.

Para que essa etapa seja possível, é necessário remover a 'trava' imposta pela poison pill.

Na visão do mercado, os principais credores da companhia — especialmente bancos — dificilmente aceitariam converter suas dívidas em ações se isso automaticamente os obrigasse a lançar uma OPA para a empresa inteira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Cabe lembrar que a diluição potencial prevista no plano é bastante relevante. Dependendo do volume de conversão das debêntures em ações no futuro, alguns credores poderiam ultrapassar facilmente o limite de 25%.

Leia Também

DEIXANDO A B3

Trocar Randoncorp (RAPT4) por Frasle (FRAS3)? Entenda a OPA da controladora e o que muda para o seu bolso

REDES SOCIAIS

O Facebook quer ser o novo TiK Tok? Confira novas ferramentas de compra e de vídeos da rede de Mark Zuckerberg

É importante destacar que esses títulos de dívida ainda não foram sequer emitidos, mas fazem parte da proposta da RE. Ou seja, ainda dependem de homologação judicial, emissão efetiva e eventual decisão futura de conversão ao longo do cronograma previsto no plano.

Com a remoção, as ações da companhia avançam 14,19% na bolsa por volta das 16h30, negociadas a R$ 1,77.

É uma artimanha dos Coelho Diniz para aumentar fatia no Pão de Açúcar?

Parte do mercado associou a remoção da cláusula a uma tentativa de tomada de poder por parte dos Coelho Diniz, família que vem avançando sobre a varejista desde o ano passado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A ideia seria que, sem impedimentos, o clã mineiro poderia aumentar ainda mais a participação na companhia da qual já são acionistas majoritários.

No entanto, segundo um gestor com quem o Seu Dinheiro conversou, o movimento não necessariamente indica uma operação como essas.

Afinal, em março deste ano, os acionistas da varejista rejeitaram a exclusão da poison pill do estatuto social da companhia. Segundo o mapa de votação, os votos contrários seriam justamente da família controladora e de Silvio Tini, o outro acionista de peso do grupo.

"Se eles quisessem isso, já teriam feito em março mesmo. Minha leitura é que a remoção só faz sentido como uma condição para o prosseguimento do plano de recuperação extrajudicial. Nenhum banco vai querer participar do processo se a conversão de participação implicar em uma OPA", afirmou o gestor ao Seu Dinheiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Além disso, não parece haver incentivo para que os Coelho Diniz ou Silvio Tini permitam que um terceiro acumule mais de 25% da companhia fora do contexto da reestruturação e passe a ter uma influência comparável — ou até superior — à deles", afirma o gestor.

Segundo ele, um movimento desse tipo poderia desencadear uma disputa de poder, levando ambos os lados a aumentar sucessivamente suas participações para preservar suas posições relativas dentro da empresa”, acrescentou.

Mesmo assim, parte do mercado não descarta uma tomada de poder dos Coelho Diniz à medida que o processo avance.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Agência do Banco Bradesco (BBDC4) | Dividendos 30 de julho de 2026 - 18:46
Logo do Santander e gráfico de queda de ações 30 de julho de 2026 - 13:01
29 de julho de 2026 - 15:42
Diretor financeiro (CFO) do Santander Brasil (SANB11), Carlos Muñiz. 29 de julho de 2026 - 13:10
28 de julho de 2026 - 15:33
Carnes penduradas em frigorífico, com gráficos de cotações na bolsa. ID da foto:1820806605 28 de julho de 2026 - 12:47
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar