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MERCADOS AGORA

Bolsa agora: Lula confirma Aloizio Mercadante como presidente do BNDES e Ibovespa renova mínima; dólar fecha em leve alta

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13 de dezembro de 2022
7:00 - atualizado às 17:06

RESUMO DO DIA: O dia das bolsas começa com os olhos voltados para o índice inflacionário dos EUA. No panorama doméstico, o encontro entre o futuro ministro da Economia, Fernando Haddad, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, é destaque. O chefe atual da pasta, Paulo Guedes, também se encontrará com o petista hoje.

Mercadante no BNDES assusta os investidores e Ibovespa cai mais 1,7%; dólar sobe com juros futuros pressionados

Desde a manhã de ontem (12), o mercado financeiro vinha sendo assombrado pelos rumores de que o governo eleito poderia colocar um de seus políticos mais fortes no comando de uma estatal de peso — como Petrobras (PETR4) ou até mesmo o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES). 

O rumor deu força ao cenário que algumas consultorias políticas já vinham ventilando na última semana: para cumprir o seu desejo, pode ser que uma alteração na lei das estatais, que estabelece uma série de normas para a operação e comando das empresas da União, seja colocada em pauta.  

Até agora, o governo eleito tenta sinalizar que não deve mexer nas regras estabelecidas por Michel Temer, mas o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou parte dos boatos no meio desta tarde — o ex-ministro Aloizio Mercadante será o novo presidente do BNDES. 

Ter reagido negativamente aos rumores no dia anterior não impediu o Ibovespa de inverter o sinal e terminar a sessão no menor nível desde agosto — em queda de 1,71%, aos 103.539 pontos. O dólar à vista, que registrou um recuo em escala global, teve leve alta de 0,07%, a R$ 5,3153, pressionado pela curva de juros. Na mínima, a moeda americana chegou a cair 1,27%. 

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FECHAMENTO

O Ibovespa fechou o dia em queda de 1,71%, aos 103.539 pontos.

FECHAMENTO EM NOVA YORK
  • Dow Jones: +0,31%
  • S&P 500: +0,74%
  • Nasdaq: +1,01%
SUZANO: O QUE ESPERAR DAS AÇÕES SUZB3 APÓS CORTE DO PREÇO DA CELULOSE PARA A CHINA

As ações da Suzano (SUZB3) lideraram o pelotão de maiores quedas do Ibovespa nesta terça-feira (13) depois que a companhia decidiu cortar em US$ 40 por tonelada, para US$ 820 por tonelada, o preço da celulose de fibra curta vendida para a China em dezembro. 

Os papéis SUZB3 caíram 6,43%, a R$ 51,36. No mês, as ações acumulam perda de 11%, enquanto em 12 meses, a baixa é um pouco menor, de 9%. 

Assim que a notícia foi divulgada, a agência Risi informou que a decisão foi tomada porque os consumidores chineses estão relutantes em fechar novos pedidos de olho na maior oferta da commodity no curto prazo, em especial, por dois fatores: 

  • Início das operações do projeto MAPA (Modernização e Ampliação da Planta da Arauco) neste mês, realizado na cidade de Biobío, no Chile;
  • Nova fábrica em Paso de Los Toros, no Uruguai, que ficará pronta no primeiro trimestre de 2023. 

Os dois eventos devem provocar um aumento da oferta do produto no próximo ano.

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FECHAMENTO

O dólar à vista encerrou o dia em alta de 0,07%, a R$ 5,3153. Na mínima, a moeda americana chegou a cair 1,27%

ESTATAIS PIORAM

A perspectiva de que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva possa alterar a lei das estatais e forçar uma maior presença política no alto comando de empresas como Banco do Brasil (BBSA3) e Petrobras (PETR4) pressionam ainda mais a ações dessas companhias. Com a confirmação de que Aloizio Mercadante irá assumir o BNDES, o mercado passou a ver os riscos como maiores.

TESOURO DIRETO SUSPENDE NEGOCIAÇÃO APÓS VOLATILIDADE DOS JUROS FUTUROS

Aguarde mais informações.

IBOVESPA RENOVA MÍNIMAS E JUROS FUTUROS DISPARAM APÓS CONFIRMAÇÃO DE MERCADANTE NO BNDES

Apesar dos rumores dos últimos dias indicarem que Aloizio Mercadante estava cotado para o cargo de presidente da Petrobras (PETR4) ou do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), a confirmação de que o político do PT irá assumir o banco estatal pesa e derruba a bolsa brasileira.

A perspectiva de uma elevação dos gastos públicos e uma pior na qualidade dos investimentos feitos é uma das preocupações. A lei das estatais, que blinda as empresas da União de indicações políticas, também fica em xeque.

LULA CONFIRMA QUE ALOIZIO MERCADANTE SERÁ PRESIDENTE DO BNDES

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou há pouco que o ex-ministro Aloizio Mercadante será o próximo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A confirmação aconteceu durante o pronunciamento de resultados da equipe de transição no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília.

"Nós estamos precisando de alguém que pense desenvolvimento, reindustrializar esse país, inovação tecnológica, na geração de financiamento do pequeno, média ou grande empresário para que esse país volte a gerar emprego", afirmou Lula.

Ainda durante o discurso, o presidente eleito disse que as empresas brasileiras "não estão à venda".

Mercadante foi coordenador do grupo de transição entre o atual governo Bolsonaro (PL) e o eleito Lula (PT). O economista também fez parte do grupo de fundadores do PT, em 1980, e atuou como ministro da Educação durante o governo Dilma.

GAFISA (GFSA3) TOMBA

As ações da Gafisa (GFSA3), negociadas fora do Ibovespa, operam em queda de 3,90%, a R$ 5,67.

O movimento de recuo se deve ao conflito administrativo sobre o aumento de capital da empresa. O fundo Esh Theta, acionista minoritário da Gafisa, convocou os acionistas para uma assembleia-geral extraordinária em 2 de janeiro, na sede da incorporadora, em São Paulo.

A pauta da assembleia, segundo a Esh, envolverá uma proposta de ação de responsabilidade contra os administradores e os membros do conselho fiscal da Gafisa, bem como demais responsáveis solidários. Além disso, o cancelamento e/ou não homologação do aumento de capital social de R$ 150 milhões anunciado pela incorporadora deve ser discutido.

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QUEM É GABRIEL GALÍPOLO, O FUTURO NÚMERO 2 DE HADDAD NO MINISTÉRIO DA FAZENDA DO GOVERNO LULA

Fernando Haddad começou a escalar a equipe que formará no Ministério da Fazenda do governo Lula com Gabriel Galípolo no cargo de secretário-executivo.

O futuro ministro confirmou o nome do economista e ex-presidente do Banco Fator como número 2 da pasta em rápida conversa com jornalistas na saída da sede do Banco Central, em Brasília.

Haddad revelou que o economista seria o seu "número dois" à frente da pasta em reunião pela manhã com o atual ministro da Economia, Paulo Guedes, e seus secretários.

Apesar da experiência de Galípolo no setor financeiro, o mercado não morre de amores pelo futuro secretário-executivo da Fazenda. A esperança dos investidores era que Haddad chamasse Marcos Cruz, com quem trabalhou quando era prefeito de São Paulo.

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COMMODITIES METÁLICAS FECHAM EM ALTA

Os contratos futuros de cobre fecharam em alta de 1,09%, a US$ 3,8420 a libra-peso, nesta terça-feira (13).

A commodity foi impulsionada pelo menor avanço da inflação (CPI, na sigla em inglês) em novembro, com expectativas de menor aperto monetário pelo Federal Reserve (Fed). Soma-se a isso, o recuo do dólar, moeda em que o cobre é cotado.

ITAÚ TROCA ELETROBRAS (ELET6) POR EQUATORIAL (EQTL3) NA CARTEIRA TOP 5

Depois de fazer parte da carteira recomendada do Itaú BBA por um "tempo consideravelmente mais longo do que a média", a Eletrobras (ELET3; ELET6) finalmente deixou a seleção Top 5 do banco nesta terça-feira (13). Agora, a ação da ex-estatal dá lugar a outra representante do setor elétrico: a Equatorial (EQTL3).

Em relatório, os analistas Victor Natal e Paulo Folha explicam que ficaram confortáveis em aguardar o desenvolvimento da tese da privatização da Eletrobras, representada na carteira recomendada do banco pelos seus papéis preferenciais ELET6; no entanto, com a conclusão da desestatização, há agora menos gatilhos de valorização à frente.

"(...) acreditamos que o mercado deva começar a prestar mais atenção aos fundamentos econômico-financeiros da companhia, tentando identificar, nos resultados trimestrais, os indícios de eficiência adicionada à operação pela iniciativa privada", dizem os analistas, que acrescentam que o próximo gatilho de curto prazo deve aparecer apenas em março de 2023, com a divulgação dos resultados do quatro trimestre deste ano.

Hoje, as ações ELET6 recuam 0,98%, enquanto ELET3 caiu 0,12% e EQTL3 baixou 1,29%.

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Em tom volátil, o Ibovespa ensaia alta aos 105.347 pontos.

No mesmo horário, o dólar à vista mantém-se enfraquecido e cai 0,88%, a R4 5,2760.

E AGORA, POWELL: DADO DE INFLAÇÃO PODE MUDAR OS PLANOS DO FED?

Wall Street está celebrando nesta terça-feira (13) dados de inflação mais mornos do que o esperado. O Nasdaq, por exemplo, chegou a subir mais de 3% após a abertura das negociações em Nova York — não só pela desaceleração do índice de preços ao consumidor norte-americano (CPI, na sigla em inglês), mas também de olho no Federal Reserve (Fed)

O banco central norte-americano anuncia amanhã (14) a última decisão de política monetária do ano, e o que muito investidor se pergunta agora é se o CPI será capaz de mudar os planos do Fed. 

Repetidas vezes, Jerome Powell, presidente do BC dos EUA, disse que um dado isolado não é o suficiente para mudar os planos do Federal Reserve em relação ao aumento da taxa de juro — que atualmente está na faixa de 3,75% a 4% ao ano. 

Nas palavras do próprio Powell, para que a trajetória do aperto monetário seja alterada, o Fed precisa estar convencido de que a inflação finalmente está cedendo. 

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HADDAD CONFIRMA EX-CEO DO BANCO FATOR NA EQUIPE ECONÔMICA

O próximo ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) confirmou, há pouco, o nome de Gabriel Galípolo, ex-CEO do Banco Fator, para a secretaria executiva do ministério.

Galípolo participou da reunião técnica de Haddad com o atual ministro da Economia, Paulo Guedes, na manhã desta terça-feira. Com a indicação, ele será o "número dois" do Ministério da Fazenda.

O economista atuou como presidente do Banco Fator entre 2017 e 2021, além de atuar como Conselheiro na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) desde fevereiro deste ano.

Além disso, o ex-executivo do Banco Fator foi uma das figuras chaves para intermediar a relação entre a campanha presidencial de Lula (PT) com atores do mercado financeiro.

Galípolo também tem experiência na iniciativa pública. Ele chefiou a Assessoria Econômica da Secretaria de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo e foi diretor da Unidade de Estruturação de Projetos na Secretaria de Economia e Planejamento do Estado de São Paulo entre 2007 e 2008.

Com a desaceleração das bolsas de Nova York, o Ibovespa inverteu o sinal há pouco.

A bolsa cai 0,46%, aos 104.859 pontos.

FECHAMENTO NA EUROPA
  • Frankfurt: +1,31%
  • Londres: +0,77%
  • Paris: +1,42%
  • Stoxx-600: +1,14%
ANOTE NA AGENDA

O futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad, irá conceder uma coletiva de imprensa às 18h30. A expectativa do mercado é que os primeiros nomes da equipe econômica sejam anunciados.

WALL STREET DISPARA

O índice de inflação abaixo do esperado nos Estados Unidos alimenta a esperança de que amanhã o Federal Reserve não veja necessidade de elevar os juros em 0,75 ponto percentual e desacelere o ritmo de aperto monetário. Em reação, as bolsas em Nova York sobem mais de 2%, puxando os ganhos do Ibovespa.

COMO ANDAM OS MERCADOS

A cautela foi deixada de lado nesta terça-feira (13). Com o avanço da inflação nos EUA abaixo do esperado, as bolsas internacionais operam com maior apetite ao risco.

Os índices americanos avançam acima de 1%:

  • Dow Jones: +1,78%;
  • S&P 500: +2,72%;
  • Nasdaq: +3,65%.

O bom humor impulsiona o Ibovespa, em que o cenário político-econômico fica em segundo plano. A bolsa brasileira sobe 0,51%, aos 105.857 pontos. Contudo, os ganhos são limitados por Petrobras (PETR4).

As ações da estatal registram queda de 1%, com incertezas sobre o comando da companhia durante o governo Lula (PT), bem como a condução das políticas de preço dos combustíveis e pagamento de dividendos.

Os destaques do dia são Qualicorp (QUAL3) com alta acima de 5%, beneficiada pelo alívio nos juros futuros e pelo temor dos investidores sobre o julgamento da fusão entre SulAmérica (SULA11) e Rede D'Or (RDOR3) pelo Cade, amanhã (14); e Suzano (SUZB3), a maior queda do dia em razão da alta do dólar e corte no preço de fibra de celulose.

Com a melhora do apetite ao risco, os juros futuros operam em queda. O dólar à vista cai 1,16%, a R$ 5,2611.

Durante o período da tarde, os investidores aguardam a indicação de nomes para compor a equipe econômica pelo já nomeado ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT). Os anúncios devem acontecer às 18h, após o fechamento dos mercados, em entrevista coletiva.

GAFISA: ACIONISTA CHAMA REUNIÃO PARA DESTITUIR CONSELHO

Se depender do fundo Esh Theta, os investidores da Gafisa (GFSA3) vão começar 2023 decidindo o futuro da empresa. Isso porque o investidor Vladimir Timerman convocou os acionistas para uma assembleia-geral extraordinária em 2 de janeiro, na sede da incorporadora, em São Paulo.

A pauta da assembleia, segundo a Esh, envolverá uma proposta de ação de responsabilidade contra os administradores e os membros do conselho fiscal da Gafisa, bem como demais responsáveis solidários. 

O fundo, controlado pelo investidor, acusa os administradores e os membros do conselho fiscal de terem causado prejuízos à Gafisa em decorrência de supostos atos ilícitos e operações irregulares entre 2019 e 2022.

Na pauta também consta proposta de destituição dos membros do conselho de administração e do conselho fiscal e eleição de novos representantes para essas posições, em virtude de uma suposta quebra dos deveres fiduciários. 

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PETROBRAS (PETR4) TEM RECOMENDAÇÃO REBAIXADA PELO BRADESCO BBI E PREÇO-ALVO É CORTADO QUASE PELA METADE

A maré realmente não anda das melhores para a Petrobras (PETR4) desde a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Afinal, a estatal esteve no centro de diversas denúncias de corrupção e má gerência durante os governos petistas e isso basta para acender um alerta. E quanto mais incertezas sobre seu futuro, pior o humor dos investidores.

De olho nisso, o Bradesco BBI cortou a recomendação dos papéis de compra para neutro, com o preço-alvo das ações preferenciais indo de R$ 53 para R$ 26 — potencial de valorização de 11,5% se considerado o fechamento desta terça-feira (13).

Também foram revisadas as projeções dos recibos de ação (ADRs) da Petrobras negociadas nos Estados Unidos: de US$ 20 para US$ 10 — baixa de 33% tendo o fechamento de hoje como base.

A principal razão para as mudanças é previsível, diante do fluxo de notícias ruins envolvendo a empresa nas últimas semanas, todas com um pano de fundo político.

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JUROS AMERICANOS: APOSTA POR ALTA DE 50 PONTOS-BASE AVANÇA APÓS CPI

As expectativas do mercado para aumento de 0,50 ponto porcentual nos juros dos EUA amanhã pelo Federal Reserve (Fed) subiram ligeiramente após a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês), que mostrou avanço abaixo do previsto em novembro, segundo ferramenta do CME Group.

Ao mesmo tempo, as apostas que os juros americanos chegarão ao fim de 2023 na faixa de 4,75% a 5% ou acima recuaram significativamente.

De acordo com o CME Group, a chance de uma alta de 50 pontos-base na reunião de amanhã de política monetária do Fed subiu de 73,5% ontem para 79,4% minutos após a divulgação do dado. Já a possibilidade de uma elevação de 75 pontos-base caiu de 26,5% a 18,2%. (Estadão Conteúdo)

O Ibovespa opera em alta moderada de 0,61%, aos 105.877 pontos.

No mesmo horário, o dólar à vista recua 1,04%, a R$ 5,2662.

SUZANO (SUZB3) LIDERA AS PERDAS DO DIA

A queda do dólar e o corte no preço da celulose branqueada de eucalipto (BEKP), informada pela Suzano (SUZB3) aos seus clientes chineses, derrubam as ações da companhia no Ibovespa.

A Suzano (SUZB3) lidera as perdas do dia com recuo de 4,54%

"De acordo com Risi, a Suzano está informando aos clientes na China uma redução de US$ 40 por tonelada no preço (para US$ 820/t) para as vendas BEKP de dezembro. O corte supostamente visa reduzir a diferença de preço entre as importações e o preço de revenda doméstico", comenta o Morgan Stanley, em relatório.

ABERTURA EM NOVA YORK

As bolsas americanas iniciaram as negociações em alta nesta terça-feira (13). Os investidores operam com menor cautela após a inflação de novembro registrar alta menor que a esperada pelo mercado, apontando a expectativa de alta dos juros básicos em menor magnitude pelo Federal Reserve (Fed).

Confira a abertura em Nova York:

  • Dow Jones: +1,94%;
  • S&P 500: +2,54%;
  • Nasdaq: +3,59%.
SULAMÉRICA (SULA11) E REDE D’OR (RDOR3) CAEM

O alívio nos juros futuros não são suficientes para alta das ações das operadoras de saúde SulAmérica (SULA11) e Rede D'Or (RDOR3), que destoam dos demais pares no Ibovespa.

CÓDIGONOMEULTVAR
SULA11 SulAmérica units R$ 18,85 -0,58%
RDOR3 Rede D'Or ON R$ 25,27 -0,12%

Os papéis das companhias recuam com o julgamento da fusão entre SulAmérica e Rede D'Or no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) marcado para amanhã (14).

Segundo a Broadcast, o órgão regulador deve aprovar a medida. Contudo, há temor de uma possível discriminação na contratação de hospitais pela SulAmérica, além da troca de informações sensíveis entre as duas empresa, pontos que serão avaliados pelos conselheiros antes da sessão.

*Com informações de Broadcast.

AZUL (AZUL4) SOBE APÓS DADOS DE TRÁFEGO DE NOVEMBRO

As ações da Azul (AZUL4) registram alta de 3,33%, a R$ 10,85 no Ibovespa. O bom desempenho tem como fator o crescimento da demanda total no mês de novembro.

Mais cedo, a companhia aérea informou que o tráfego de passageiros consolidado aumentou 4,5% em relação ao mesmo mês do ano passado.

"Em novembro, o ambiente de demanda pela nossa malha continuou forte, com novo recorde RASK [tráfego de passageiros e capacidade] de todos os tempos", disse John Rodgerson, CEO da Azul, na apresentação de dados preliminares da companhia.

Considerando só o mercado doméstico, a demanda recuou 8,4%, enquanto a oferta caiu 6,3%. A taxa de ocupação ficou em 79,5%, uma queda de 1,8 ponto porcentual.

No mercado internacional, a demanda subiu 198,7%, com aumento de 217,2% na oferta e taxa de ocupação de 79,7%, um recuo de 5,0 pontos porcentuais ante um ano.

*Com informações do Broadcast.

VAREJISTAS SOBEM

Com o alívio nos juros futuros e queda do dólar, após dados que apontaram arrefecimento da inflação nos EUA, as companhias mais sensíveis aos juros, como as varejistas, avançam e operam entre as maiores altas do Ibovespa.

CÓDIGONOMEULTVAR
QUAL3Qualicorp ONR$ 5,424,43%
YDUQ3Yduqs ONR$ 10,184,09%
PETZ3Petz ONR$ 6,183,87%
HAPV3Hapvida ONR$ 4,683,54%
ECOR3Ecorodovias ONR$ 4,173,22%

A inflação americana de novembro abaixo do esperado também refletiu em um alívio nos juros futuros (DIs), sobretudo, os mais longos. Confira:

NOME ULT  FEC 
DI Jan/2313,66%13,66%
DI Jan/2413,92%13,88%
DI Jan/2513,30%13,30%
DI Jan/2613,08%13,12%
DI Jan/2713,00%13,05%
PETROBRAS (PETR4) LIMITA OS GANHOS DO IBOVESPA

Com a inflação de novembro abaixo do esperado, o petróleo acelerou os ganhos do dia e opera em forte acima de 2%.

Mas, apesar da melhora no apetite ao risco, o cenário doméstico pesa sobre os ativos da Petrobras (PETR4). As ações de Petrobras (PETR4) recuam 0,42%, a R$ 23,81.

Incertezas sobre a presidência da estatal durante o governo Lula (PT) é um dos limitadores ao desempenho da companhia.

Soma-se a isso, o rebaixamento da recomendação de compra das ações para neutro pelo Bradesco BBI. Em relatório, o banco afirmou que o fluxo de notícias mais negativo contribui para a deterioração da tese de investimento da estatal. Entre os principais fatores estão as possíveis mudanças na política de preços de combustíveis e na Lei das Estatais, bem como a disposição de reduzir o pagamento de dividendos da empresa.

Além disso, o Bradesco BBI reduziu o preço-alvo das ações preferenciais (PETR4) de R$ 53,00 para 26,00.

Por fim, o banco afirma que prefere outros nomes do setor como Prio (ex-PetroRio; PRIO3), com preço-alvo de R$ 53,00; e 3R Petroleum (RRRP3), com preço-alvo de R$ 103,00.

*Com informações de Broadcast.

FUTUROS DE NOVA YORK

O avanço menor da inflação confirmaram as expectativas de arrefecimento dos preços nos EUA. Com isso, os investidores operam com maior apetite ao risco à espera de um avanço nos juros básicos em menor magnitude.

Nesta quarta-feira (14), o Federal Reserve (Fed) deve fazer o último ajuste monetário do ano e espera-se uma alta de 50 pontos-base nos juros, após quatro elevações consecutivas de 75 pontos-base como medida para conter a inflação no país.

Os índices futuros operam em forte alta após o CPI de novembro, divulgado há pouco pelo Departamento do Comércio americano. Confira:

  • Dow Jones futuro: +2,25%;
  • S&P 500 futuro: +2,59%;
  • Nasdaq futuro: +3,13%.
PETRÓLEO AVANÇA

Os dados da inflação nos EUA abaixo do esperado também impulsionaram as negociações do petróleo, por ser um dos ativos sensíveis a maior aversão ao risco.

A commodity opera em alta de 2,08%, com o barril negociado a US$ 77,61.

O Ibovespa, que já operava em trajetória de alta, acelerou os ganhos após os dados de inflação nos EUA. A bolsa brasileira avançou mais de 1%.

O Ibovespa sobe 1,15%, aos 106.556 pontos.

Por outro lado, o dólar à vista atingiu a mínima, com queda de 1,25%, a R$ 5,2450.

INFLAÇÃO NOS EUA

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) avançou 0,1% em novembro ante outubro, abaixo das projeções de alta de 0,2%.

Na comparação anual, a inflação avança 7,1% em novembro, um pouco abaixo das projeções de +7,3%.

O núcleo do CPI, que exclui itens mais voláteis como energia e alimentos, acompanhou o ritmo de desaceleração. O indicador subiu 0,2% em novembro na comparação com outubro, ante as projeções de avanço de 0,3%.

Na comparação anual, o núcleo do CPI registra alta de 6,0% em novembro, ante a previsão de 6,1%.

Os dados foram divulgados há pouco pelo Departamento do Comércio americano e são usados como parâmetro de inflação pelo Federal Reserve (Fed).

SOBE E DESCE DO IBOVESPA

Impulsionado por exterior e recuperação de Petrobras (PETR4), o Ibovespa opera em alta de 0,32%, aos 105.683 pontos.

Confira as maiores altas:

CÓDIGONOMEULTVAR
IRBR3IRB ONR$ 0,732,82%
YDUQ3Yduqs ONR$ 10,032,56%
CASH3Meliuz ONR$ 1,191,71%
JHSF3JHSF ONR$ 5,061,61%
QUAL3Qualicorp ONR$ 5,271,54%

E as maiores quedas do dia:

CÓDIGONOMEULTVAR
SUZB3Suzano ONR$ 53,87-1,86%
KLBN11Klabin unitsR$ 20,96-0,95%
CMIN3CSN Mineração ONR$ 3,81-0,78%
RAIL3Rumo ONR$ 17,30-0,75%
HYPE3Hypera ONR$ 41,16-0,72%
JUROS FUTUROS

Com maior apetite ao risco do exterior e recuo do dólar, os juros futuros operam em trajetória mista nesta manhã.

Os DIs de curto prazo avançam, enquanto os mais longos registram certo alívio. Confira:

NOME ULT  FEC 
DI Jan/2313,65%13,66%
DI Jan/2413,97%13,88%
DI Jan/2513,33%13,30%
DI Jan/2613,10%13,12%
DI Jan/2713,00%13,05%
ABERTURA DO IBOVESPA

O Ibovespa abriu em alta de 0,42%, aos 105.786 pontos, acompanhando o tom positivo do exterior, que espera dados sobre inflação nos EUA em novembro na expectativa de recuo dos preços.

O dólar à vista mantém-se em recuo e cai 041%, a R$ 5,2898.

ADRS DE VALE E PETROBRAS EM NOVA YORK

Apesar de maior apetite ao risco no exterior antes dos dados de inflação nos EUA, os recibos de ações (ADRs) das principais empresas brasileiras operam instáveis no pré-mercado em Nova York.

Os papéis de recibos de ações da Petrobras registra queda de 0,68%, a US$ 10,26, ainda que o petróleo opere em recuperação nesta manhã. Já os ADRs de Vale sobem 0,37%, a US$ 16,29.

Ibovespa futuro opera em alta de 0,65%, aos 105.514 pontos, em viés de recuperação do exterior.

FUTUROS DE NOVA YORK

À espera de dados da inflação dos EUA em novembro, os índices futuros americanos operam em alta:

  • Dow Jones futuro: +0,61%;
  • S&P 500 futuro: +0,56%;
  • Nasdaq futuro: +0,58%.
MINÉRIO DE FERRO EM BAIXA

O minério de ferro encerrou as negociações em queda de 0,19%, em Dalian, na China, com a tonelada cotada a US$ 115,79.

A cautela com o avanço da covid-19 no país asiático e atenções voltadas à inflação nos EUA.

MATHEUS SPIESS: MERCADO EM 5 MINUTOS

FOGO EM ÔNIBUS E CARGO PARA O MERCADANTE: DOIS TIPOS DIFERENTES DE VANDALISMO

Lá fora, os mercados asiáticos subiram nesta terça-feira (13), ainda que os investidores internacionais estejam nervosos esperando os principais dados de inflação dos EUA e a decisão de política monetária do Federal Reserve, a ser divulgada amanhã. Para melhorar o humor, as novas promessas da China de relaxar ainda mais sua política de "zero-Covid" ofereceu suporte aos ativos.

Os mercados europeus começam o dia em alta, acompanhando o desempenho de ontem nos EUA e a boa manhã dos futuros americanos. Se a inflação vier abaixo do esperado, o bom sentimento dos investidores pode ser aprofundado. No Brasil, os atritos políticos continuam afetando os mercados, com tensão envolvendo a PEC da Transição, os nomes da equipe econômica e as manifestações bolsonaristas.

A ver…

00:36 — Virou bagunça

Por aqui, o mercado repercute hoje as manifestações de alas bolsonaristas mais radicalizadas, que reagiram com atos de vandalismo à diplomação de ontem de Lula e à prisão de alguns nomes do movimento. Ainda que possa reacender o risco do "Terceiro Turno", o que mais impactou o mercado local ontem e deverá continuar impactando é a possibilidade de alguns nomes mais ideologizados do PT para cargos importantes (Mercadante no BNDES ou na Petrobras seria péssimo), bem como a especulação de mudança na Lei das Estatais. Atear fogo em ônibus e "terraplanismo" econômico: dois tipos diferentes de vandalismo.

A equipe de transição negou os rumores sobre a mudança na Lei das Estatais, o que acalmou um pouco os mercados na reta final do pregão, mas foi insuficiente para reverter o estresse — Haddad deve conceder entrevista hoje para negar mais uma vez a intenção de mudar a Lei das Estatais, aproveitando o momento para anunciar alguns nomes do segundo escalão, o que é altamente esperado (o futuro ministro também tem hoje reunião com Paulo Guedes e Roberto Campos Neto).

Ainda no ambiente político, devemos ter hoje a PEC da Transição na pauta da Câmara, devendo ser votada até quinta-feira, na reta final do prazo (as negociações seguem aquecidas).

Fora da agenda política, contamos com dados de serviços de outubro e com a ata do Copom da semana passada, que manteve a taxa de juros inalterada e mostrou preocupação com o panorama fiscal de maneira responsável. As novidades no documento de hoje devem sinalizar mais cautela com os próximos passos do governo eleito para a âncora fiscal.

Como muito bem colocou Tony Volpon, ex-diretor do BC: “O mercado tem que tomar um calmante e aceitar que é um governo de esquerda e vai ter mais gasto e investimento público.” De fato, temos visto um ruído exacerbado sobre os ativos, os quais não necessariamente serão justificáveis (podem ser, mas não necessariamente). Agora, só nos resta a serenidade para avaliar os diferentes cenários

01:56 — E essa inflação ao consumidor?

Nos EUA, voltamos a ver um rali dos ativos de risco enquanto os investidores aguardam pelo índice de preços ao consumidor de hoje de manhã, o último grande relatório de inflação antes da próxima decisão do Federal Reserve sobre a taxa de juros, que ocorre na quarta-feira após uma reunião de dois dias do Comitê Federal de Mercado Aberto. A visão otimista é que os investidores podem finalmente estar em paz com taxas mais altas e inflação persistente, embora mais baixa. 

De fato, tivemos muitas más notícias este ano. No fundo, tem sido uma transição para o Novo Normal. Hoje, os preços aos consumidores devem mostrar aumento de 7,3% na comparação anual, após um salto de 7,7% em outubro. O núcleo, que exclui os preços voláteis, deve subir 6,1%, ante 6,3% em outubro. A inflação americana tornou- se um fenômeno bastante complexo e dividido em três momentos: inflação de bens duráveis; ii) inflação de serviços; e iii) inflação de commodities.

A primeira atingiu o pico em fevereiro, aos 18,7% na comparação anual, e já recuou para 4,7% em outubro. A segunda e terceira onda é a que estão recuando agora. Note que, mesmo que os preços recuem ao longo dos próximos meses, eles ainda vão levar tempo para relaxar de volta para a meta de 2% do Fed. Ou seja, ainda que haja desaceleração do aperto monetário, ainda teremos juros altos por mais tempo.

02:59 — Dados germânicos

Na Europa, os investidores estão acompanhando os dados de inflação e de atividade alemã. A começar com o índice de preços, o mês de novembro registrou deflação de 0,5% na comparação mensal, levando o índice anual de 10,4% para 10%, o que é um fenômeno positivo para quem está preocupado com os preços europeus. Por outro lado, o inverno poderá ter um efeito nocivo sobre a inflação nos próximos meses.

Sobre a atividade, ficamos também com a tradicional pesquisa de sentimento econômico alemão ZEW, que mostrou patamar negativo, mas acabou saindo melhor do que o esperado, em um nível não tão baixo quanto no mês anterior, o que é um bom sinal para o mercado. Outro bom sinal foi o aumento inesperado no emprego no Reino Unido. As notícias acalmam os investidores que tem uma boa manhã na Europa.

03:36 — Um sol quadrado

No final da noite, foi noticiado que Sam Bankman-Fried (SBF), fundador e ex-CEO da exchange de criptomoedas FTX, que declarou falência recentemente, foi preso nas Bahamas a pedido de autoridades dos EUA, que citaram uma acusação do Distrito Sul de Nova York. SBF deveria testemunhar amanhã de manhã perante o Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos EUA, mas essa audiência agora parece muito duvidosa. A prisão de Fried já era esperada, mas talvez não tão cedo.

Hoje, o Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos EUA se reúne para uma audiência inicial investigando o colapso da FTX. Até agora, o fundador da FTX agora preso não conseguiu explicar o que aconteceu com os bilhões de dólares que os clientes da FTX enviaram para as contas bancárias de sua empresa comercial, a Alameda Research. Mais ruídos no mercado de criptos, que tem sido muito afetado em 2022 com a alta dos juros nos EUA. Ainda há muita água para rolar.

04:18 — Questões energéticas

Em resposta ao limite de US$ 60 por barril de petróleo imposto pelo G7 ao produto russo, o Kremlin pode cortar sua produção de petróleo. O movimento, ainda que não aconteça de imediato, pode ter impactos no preço da commodity, uma vez que afeta a oferta global dela.

Nas últimas semanas, o petróleo caiu bastante com os investidores se antecipando a uma recessão. De fato, o problema da demanda promete falar mais alto no curto prazo, mas a médio e longo prazo, o problema estrutural da oferta deveria permitir que o petróleo continuasse negociando em patamares elevados.

Enquanto isso, uma expectativa de oferta adicional vem sendo silenciada. O Alto Representante da União Europeia, Josep Borrell, anunciou que o bloco definiu adotar novas sanções contra o Irã, uma vez que o acordo nuclear parece ter chegado a mais um impasse.

A questão é problemática e promete ficar no ar por mais um tempo, evitando que a expectativa por mais petróleo iraniano se concretize. Ainda pior é o clima geopolítico que isso cria, em um mundo já bastante fustigado por ruídos entre nações. Mais volatilidade nos mercados globais deve ser esperada.

SETOR DE SERVIÇOS NO BRASIL

O volume de serviços prestados caiu 0,6% em outubro ante setembro, queda maior que a projetada pelo mercado, de 0,2%. Os dados foram divulgados há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação anual, o setor avançou 9,5% em outubro, com o efeito da inflação já descontado. Um avanço pouco menor que consenso de alta de 10,5%.

Por fim, o volume de serviços de setembro foi revisado de alta de 0,9% para avanço de 0,5% ante agosto.

O dólar à vista não sustentou a alta da abertura e mudou o sinal para o campo negativo. A moeda americana recua 0,08%, a R% 5,3073.

ABERTURA DO IBOVESPA FUTURO E DO DÓLAR

Com exterior levemente positivo, o Ibovespa futuro abriu em tom positivo e avança 0,08%, aos 104.920 pontos.

No mesmo horário, o dólar à vista abriu em alta de 0,25%, a R$ 5,3248.

ATA DO COPOM

Mais cedo, o Banco Central divulgou a ata da última reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom), que aconteceu na quarta-feira passada (7).

Vale ressaltar que a autoridade monetária decidiu, de forma unânime, a manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano.

O documento ressaltou que o colegiado "se manterá vigilante" sobre a estratégia de manter os juros brasileiros por um período "suficientemente prologado", com a avaliação de que a medida venha garantir a convergência da inflação às metas.

Além disso, o Banco Central reafirmou que "não hesitará" em retomar as altas dos juros básicos caso não haja o arrefecimento da inflação como o esperado.

Por fim, a autoridade monetária reassegurou que a decisão de estabilidade da Selic, em 13,75% ao ano, reflete a incerteza ao redor de seus cenários e um balanço de riscos, como a tramitação da PEC de Transição e as políticas econômicas a serem adotadas pelo governo eleito.

*Com informações de Broadcast

DAY TRADE NA B3

Após o fechamento do último pregão, identifiquei uma oportunidade de swing trade baseada na análise quant - compra dos papéis de Minerva (BEEF3).

BEEF3: [Entrada] R$ 11.97; [Alvo parcial] R$ 12.29; [Alvo] R$ 12.78; [Stop] R$ 11.43

"A formação do padrão one-day reversal para este ativo oferece oportunidade de ganhos no curto prazo."

Recomendo a entrada na operação em R$ 11.97, um alvo parcial em R$ 12.29 e o alvo principal em R$ 12.78, objetivando ganhos de 6.7%.

Leia mais.

COMMODITIES EM ALTA

Ainda repercutindo o temor ao avanço dos casos de covid-19 na China e a expectativa do relatório mensal da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep), as commodities operam voláteis nesta terça-feira (13).

Além disso, os investidores aguardam dados de inflação de novembro nos EUA, que pode imprimir maior apetite ao risco ou a cautela.

O minério de ferro registra queda de 0,19%, com a tonelada cotada a US$ 115,79.

O petróleo tipo Brent avança 0,91%, a US$ 78,70 o barril.

AGENDA DO DIA
  • Reino Unido: Relatório de Estabilidade Financeira do Bank of England (7h30)
  • Banco Central: Ata da mais recente reunião do Copom (8h)
  • França: OCDE divulga crescimento do PIB do G20 (8h)
  • IBGE: Volume de serviços em outubro (9h)
  • Banco Central: Presidente do BC, Roberto Campos Neto, palestra na abertura do evento "Segurança e proteção de dados no mundo digital" (9h)
  • Ministério da Economia: Futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se encontra com titular da Economia, Paulo Guedes, em Brasília (9h)
  • Tribunal de Contas da União: TCU julga processo de privatização do Porto de Santos (10h)
  • Orçamento Federal: Relator-geral do Orçamento, senador Marcelo Castro (MDB-PI), concede coletiva para detalhar parecer sobre a peça orçamentária (10h30)
  • Estados Unidos: CPI e Núcleo do CPI de novembro (10h30)
  • Banco Central: Presidente do BC, Roberto Campos Neto, e futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reúnem para tratar de assuntos institucionais, em encontro fechado à imprensa (12h)
  • Ministério da Economia: Fernando Haddad concede coletiva em Brasília e deve anunciar nomes para secretarias do órgão (a partir das 18h)
MATHEUS SPIESS: O QUE O MERCADO ESPERA DE HADDAD NA FAZENDA

Na última sexta-feira, o mercado financeiro finalmente obteve a confirmação de que Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação, será o próximo ministro da Fazenda.

O atual Ministério da Economia será desmembrado para seu perfil anterior, com Fazenda, Planejamento (Planejamento, Orçamento e Gestão) e Indústria (Desenvolvimento, Indústria e Comércio). Era um nome amplamente esperado, depois do volátil mês de novembro.

Sim, Haddad está longe de ser a melhor escolha, ou pelo menos o melhor nome na visão do mercado. Mas convenhamos que ele está bem distante do pior dos mundos.

Sabendo que Lula estaria levando em consideração apenas nomes petistas para o cargo, a escolha do ex-prefeito acaba sendo uma opção pragmática, mais lulista do que petista e representante de uma esquerda mais moderna e menos ideologizada, que não nega a ciência econômica, abraçando o "terraplanismo fiscal".

Leia mais.

FUTUROS DE NOVA YORK SOBREM ANTES DA INFLAÇÃO

Os índices futuros de Wall Street apontam para uma abretura em alta por lá. Os investidores esperam o índice de preços ao consumidor (CPI, em inglês) dos Estados Unidos hoje.

A expectativa é de que o indicador recue na leitura de novembro. No entando, o trabalho do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), não está terminado. Na visão de analistas do setor, a inflação da moradia continua pressionando o bolso dos consumidores norte-americanos.

Veja:

  • Dow Jones futuro: +0,35%;
  • S&P 500 futuro: +0,37%;
  • Nasdaq futuro: +0,43%.
BOLSAS DA EUROPA SOBEM ANTES DE NOTÍCIAS LOCAIS

Os investidores europeus mantém as bolsas por lá com sinal positivo nas primeiras horas do dia. Além de dados locais no radar, há uma grande expectativa com as decisões de política monetária de grandes economias.

O Banco Central Europeu (BCE) e o Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) decidem a política de juros na próxima quarta-feira (14).

Por fim, o índice inflacionário dos EUA, medido pelo CPI, dará novas pistas sobre o futuro dos juros americanos.

Confira:

  • Euro Stoxx 50: +0,83%
  • DAX (Alemanha): +0,75%
  • CAC 40 (França): +0,58%
  • FTSE 100 (Reino Unido): +0,24%
BOLSAS DA ÁSIA FECHAM SEM UM ÚNICO SINAL

As bolsas de valores asiáticas fecharam em direções divergentes nesta terça-feira.

Em Tóquio, por exemplo, o índice Nikkei marcou alta de 0,4%, beneficiado pelo setor farmacêutico e por empresas de transporte marítimo.

Na China, a bolsa de Xangai recuou 0,1% em meio a ajustes decorrentes das recentes altas motivadas pela suspensão de medidas restritivas implementadas desde o início da pandemia.

Veja como fecharam as principais bolsas asiáticas hoje:

  • Xangai (China): -0,09%
  • Nikkei (Japão): +0,40%
  • Kospi (Coreia do Sul): -0,03%

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