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O banco suíço passou o preço-alvo de R$ 3,20 para R$ 3,50, justificando o aumento com a liquidez sólida, melhorias na logística e diversificação de categorias
O ditado diz que depois da tempestade vem a bonança. E o Magazine Luiza (MGLU3) — assim como outras gigantes do varejo — esteve sob fortes chuvas e trovoadas nos últimos tempos. Mas, segundo o UBS BB, o sol está cada vez mais perto de brilhar para o Magalu.
O banco suíço elevou o preço-alvo para as ações MGLU3 de R$ 3,20 para R$ 3,50, o que representa um potencial de valorização de 25% em relação ao fechamento desta sexta-feira (09).
O UBS BB destaca a liquidez sólida para lidar com um ambiente macroeconômico mais difícil, além de melhorias na logística, na diversificação de categorias e lançamento de serviços que podem impulsionar o Magazine Luiza.
Por volta de 15h10, as ações MGLU3 subiam 0,35%, cotadas a R$ 2,85, mas perderam fôlego e acabaram fechando em queda de 1,41%, a R$ 2,80. No mês, os papéis acumulam perda de 36% e, no ano, baixa de 54%.
Apesar de todos os fatores positivos, o sol ainda não está brilhando no céu do Magazine Luiza. O UBS BB elevou o preço-alvo para MGLU3, mas manteve a recomendação neutra para os papéis .
Segundo o banco suíço, no curto prazo, o cenário permanece difícil, com alavancagem do consumidor e altas taxas de juros pesando sobre a demanda por itens de valor mais alto — o que deve provocar uma lucratividade mais modesta.
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Cerca de 97% da dívida do Magazine Luiza vence a partir de 2024, e os ativos mais líquidos cobrem mais de 90% do passivo circulante total.
Segundo o UBS BB, isso abre espaço para que o Magalu enfrente um ambiente ainda contracionista e financie o consumo sazonal de caixa durante o primeiro trimestre de 2023.
Além disso, o banco suíço espera que, com foco maior na lucratividade, as margens Ebitda do Magazine Luiza continuem a melhorar até 2023.
O UBS BB lembra ainda que o Magalu aumentou as taxas de participação, limitou a atividade promocional e reduziu algumas de suas operações online e em lojas físicas (B&M).
Em contrapartida, o banco lembra que o crescimento da receita ainda é fraco e não espera que tendências se revertam materialmente no curto prazo.
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