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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

BALANÇO

Alphabet (GOGL34), dona do Google, tem lucro 13,6% menor no segundo trimestre, mas consegue agradar investidores — saiba por quê

Resultado da empresa estava sendo aguardado com atenção porque oferece ao mercado uma visão de como consumidores e anunciantes estão respondendo a uma economia enfraquecida

Carolina Gama
26 de julho de 2022
17:13 - atualizado às 16:47
Logo do Google numa parede. A empresa é controlada pela Alphabet (GOGL34) e está entre as mais desejadas por trainees/trainee
Imagem: Divulgação/Google

Assim como um gol que pode definir um jogo, o resultado do segundo trimestre da Alphabet (GOGL34) estava sendo muito aguardado pelos investidores em todo mundo

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Afinal, o desempenho da dona do Google dará uma ideia de como consumidores e anunciantes estão reagindo a uma economia enfraquecida. 

Mais do que isso: a empresa também deu o pontapé das divulgações de balanços entre as grandes empresas de tecnologia, as chamadas big techs, junto com a Microsoft

Alphabet (GOGL34) marcou gol ou pisou na bola?

Entre abril e junho deste ano, a Alphabet (GOGL34) registrou lucro líquido de US$ 16 bilhões, o que representa uma queda de 13,62% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Já o lucro por ação baixou de US$ 1,36 para US$ 1,21 em base anual.

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A receita líquida, por sua vez, somou US$ 69,685 bilhões, o que representa uma alta de 12,61% em relação ao mesmo período do ano anterior. 

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Ao que parece, a Alphabet marcou um gol junto aos investidores. As ações da dona do Google encerraram o tempo regulamentar com queda de 2,32%, cotadas a US$ 105,02. Mas passaram a subir mais de 4% no after market, assim que os resultados foram apresentados.

Publicidade e nuvem jogaram na defesa?

Embora lucro e receita sempre joguem no ataque quando o assunto é saber da saúde financeira de uma empresa, os investidores estavam mais interessados em outras métricas da Alphabet (GOGL34): os anúncios e os serviços em nuvem — e ambos fizeram os investidores levantarem animados das arquibancadas.

No caso da publicidade, o Google obteve US$ 56,288 bilhões em receita no segundo trimestre, o que representa um aumento de 11,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. 

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Já o YouTube obteve US$ 7,34 bilhões em receita com publicidade, o que representa um aumento de 4,83% em relação ao período entre abril e junho do ano anterior.

No segmento em nuvem, uma das forças da Alphabet, a receita subiu 35,6% no segundo trimestre em base anual, para US$ 6,276 bilhões. 

Confira as projeções dos analistas para os resultados da Alphabet no segundo trimestre:

  • Lucro por ação: US$ 1,21 contra US$ 1,28 esperado, de acordo com a Refinitiv
  • Receita: US$ 69,685 bilhões contra US$ 69,9 bilhões esperados, de acordo com a Refinitiv
  • Receita de publicidade do YouTube: US$ 7,34 bilhões contra US$ 7,52 bilhões esperados, de acordo com StreetAccount
  • Receita do Google Cloud: US$ 6,276 bilhões contra US$ 6,41 bilhões esperados, de acordo com a StreetAccount.
  • Custos de aquisição de tráfego (TAC): US$ 12,21 bilhões contra US$ 12,41 bilhões esperados, de acordo com StreetAccount

Veja também: É hora de investir em ações do exterior ou em BDRs?

As ações da Alphabet (GOGL34) ainda estão em campo

As ações da Alphabet caíram quase 26% este ano em Nova York — incluindo uma perda na semana passada, depois que a Snap sinalizou que problemas econômicos estariam restringindo os negócios de publicidade do aplicativo de mídia social Snapchat. 

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Apesar da escorregada, muitos analistas veem os papéis da dona do Google como os mais resistentes a uma eventual recessão econômica. 

Um dos motivos para isso é que a Alphabet não foi afetada tanto quanto outras empresas de internet dependentes de anúncios via Apple (AAPL34) — 0,96% do movimento da Apple restringiu o rastreamento de publicidade na plataforma. 

Além disso, a dona Google também recebe uma forcinha do segmento em nuvem, que aparenta ser mais resiliente devido ao modelo de software como serviço (SaaS) e às eficiências de custo que as ofertas apresentam aos clientes corporativos.

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