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Pagamento será efetuado no final do mês e será correspondente aos acionistas que constarem na base do Inter no dia 10 de março
O Banco Inter (BIDI11) anunciou nesta segunda-feira (7) que vai pagar juros sobre o capital próprio aos seus acionistas no valor total de R$ 38 milhões. Isso equivale, portanto, a R$ 0,014779293 por ação ordinária e preferencial e a R$ 0,044337879 por Unit.
O pagamento ocorrerá dia 21/03 e será correspondente aos acionistas do Inter que constarem na base acionária no dia 10/03. A partir de 11/03, as ações de emissão do Inter serão negociadas “ex” estes juros sobre capital próprio.
Lembrando que o pagamento estará sujeito à incidência de 15% de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), exceto para os acionistas comprovadamente imunes ou isentos.
A ampla maioria dos especialistas que cobrem a ação do Banco Inter segue recomendando compra para o papel, segundo o Consenso de Mercado da Refinitiv. Alguns, aliás, veem potencial estrondoso de valorização.
O BTG Pactual, por exemplo, estipulou R$ 65 como preço-alvo da ação, ou seja, um potencial de 247% de valorização em relação ao fechamento de sexta-feira (4).
Esse otimismo com o Inter se mantém mesmo após o banco reportar queda de 67,1% no lucro líquido contábil no quarto trimestre de 2021, a R$ 6,4 milhões. Ao mesmo tempo, o lucro líquido ajustado teve ligeiro aumento de 4,2% em relação ao quarto trimestre de 2020, somando R$ 20,2 milhões.
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"À medida que o engajamento aumenta e as novas frentes ganham força, impulsionando o ARPU [receita média por cliente] nos próximos trimestres, esperamos que a rentabilidade cresça, principalmente a partir de 2023", escreveram os analistas do BTG em relatório publicado em fevereiro.
Hoje o preço da ação do Inter se encontra bem longe das máximas observadas em meados de 2021, quando o papel valia mais de R$ 80. Na última sexta-feira (4), a ação fechou a R$ 18,75.
Há uma série de fatores que explicam tamanha desvalorização. O cenário atual de juros mais altos costuma ser negativo para cases de empresas que crescem com baixa lucratividade.
Além disso, em dezembro do ano passado os planos do Inter de deixar a B3 e listar as ações nos EUA foram frustrados. Acionistas foram consultados sobre se aceitavam trocar suas ações por recibos de ações (BDRs) ou se preferiam receber o valor correspondente em dinheiro. Mais de 10% da base preferiu a segunda opção.
O Inter tinha a prerrogativa de prosseguir com a operação mesmo desembolsando uma soma superior, mas o conselho de administração optou por não exercê-la.
No comecinho de 2022, o Inter aprovou um programa de recompra de ações de até 4 milhões de ações ordinárias e até 8 milhões de ações preferenciais. O programa está previsto para acontecer até 2 de julho.
Analistas avaliaram que a decisão teria efeito positivo, mas aconteceu justamente o contrário e as ações fecharam em queda no dia do anúncio.
Ainda em janeiro de 2022, o "Monstro do Leblon", Flávio Gondim, da gestora carioca Ponta Sul, reduziu sua participação no Inter de 12% para 3,94%. O corte foi feito em dois leilões, que, somados, giraram mais de R$ 1,4 bilhão. A redução foi feita para tentar estancar as perdas de um mercado em baixa. Nesse meio tempo, no entanto, as ações prosseguiram em queda.
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