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Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

FECHAMENTO DO DIA

Ibovespa emplaca sétima alta consecutiva com inflação americana estável e vai aos 110 mil pontos; dólar cai a R$ 5,08

Os indicadores de inflação dos Estados Unidos apontam para uma maior tranquilidade – e o Ibovespa acompanhou Wall Street na festa

Jasmine Olga
Jasmine Olga
10 de agosto de 2022
18:53 - atualizado às 15:15
Foto de um semáforo com a luz verde no cruzamento de Wall Street; imagem ilustra os mercados acionários e o comportamento da bolsa e do Ibovespa
Imagem: Shutterstock

Hoje o mercado financeiro viveu um dia de festa. O indicador de inflação ao consumidor dos Estados Unidos ficou estável, contrariando a expectativa de alta, e realimentou a esperança de que o Federal Reserve não deve agir de forma tão dura. Uma alento para os investidores que sofreram ao ver o mercado de trabalho americano crescer em ritmo acelerado. 

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Em Wall Street, os principais índices registraram ganhos significativos, aproveitando a queda do retorno dos títulos do Tesouro. O Nasdaq subiu 2,89%, enquanto o Dow Jones e o S&P 500 avançaram 1,63% e 2,13%, respectivamente. 

O mercado brasileiro, que ontem ensaiou um movimento de realização de lucros, hoje voltou com tudo. De olho no fim do ciclo de aperto monetário por aqui e no apetite por risco do exterior, o Ibovespa fechou a sessão em alta de 1,46%, aos 110.235 pontos, e o dólar à vista recuou 0,87%, a R$ 5,0850.

Quem olha apenas para o resultado festivo pode até chegar à conclusão de que o pior já passou — mas muitos economistas pedem mais cautela com a leitura dos resultados e apontam que pode ser cedo para comemorar. 

William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue Securities, é um deles, já que o alívio visto no número fechado do indicador está ligado apenas à queda nos preços de energia e combustível. "É bem verdade que é uma inflação que desacelera, mas ainda existe alta dos preços". 

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A estabilidade do mês, por exemplo, esconde que os alimentos, assim como outros itens importantes de consumo, tiveram avanço de mais de 1%, dificultando cravar que o pior já passou. 

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Reavaliando o cenário

Um dos maiores vilões dos últimos meses parece estar perdendo força — pelo menos de acordo com os indicadores de julho. 

Ontem, no Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a maior deflação mensal desde o início da série histórica, surpreendendo o mercado.

Hoje, foi a vez do indicador de preços americano surpreender —  o CPI (índice de preços ao consumidor, na sigla em inglês) ficou estável de junho para julho, contra previsão de alta de 0,2% na base mensal, segundo dados do Departamento de Trabalho dos EUA. 

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Vale lembrar que ontem, além do IPCA melhor do que o esperado, também tivemos a divulgação da ata da última reunião do Copom, com sinais mais claros de que o fim do aperto monetário no Brasil realmente chegou ao fim. 

Para os investidores, o sinal de que o dragão da inflação perde força injeta otimismo nos mercados. Isso porque as taxas de juros na terra do Tio Sam podem não subir tanto quanto o mercado já estava projetando. 

Apesar de alguns analistas indicarem que ainda é cedo para cravar que a alta dos preços já passou do seu pior momento, hoje o dia foi de apetite por risco, antecipando os próximos passos do Federal Reserve. 

Com a reavaliação do cenário, a curva de juros operou em forte queda. Confira:

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CÓDIGONOMEULT 
DI1F23DI jan/2313,72%
DI1F25DI Jan/2511,90%
DI1F26DI Jan/2611,69%
DI1F27DI Jan/2711,72%

Sobe e desce do Ibovespa

Com projeções mais otimistas para a Selic e também para a taxa de juros americana, os principais contratos de DI operaram em forte queda — e contribuíram para que alguns setores descontados da bolsa de valores tivessem fortes ganhos. 

Já no caso da JHSF (JHSF3), os papéis repercutem os bons números apresentados pela Cury (CURY3) no segundo trimestre. Confira as maiores altas do dia no Ibovespa:

CÓDIGONOMEVALORVAR
IRBR3IRB ONR$ 2,448,93%
JHSF3JHSF ONR$ 6,428,81%
POSI3Positivo Tecnologia ONR$ 8,578,21%
SOMA3Grupo SomaR$ 11,957,95%
AMER3Americanas S.AR$ 14,697,86%

Com o olhar dos investidores mais voltado ao setores cíclicos, papéis tradicionalmente defensivos ficaram em segundo plano. Veja também as maiores quedas da sessão:

CÓDIGONOMEULTVAR
CPLE6Copel PNR$ 7,15-2,19%
ENGI11Engie unitsR$ 45,16-1,93%
NTCO3Natura ONR$ 16,19-1,52%
ELET6Eletrobras PNBR$ 49,93-1,46%
ELET3Eletrobras ONR$ 47,72-1,26%

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