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Depois de o BTG ter reiterado sua recomendação de compra para Cielo (CIEL3), o UBS eleva sua perspectiva para a ação
A Cielo protagoniza uma das maiores reações na bolsa brasileira em 2022. E a alta de mais de 100% nos últimos 12 meses talvez seja apenas o princípio de uma recuperação ainda mais vistosa para CIEL3. É o que sugerem os mais recentes relatórios de bancos e casas de análise que monitoram a empresa de meios de pagamento.
Na última sexta-feira, o BTG Pactual reiterou sua recente recomendação de compra para Cielo, com preço-alvo de R$ 7,00. Hoje foi a vez de o UBS atualizar suas projeções para CIEL3. A instituição financeira suíça elevou a recomendação para o papel de “neutra” para “compra”. Já o preço-alvo passou de R$ 4,50 para R$ 7,00 por CIEL3.
Trata-se de uma alta de pouco mais de 60% em relação ao preço de fechamento de CIEL3 na última sexta-feira (R$ 4,35). No fim da manhã desta segunda-feira, a ação da Cielo protagonizava a única alta dentro do índice Ibovespa.
A equipe de analistas do UBS identifica uma série de condições que justificam a revisão da recomendação para as ações da Cielo.
O principal argumento do UBS está na sequência de bons resultados trimestrais apresentados ao longo de 2022.
Os analistas do banco suíço também não veem a reação de CIEL3 no decorrer dos últimos 12 meses como um impeditivo.
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“Nós acreditamos que a recente queda (de 30% desde as máximas registradas em outubro) e os bons prospectos de crescimento proporcionam um ponto de entrada atraente para o papel”, escrevem os analistas Kaio Prato, Bruna Werneck e Leandro Leite em relatório distribuído hoje.
Além disso, CIEL3 a mediana das projeções do múltiplo de preço sobre lucro para o próximo ano é de 7,1. “Isto é 35% abaixo da média histórica”, prosseguem os analistas.
O UBS considera que a Cielo apresentou relevantes ganhos de eficiência no decorrer dos últimos trimestres e deve mantê-los no curto prazo.
Além disso, a companhia alcançou recentemente um ponto de inflexão em sua participação de mercado, mantendo a liderança no setor de meios de pagamento no Brasil.
O banco suíço vê espaço para uma crescente expansão dos lucros e das margens. Esse movimento deve ser potencializado pelo crescimento das receitas com as maquininhas de cartão de crédito e débito.
A perspectiva de deflagração de um ciclo de alívio monetário pelo Banco Central a partir do meio de 2023 também pode ser benéfico para a Cielo nos próximos meses, afirmam os analistas do UBS.
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