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Moscou sente o impacto das medidas restritivas por conta da invasão da Ucrânia, mas ainda consegue manter a principal fonte de receita para financiar as tropas; entenda como
A relação entre EUA e Rússia virou quase uma perseguição de gato e rato: com a guerra na Ucrânia, os norte-americanos e aliados impuseram uma enxurrada de retaliações contra Vladimir Putin, que segue buscando brechas para escapar.
E, ao que tudo indica, o líder russo vai encerrar o ano sem cair na ratoeira do Ocidente. Dados da Bloomberg Economics mostram que Moscou pode arrecadar US$ 800 milhões por dia com as receitas da venda de gás e petróleo este ano.
No total, isso pode levar as vendas combinadas da Rússia para US$ 285 bilhões em 2022 — um ganho potencial de 20% em relação a 2021.
Esse adicional está sendo forjado pela disparada dos preços do petróleo e do gás neste ano, já que as sanções, de fato, comprometeram o nível de oferta da Rússia.
Mas não é só a disparada de preços que dão aquela forcinha para Putin. Países como China e Índia estão entrando como compradores e abocanhando o petróleo russo com desconto.
Vários analistas estão prevendo que os preços do petróleo subirão para US$ 140 o barril a partir de setembro, quando começa a temporada de verão nos EUA.
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Tanto o petróleo WTI, a referência para o mercado norte-americano, como o Brent, usado como referência internacional, já subiram mais de 60% neste ano por conta da invasão da Ucrânia.
Do lado da oferta, a produção de petróleo da Rússia em maio totalizou 43,1 milhões de toneladas e uma média de 10,2 milhões de barris por dia (bpd), de acordo com o jornal russo Vedomosti, citando uma da indústria.
Esse nível de oferta marca um aumento de 5% em relação aos 10 milhões de bpd extraídos em abril, quando a Rússia viu uma das quedas mais acentuadas desde o colapso da União Soviética.
Os dados da Vedomosti mostraram a produção russa em 11 milhões de bpd em março e 11,1 milhões de bpd em fevereiro.
Em termos anuais, a produção da Rússia em maio de 2022 caiu 2,5% em relação a maio de 2021.
Até agora este ano, a produção de petróleo da Rússia totalizou 219,9 milhões de toneladas entre janeiro e maio, um aumento de 3,5% em relação ao mesmo período do ano passado.
O Ministério das Finanças da Rússia prevê um declínio de 17% na produção de petróleo este ano, com uma média de 9,13 milhões de bpd, a mínima em 18 anos.
Os EUA querem que Putin caia na ratoeira das sanções, mas não a qualquer custo. Para isso, o país está trabalhando com a Europa para encontrar uma maneira de limitar a receita da Rússia com as vendas de petróleo.
Ao mesmo tempo, não querem que nenhum movimento estimule um aumento nos preços do petróleo que possa terminar em recessão, segundo a secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen.
"Acho que o que queremos fazer é manter o petróleo russo fluindo para o mercado global para conter os preços globais e tentar evitar um pico que cause uma recessão mundial", afirmou ela.
Existem diferentes maneiras de os EUA e a UE conseguirem isso, segundo Yellen. Mas a secretária norte-americana acrescentou que a ideia de os aliados se unirem como um bloco de compras, com um teto no preço que estão dispostos a pagar, é uma "estratégia desejável".
A UE e os EUA impuseram sanções à Rússia em resposta à guerra na Ucrânia, e o bloco europeu prometeu cortar 90% das importações de petróleo do país até o final deste ano.
Para entender as projeções para este ano, o Seu Dinheiro conversou com a analistas da EQI Research e da Empiricus Research, além de gestores de fundos imobiliários da Daycoval Asset e da TRX
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