Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Troca de comando na Petrobras (PETR4) gera incômodo e derruba os papéis, mas mercado não acredita em ‘canetada’ do governo para reduzir preços

Para analistas consultados pelo Seu Dinheiro, a volatilidade gerada é desnecessária e atrapalha, mas pode ser difícil para o governo Bolsonaro mudar a política de preços da noite para o dia

dividendos petrobras petr4
Imagem: Adobe Stock/Shutterstock/Montagem Giovanna Figueredo

No Brasil, a cultura futebolística está em toda parte – no senso de patriotismo, no vocabulário da população, na incorporação dos jogos ao calendário oficial e, aparentemente, até na forma como o governo federal encontrou para conduzir as estatais, em especial, a Petrobras (PETR4). 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim como nos principais times brasileiros, a rotatividade no comando máximo da petroleira é bastante elevada e, para tentar acalmar a torcida, o último ocupante do cargo não durou mais do que dois meses. 

Na noite de ontem, o Ministério de Minas e Energia (MME) anunciou a demissão de  Mauro Ferreira Coelho do cargo de CEO da estatal e indicou um desconhecido do mercado para o cargo –  Caio Mario Paes de Andrade, chefe da Secretaria Especial de Desburocratização e membro do conselho de administração da EMBRAPA e da Pré-Sal Petróleo (PPSA). 

Se eleito pelo conselho – e existem dúvidas que colocam sua nomeação em risco –, Paes de Andrade será o terceiro presidente a ocupar a cadeira em 2022. 

Mudanças no comando de uma estatal sempre são delicadas, principalmente quando os interesses do controlador esbarram com os dos acionistas minoritários da companhia, o que leva a uma reação negativa do mercado. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Hoje, as ações de PETR3 e PETR4, negociadas na B3, operaram em forte queda. Por volta das 12h45, o recuo era de 4,12% e 4,76%, respectivamente. Uma perda de R$ 22 bilhões em valor de mercado em apenas algumas horas. 

Leia Também

ESTRATÉGIA DE INVESTIMENTO

Dividendos na conta ou na cota? Novo ETF de ‘vacas leiteiras’ do Ibovespa reinveste proventos para ‘engordar o rebanho’

VAI PINGAR NA CONTA?

TRX Real Estate (TRXF11) coloca no radar dividendo extraordinário de até R$ 1,80 por cota

Uma queda dessa magnitude incomoda, mas mostra que o mercado já se encontra um pouco menos sensibilizado com as trocas de comando constantes promovidas pelo governo de Jair Bolsonaro. 

Prova disso é que as ações PETR3 acabaram fechando o dia com baixa menor, de 2,85%, a R$ 34,40, enquanto PETR4 recuou 2,92%, a R$ 31,60.

Quando Roberto Castello Branco foi o primeiro presidente da estatal a ser demitido pela gestão Bolsonaro, em fevereiro de 2021, os papéis da companhia recuaram cerca de 20%. Por que tamanha diferença nas reações?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Petrobras (PETR4) e o mercado

De lá pra cá, os investidores chegaram a algumas conclusões importantes – embora o governo seja o acionista controlador da Petrobras (PETR4), existem entraves legais para impedir (ou dificultar) a indicação de nomes de profissionais sem experiência no setor,  e uma mudança na política de preços da companhia não é tão simples quanto uma canetada. 

Para os analistas do Morgan Stanley, o governo manda uma mensagem importante para a população em ano eleitoral – a de que está preocupado e buscando alternativas para resolver a forte inflação que atinge o preço de combustíveis e alimentos –, mas nada além disso, já que é difícil imaginar o que pode ser feito de diferente. 

A volatilidade desnecessária causada pelo governo, no entanto, incomoda, assim como a falta de estabilidade na gestão para dar sequência aos planos de longo prazo da companhia.

Eduardo Cubas, sócio e head de alocação da Manchester Investimentos, avalia que a troca de comando tão recorrente machuca muito qualquer plano de crescimento, um fator muito visado por investidores que possam vir a escolher a Petrobras como uma opção para se ter na carteira.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na opinião de quase todos os analistas, o mais indicado é a exposição do seu portfólio a outros players do setor – como a PRIO (PRIO3), a antiga PetroRio –, mas é inquestionável que as ações da estatal estão baratas diante dos resultados que vêm sendo apresentados e o balanço robusto. 

As dificuldades seguem escoradas na sinalização de que o governo não deve desistir de mudanças até conseguir o que quer. Para Victor Benndorf, da Benndorf Consultoria, a atual gestão só não vai além nas mudanças porque não possui capital político para isso, mas uma possível eleição de Lula pode mudar o quadro. 

Uma chegada incerta

A indicação de uma mudança tão drástica é preocupante, mas o mercado tem lá suas dúvidas sobre as chances de Caio Mario Paes de Andrade assumir, de fato, a presidência da companhia. 

Há dois meses, Adriano Pires e Rodolfo Landim desistiram de suas indicações para o conselho de administração da Petrobras (PETR4) após constatarem impeditivos para assumirem os cargos — e o mesmo pode ocorrer agora. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Paes de Andrade não tem a experiência mínima no setor de óleo e gás exigida pela Lei das Estatais ou na diretoria de empresas do porte da Petrobras. 

Além disso, a queda de Mauro Ferreira Coelho exigirá que um novo conselho de administração seja eleito. Ou seja: ainda que o nome de Andrade seja aceito, mudanças não devem acontecer da noite para o dia. 

“Não dá para mudar a política de preços na base da canetada. O Conselho tem que decidir. Dos 11 membros, seis são representantes do governo, mas não vai acontecer tão rápido. Devemos ver uma maior defasagem nos reajustes de preço enquanto isso” - Fred Nobre, líder de análise da Warren Investimentos

O espaço para manobra

Os analistas do Itaú BBA apontam, no entanto, que existe um espaço para que ajustes sejam feitos. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Historicamente, a Petrobras já tem feito reajustes mais espaçados e menores do que o mercado considera saudável para manter a paridade internacional com o barril de petróleo. Com isso, o recuo recente do valor do diesel e da gasolina no mercado internacional podem ser utilizados como justificativa da nova gestão para um corte – ainda que não exista uma margem real para essa redução. 

*Colaboraram com essa matéria Victor Benndorf, da Benndorf Consultoria, Fred Nobre, da Warren Investimentos e Rodrigo Boselli é gestor e sócio da 3R Investimentos

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Imagem criada por IA traz a bandeira do Brasil de fundo e um gráfico de ações em alta 2 de junho de 2026 - 14:27
Montagem do touro dourado encarando urso dourado na frente da B3 | Ibovespa 1 de junho de 2026 - 18:08
1 de junho de 2026 - 10:54
28 de maio de 2026 - 6:30
27 de maio de 2026 - 13:50
Shopping Pátio Maceió 27 de maio de 2026 - 11:28
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar