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Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

MERCADOS HOJE

Bolsas no exterior operam em alta com balanços melhores que o esperado; feriado no Brasil mantém mercados fechados

Investidores também digerem inflação na zona do euro e número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
21 de abril de 2022
11:54 - atualizado às 13:04
Selo de mercados que mostra um Touro e indica a alta do Ibovespa
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

As bolsas americanas abriram em alta nesta quinta-feira (21), impulsionadas por balanços corporativos melhores que o esperado divulgados nesta manhã, antes da abertura dos negócios.

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Pouco depois de meio-dia (horário de Brasília), porém, os índices de Nova York passaram a perder força, e o Nasdaq virou para o negativo. Por volta das 13h, o Dow Jones subia 0,25%, o S&P 500 operava perto da estabilidade, e o Nasdaq perdia 0,33%.

Os mercados brasileiros permanecem fechados hoje em razão do feriado de Tiradentes, mas reabrem amanhã.

Na Europa, as bolsas também seguiram uma toada em geral positiva, com o índice pan-europeu Stoxx 600 fechando em alta de 0,32%.

Por lá, balanços corporativos melhores que o esperado também impulsionaram as ações. O continente ainda teve que digerir dados de inflação elevados, atento aos desdobramentos da guerra da Ucrânia.

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Na Ásia, as bolsas fecharam sem sinal único, com fortes perdas na China, onde o novo surto de covid-19 paralisou negócios e motivou novas medidas de restrição à circulação de pessoas. Investidores estão preocupados com a relutância do gigante asiático em adotar medidas de estímulos mais agressivas.

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Inflação na Europa bate recorde, mas fica abaixo da prévia

O CPI da zona do euro, índice de preços ao consumidor, bateu a máxima histórica de 7,4% em março, superando o recorde anterior de 5,9% em fevereiro.

Mesmo assim, ficou abaixo da leitura preliminar e da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que era de 7,5%. O avanço mensal e a alta do núcleo da inflação também vieram abaixo das estimativas.

A inflação elevada intensifica as pressões sobre o Banco Central Europeu (BCE) para elevar as taxas de juros. A meta de inflação da zona do euro é de 2%.

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Número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA recua

Nos Estados Unidos, o número de pedidos de auxílio-desemprego caiu 2 mil na semana, para 184 mil, mas ainda ficou acima da estimativa dos analistas consultados pelo The Wall Street journal, de 182 mil.

Balanços animam bolsas no exterior

A AT&T teve lucro líquido de US$ 5,16 bilhões no primeiro trimestre de 2022, uma queda de 35% ante o mesmo período do ano passado. Porém, o lucro líquido ajustado por ação ficou em US$ 0,77, bem acima da projeção de US$ 0,62 de analistas consultados pela FactSet, o que impulsionou a ação. Há pouco, subia 3,63%.

Já a American Airlines teve um prejuízo líquido de US$ 1,64 bilhão, superando a perda de US$ 1,25 bilhão de igual período do ano passado. Porém, o prejuízo ajustado por ação veio em US$ 2,32, menor do que a perda ajustada de US$ 2,39 por ação prevista pelos analistas consultados pela FactSet.

Além disso, a receita da empresa deu um salto anual de 122% no trimestre, a US$ 8,9 bilhões, superando levemente o consenso da FactSet, de US$ 8,79 bilhões. Há pouco, a ação da aérea subia 5,17%.

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Já a Tesla permanece em alta após os números fortes divulgados ontem. Há pouco, os papéis da montadora de carros elétricos do bilionário Elon Musk avançavam 6,56%.

Na Europa, Nestlé, Akzo Nobel e Saipem apresentaram números melhores que o esperado e viram suas ações subirem. Já a Anglo American sofreu um tombo de 8,83% em suas ações após a divulgação de números operacionais fracos.

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