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A companhia aérea registrou um perda líquida de R$ 2,85 bilhões no segundo trimestre de 2022, revertendo resultado positivo de R$ 642,9 milhões registrado um ano antes
A Gol faz um pouso forçado na B3 nesta quinta-feira (28), após apresentar um prejuízo líquido de R$ 2,85 bilhões no segundo trimestre. As ações GOLL4 estão entre as maiores baixas do Ibovespa, mas, ainda assim, há quem diga que o investidor deve embarcar nesse voo.
A capacidade de repasse de preço e a gestão das taxas de ocupação explicam por que algumas casas de análise ainda enxergam um bom ponto de entrada para os papéis da Gol, mesmo que o céu não esteja de brigadeiro quando o assunto é resultado financeiro.
As ações GOLL4 fecharam em queda de 4,87%, cotadas a R$ 8,59. No mês, os papéis acumulam queda de cerca de 9% e no ano, baixa de 60%.
Quem acordou cedo hoje para fazer o check-in no mercado financeiro deu de cara com os números da Gol (GOLL4) entre abril e junho — e certamente ficou pensando nas turbulências da viagem.
Afinal, é difícil pensar em um voo tranquilo quando se sabe que a Gol registrou um prejuízo líquido de R$ 2,85 bilhões no período, revertendo resultado positivo de R$ 642,9 milhões registrado um ano antes.
No critério recorrente, no entanto, a companhia aérea apurou prejuízo líquido de R$ 620,8 milhões, reduzindo em 51,7% as perdas de um ano antes.
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Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente do trimestre alcançou R$ 439 milhões, ante resultado negativo de R$ 547,4 milhões no mesmo período de 2021.
Com isso, a margem Ebitda recorrente foi de 13,5% de abril a junho, ante margem negativa de 53,2% um ano antes.
A receita operacional líquida da Gol alcançou R$ 3,24 bilhões no segundo trimestre, ante R$ 1,02 bilhão no mesmo período de 2021.
O gráfico abaixo mostra a performance das ações da Gol nesta quinta-feira (28):

A Gol (GOLL4) revisou as projeções financeiras para 2022 diante dos aumentos consecutivos nos preços do querosene de aviação (QAV), bem como os movimentos de repasse em tarifas.
Para o ano, a companhia aérea projeta uma receita líquida total de R$ 15,4 bilhões, ante projeção anterior de R$ 13,7 bilhões.
No segmento de carga e outras receitas, a Gol elevou a projeção de receita líquida de R$ 800 milhões para R$ 1 bilhão no ano.
A empresa reduziu a projeção de taxa de ocupação média para o ano de 82% para 80%, enquanto a projeção de frota total média passou de 130 a 140 para 132 a 138 aeronaves no ano.
Para 2022, a Gol espera margem Ebitda de 20%, ante projeção anterior de 24%.
Para o Goldman Sachs, o ponto médio das novas projeções implica em uma receita líquida por assento-quilômetro ofertado (RASK) cerca de 31% acima dos níveis do segundo trimestre de 2019, período que antecedeu a pandemia.
“Saudamos a decisão da administração de reduzir o crescimento da capacidade para recuperar a lucratividade”, diz o banco.
O Goldman Sachs tem recomendação de compra para as ações da Gol, com preço-alvo de R$ 12,90 para 12 meses, o que representa um potencial de valorização de 43% em relação ao fechamento de quarta-feira (27).
Para o Citi, as preocupações sobre a liquidez da Gol são exageradas, baseadas na geração contínua de caixa da Smiles e nas operações amplas, juntamente com a recuperação gradual do mercado.
O banco diz ainda que a revisão da margem Ebitda de 24% para 20% pode levar a uma leve realização de lucros nas ações da empresa.
O Citi tem classificação de compra para as ações GOL — as ADRs da companhia aérea. Para esses papéis, cotados na bolsa de Nova York, o potencial de valorização é de 90% com relação ao fechamento de ontem. O banco não fez previsões para as ações GOLL4.
Mas a Eleven fez. A casa de análise recomenda a compra de GOLL4, com preço-alvo de R$ 18, o que representa um potencial de valorização de 99,3% em relação ao fechamento do dia anterior.
A indicação tem como base a recuperação da demanda do mercado aéreo brasileiro que, segundo a Eleven, ajudou a Gol a reportar receita líquida recorde desde o período da pandemia, mesmo com o segundo trimestre sazonalmente mais fraco.
Além disso, a casa de análise diz que a Gol demonstrou capacidade no repasse de preços e na gestão da taxa de ocupação.
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