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Com as primeiras imagens de ataques da Rússia à Ucrânia, as bolsas globais caem forte e o petróleo avança, reagindo à escalada nas tensões
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, autorizou uma 'ação militar especial' do exército russo na região leste da Ucrânia — um ato que, na prática, implica numa declaração de guerra ao país vizinho. Como resultado da ofensiva, os mercados financeiros globais reagem com enorme prudência: as bolsas e índices futuros têm quedas firmes, e o petróleo Brent ultrapassa o patamar dos US$ 100 o barril.
Segundo agências internacionais de notícias, já há relatos de explosões em território ucraniano, incluindo na capital, Kiev. A ordem explicita de Putin ao exército ocorre após semanas de tensões crescentes na fronteira entre os países; há poucos dias, o presidente russo disse apoiar os grupos separatistas da Ucrânia, reconhecendo a independência das regiões de Donetsk e Luhansk.
Com o início do ataque russo, os mercados acionários da Ásia aprofundaram as perdas. Por volta de 1h00, a bolsa do Japão recuava 2,2%, enquanto o índice Shenzhen, da China, tinha queda de 1,5%. As sessões na Coréia do Sul, em Taiwan, em Hong Kong e na Austrália também têm baixas firmes, próximas a 2%.
As bolsas europeias e americanas ainda estão fechadas, mas os índices futuros indicam que a tendência de queda se estenderá pelos mercados ocidentais: os futuros da Alemanha e do Reino Unido recuam quase 3% nesta madrugada, mesmo comportamento visto no Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq.
Entre as commodities, destaque para o petróleo — a Rússia é um dos grandes produtores globais e há o temor de que um conflito militar no leste europeu possa limitar a oferta do produto. O barril do petróleo Brent chegou a romper a barreira dos US$ 100 no início da madrugada; agora, opera em alta de 3,90%, a US$ 97,71. O WTI sobe 4,21%, a US$ 97.
O ouro, tradicional ativo de segurança, é outro que sobe forte em resposta à ação militar russa, avançando 2% no momento.
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Aliás, vale destacar que não é só de notícia ruim que o noticiário econômico está vivendo. Contamos abaixo, no nosso perfil do Instagram, o que tem levado o dólar a cair 10% neste ano e voltar a ser negociado abaixo de R$ 5 pela primeira vez desde junho de 2021.
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*Com agências internacionais
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