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O gestor Felipe Guerra, sócio fundador da Legacy Capital, participou do episódio #23 do podcast Market Makers

Há muitos gestores reforçando o discurso de que a bolsa brasileira está barata, alguns recomendando, inclusive, empresas que representam oportunidades únicas aos preços atuais. Mas, enquanto uns vão às compras, outros estão apostando que a situação ainda vai se deteriorar mais um pouco. É o caso de Felipe Guerra, da Legacy Capital.
No episódio #23 do Market Makers, o sócio fundador da gestora com mais de R$ 28 bilhões sob gestão traçou um panorama pessimista para os ativos de risco no mundo todo e revelou que está vendido em bolsa brasileira e estrangeira.
O programa foi gravado no dia 1º de dezembro no evento de fim de ano da Comunidade Market Makers, que conectou os assinantes a gestores que já participaram do podcast. Ouça na íntegra no Spotify:
Durante a conversa com os apresentadores Thiago Salomão e Renato Santiago, Guerra deixou claro que uma de suas principais preocupações é com o direcionamento dos bancos centrais em todo o mundo para lidar com a inflação generalizada.
“Ao manter os juros reais altos e o crescimento baixo, teremos uma dinâmica muito ruim das dívidas, que vão crescer numa velocidade assustadoramente rápida”, explicou.
Assim, a tendência nesse momento, segundo Guerra, seria tolerar um pouco mais a inflação para que ela consuma um pouco do crescimento dessa dívida.
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“Então é uma situação ruim para os ativos de risco nesse momento. Por isso, a gente está muito preocupado com o que vem pela frente”, disse.
Com a posição vendida em bolsa, Guerra explicou que também está mais predisposto a aplicar nos juros nos Estados Unidos, isto é, a apostar na queda das taxas por lá.
De acordo com o gestor, seria uma mudança em relação ao que a Legacy estava fazendo até a semana passada, com posição tomada.
Isto porque, segundo Guerra, “não tem muito jogo” em relação a qual será a taxa terminal do Federal Reserve, o banco central americano. Com os juros americanos hoje na faixa entre 3.75% e 4%, ele vê espaço para que eles subam até o patamar de 5%.
Para ele, a situação é diferente da Europa, onde estão mais inclinados a tomar os juros, ou seja, apostar na alta das taxas.
Confira mais detalhes das estratégias da Legacy no episódio:
PEDIDO ENTREGUE
TEMPORADA DE BALANÇOS
DISPUTA PELO CAPITAL GLOBAL
MEXENDO NO PORTFÓLIO
CASTIGO DO MONSTRO
SURPRESA NEGATIVA
MERCADOS
TEMPORADA DE BALANÇOS
ALÍVIO PASSAGEIRO?
TEMPORADA DE BALANÇOS
EM EXPANSÃO
REABERTURA DE JANELA?
TEMPORADA DE BALANÇOS
CARTEIRA RECOMENDADA
BANCANDO O PREÇO DE CRESCER
DECEPCIONOU?
RESULTADOS TRIMESTRAIS
ENGORDANDO A CARTEIRA
CLIMA BAIXO ASTRAL
FIM DA SECA DE IPOS