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Papéis serão agrupados na proporção de 30 para 1, e acionistas terão prazo para ajustar suas posições
Com ações negociadas abaixo de R$ 1 desde o fim de outubro, o IRB (IRBR3) seguiu as ordens da B3 e tomou medidas para deixar de ter penny stocks: seus acionistas aprovaram, em assembleia extraordinária realizada ontem (22), o grupamento dos quase 2,5 bilhões de ações da companhia na proporção de 30 para 1.
Isso significa que os papéis, que fecharam o pregão da última quinta-feira cotados a R$ 0,95, serão reunidos em lotes de 30 e agrupados, de modo que cada ação passe a ter um valor nominal superior a R$ 1, o mínimo aceito pela operadora da bolsa de valores.
Não haverá alteração do capital social, que se manterá no valor de R$ 5.453.080.000. A única diferença é que ele passará a ser dividido entre uma quantidade menor de ações - mais precisamente, 82.263.011 ações ordinárias e uma ação preferencial de classe especial de titularidade da União (golden share).
Quando o grupamento foi anunciado, as ações do IRB sofreram na bolsa, mostrando uma reação negativa dos investidores.
Embora se tratem apenas de eventos societários, sem efeitos sobre os fundamentos da empresa, grupamentos reduzem a quantidade de ações em circulação, podendo diminuir também a liquidez - o que, no caso de uma empresa que já passa por dificuldades, como é o caso do IRB, não é exatamente bem-vindo, pois pode ficar mais difícil vender o papel.
Em aviso aos acionistas, o IRB explicou que o grupamento só será efetivado após o prazo de 30 dias após a sua aprovação, ocorrida em 22 de dezembro, a fim de que os acionistas tenham tempo de ajustar as suas posições acionárias em lotes múltiplos de 30 ações IRBR3. O prazo, portanto, se encerra ao final do pregão do dia 24 de janeiro de 2023.
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"Os ajustes na posição acionária serão realizados pelos próprios acionistas, a seu livre e exclusivo critério, por meio de negociações voluntárias, conforme entenderem adequado. Uma vez transcorrido o prazo mencionado, o grupamento de ações produzirá efeitos automaticamente, sem a necessidade de qualquer formalidade adicional", explica o comunicado.
Serão consideradas para fins de grupamento as posições acionárias detidas pelos investidores ao final do pregão de 24 de janeiro de 2023, sendo que, a partir do dia 25, os papéis já passam a ser negociados agrupados.
Frações de ações eventualmente existentes serão identificadas, agrupadas em números inteiros e vendidas pela companhia em leilão a ser realizado na B3 em data ainda a ser estabelecida. O resultado líquido do leilão será rateado entre os titulares das frações agrupadas, na proporção das respectivas frações.
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