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Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Fim de um ciclo

Itaú tira Eletrobras (ELET6) da sua carteira recomendada top 5 e coloca outra elétrica no lugar – saiba qual

Segundo os analistas do banco, após a privatização, ex-estatal tem menos gatilhos de valorização no curto prazo

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
13 de dezembro de 2022
15:19 - atualizado às 18:26
Usina Eletrobras | Neonergia
Usina da Eletrobras. Imagem: Divulgação/Eletrobras

Depois de fazer parte da carteira recomendada do Itaú BBA por um "tempo consideravelmente mais longo do que a média", a Eletrobras (ELET3; ELET6) finalmente deixou a seleção Top 5 do banco nesta terça-feira (13). Agora, a ação da ex-estatal dá lugar a outra representante do setor elétrico: a Equatorial (EQTL3).

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Em relatório, os analistas Victor Natal e Paulo Folha explicam que ficaram confortáveis em aguardar o desenvolvimento da tese da privatização da Eletrobras, representada na carteira recomendada do banco pelos seus papéis preferenciais ELET6; no entanto, com a conclusão da desestatização, há agora menos gatilhos de valorização à frente.

"(...) acreditamos que o mercado deva começar a prestar mais atenção aos fundamentos econômico-financeiros da companhia, tentando identificar, nos resultados trimestrais, os indícios de eficiência adicionada à operação pela iniciativa privada", dizem os analistas, que acrescentam que o próximo gatilho de curto prazo deve aparecer apenas em março de 2023, com a divulgação dos resultados do quatro trimestre deste ano.

Hoje, as ações ELET6 recuam 0,98%, enquanto ELET3 caiu 0,12% e EQTL3 baixou 1,29%.

Veja a nossa cobertura completa de mercados.

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Sai Eletrobras (ELET6), entra Equatorial (EQTL3)

A Equatorial, por sua vez, é "uma companhia de execução primorosa, com gatilhos positivos à frente, devido a potenciais fusões e aquisições, e que, além disso, negocia a um valor muito atrativo", dizem Natal e Folha, que veem um preço justo de R$ 37,10 para a ação, um potencial de alta de 40,9%.

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Segundo os analistas, EQTL3 negocia a uma taxa interna de retorno (TIR) próxima a 11,7%, bem superior à TIR de 6% vista nos títulos do governo brasileiro atrelados ao IPCA (NTN-B), parâmetro de comparação na renda fixa conservadora para ativos de risco que protegem contra a inflação, como as ações de elétricas.

A Equatorial é um grupo focado em distribuição de energia, que atende cerca de 10 milhões de clientes nos estados do Maranhão, Pará, Piauí, Alagoas, Rio Grande do Sul e Amapá. A empresa também atua nos segmentos de transmissão, energia renovável, saneamento e telecomunicações.

"A companhia, que tem expertise na revitalização (turn around) de distribuidoras complexas, tem conseguido manter um elevado nível de eficiência nas operações maduras e entregar melhorias operacionais nos ativos incorporados", diz o relatório do Itaú.

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Os analistas lembram ainda que, recentemente, a Equatorial adquiriu a Celg (Enel Goiás), "em linha com sua estratégia de crescimento em ativos de distribuição e com muito espaço para melhorias operacionais - o que pode trazer mais valorização para a ação", concluem.

Como fica a carteira Itaú Top 5 agora

AçãoCódigoPreço-alvoPotencial de alta
PRIO (ex-PetroRio)PRIO3R$ 45,10+31,9%
SabespSBSP3R$ 74,90+38,2%
BB SeguridadeBBSE3R$ 37+18,7%
SuzanoSUZB3R$ 70+27,8%
EquatorialEQTL3R$ 37,10+40,9%
Fonte: Itaú BBA

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