Cielo (CIEL3) fecha acordo com a Meta para viabilizar pagamentos entre usuários e empresas; dona do Facebook quer oferecer serviço no WhatsApp Business
Essa não é a primeira vez que as duas companhias se unem. A parceria começou em 2020, quando o ainda Facebook fez as primeiras tentativas de oferecer os pagamentos via WhatsApp no Brasil

Desde que passou a oferecer transferências bancárias entre pessoas físicas via WhatsApp, a Meta planeja estender os serviços às pessoas jurídicas. E uma nova parceria com a Cielo (CIEL3) deve viabilizar o próximo passo nos planos de expansão dos pagamentos no aplicativo mais utilizado pelos brasileiros.
A empresa de maquininhas anunciou na última sexta-feira (9) um acordo com a dona do Facebook para prestação de serviços de captura e processamento de transações entre pessoas físicas e estabelecimentos comerciais por meio do WhatsApp Business.
Mas a Cielo destaca que a efetiva disponibilização das operações da modalidade conhecida como peer-to-merchant (P2M) na plataforma é uma decisão "que cabe à Meta". Além disso, o serviço ainda está sujeito à realização de testes com usuários e estabelecimentos comerciais e aprovações regulatórias.
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Essa não é a primeira vez que as duas companhias se unem para oferecer soluções de pagamento. A parceria começou em 2020, quando o ainda Facebook fez as primeiras tentativas de viabilizar os pagamentos via WhatsApp no Brasil.
Na época, a iniciativa foi barrada pelo Banco Central por preocupações com a segurança dos usuários e a implementação da ferramenta teve de ser adiada para o ano passado.
A Cielo esclarece que, com ou sem êxito na nova empreitada, continuará prestando serviços para transferência de recursos entre pessoas físicas - conhecida peer-to-peer (P2P) - já disponível pelo WhatsApp.
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As maquininhas da Cielo (CIEL3) estão com tudo
Vale destacar que a Cielo (CIEL3) passou por poucas e boas nos últimos anos. Não faz muito tempo, a empresa de maquininhas estava afundando na bolsa — e inclusive tornou-se uma das ações com pior desempenho no Ibovespa.
Em 1º de dezembro do ano passado, os papéis chegaram a custar R$ 1,84 na B3 no pior momento da companhia — uma queda de aproximadamente 87,3% em relação ao preço da ação na abertura de capital (IPO, na sigla em inglês), de R$ 14,50. Mas, de tanto apanhar, a empresa reagiu.
Nos últimos 12 meses, os papéis acumulam valorização de 114%, mas o renascimento da ação veio realmente em 2022 — só neste ano, a alta foi de 140%.
A mudança foi tamanha que nem mesmo os analistas mais pessimistas sobre o papel conseguiram manter as antigas recomendações. Primeiro, foi a vez do BTG revisar as estimativas para a companhia. Depois, veio o JP Morgan.
O desempenho da Cielo (CIEL3) agora foi notado pelo Credit Suisse. Os analistas elevaram a recomendação das ações da empresa de maquininhas — e, para a casa de análise, você deveria incluir a ação no seu portfólio.
O Credit recomenda a compra de CIEL3 e fixou um preço-alvo de R$ 7,50 para os papéis, bem acima da análise anterior, com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 2,50.
A recomendação implica em um potencial de alta de 42,6% em relação ao fechamento dos papéis no último pregão, de R$ 5,26.
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