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Na avaliação do banco americano, as ações da Localiza (RENT3) merecem um preço-alvo de R$ 65 até o fim deste ano
O banco JP Morgan revisou suas estimativas para os papéis da Localiza (RENT3), aumentando o preço-alvo de R$ 60 para R$ 65 até o fim do ano — a recomendação permanece neutra. Isso representa uma alta de 23,5% se considerado o fechamento de ontem, com as ações cotadas a R$ 52,72.
A revisão acontece após a aprovação da fusão com a Unidas (LCAM3), a principal concorrente da Localiza no segmento de aluguel de carros. O banco atenta para as vantagens de mercado do conglomerado, que conta com uma frota de quase 450 mil carros, e sua capacidade de crescimento, dada a alta fragmentação do setor.
A posição de liderança a partir da junção dos negócios das duas empresas, além do momento operacional e financeiro sólido, também são motivos que justificam a visão mais construtiva do JP Morgan para os papéis RENT3.

Na avaliação do banco, considerando as potenciais sinergias da fusão a partir de 2024, a Localiza pode ter um lucro de aproximadamente R$ 400 milhões graças à nova dimensão do negócio.
"Apesar do ambiente macro desafiador e das preocupações globais, continuamos otimistas com o setor em termos relativos, pois acreditamos que a alta fragmentação do mercado e a previsibilidade de lucros devem sustentar um bom momento operacional nos próximos trimestres", diz o relatório.
O documento ainda ainda cita um menor custo de captação, maior escala e melhores condições de compra/venda de carros entre as principais vantagens da Localiza no mercado.
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Apesar da elevação no preço-alvo das ações da Localiza (RENT3), os analistas do banco ainda mostram-se mais favoráveis aos papéis da Movida (MOVI3), cuja recomendação segue acima da média do mercado (overweight) por causa de seu valuation mais descontado.
Enquanto os papéis da Localiza são negociados com um múltiplo preço/lucro de 17 vezes, a Movida é negociada a 4 vezes — em tese, quando menor o indicador, mais atrativas são as ações em termos de patamar de cotações.
Entre os desafios existentes no mercado, o relatório aponta a alta de juros e a inflação global como os principais desafios para as locadoras de veículos como um todo, uma vez que esse processo deixará os preços dos carros mais altos e também deve causar aumento nas tarifas.
Assim, diante do menor acesso da população, é provável que a Localiza (RENT3) sinta impacto no crescimento de volume de aluguel — e, assim, o JP Morgan prefere trabalhar com números mais modestos nesse caso.
A falta de semicondutores no mercado e o impacto disso na produção de novos carros também surge como um dos desafios para a companhia. O banco reforça o fato de que a indústria contava com a normalização da produção ainda neste ano, mas isso não aconteceu — e há indícios de que a fabricação continuará abaixo do normal por mais algum tempo.
"Nesse ambiente, não ficaríamos surpresos se a Localiza – e todo o setor de locação – passasse por um ciclo de crescimento de receita menos agressivo para os segmentos de locação", escrevem os analistas.
Desde segunda-feira (4) as ações da Localiza (RENT3) que serão emitidas aos acionistas da Unidas já estão em negociação. A relação de troca é de 0,43884446 ações ordinárias da Localiza (RENT3) para cada ação ordinária de emissão da Unidas.
O crédito efetivo das novas ações nas contas custódia dos acionistas da Unidas será feita na quarta-feira (6).
O acordo de voto entre as duas empresas tem vigência de seis anos, com 22,69% do capital da Localiza (RENT3), sendo 16,21% detidos pelo bloco composto pelos quatro acionistas fundadores da empresa e 6,48% detidos pelo bloco formado pelos acionistas fundadores da Unidas.
O principal índice de ações da B3 encerrou o dia em alta de 2,01%, a 192.201,16 pontos. O dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1029, com queda de 1,01%, enquanto os futuros do petróleo tiveram as maiores quedas percentuais desde a pandemia
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